A CULPA É DA IMPRENSA
Como sempre e mais uma vez, a culpa é da imprensa. Pelo menos é o que o presidente Lula e “companheiros” como Evo Morales (Bolívia), Fidel e Raul Castro (Cuba), Hugo Chávez (Venezuela) e Álvaro Uribe (Colômbia) acham, toda vez que a imprensa, seja a radiofônica, impressa, televisiva ou internética, mostra através de notícias, reportagens, cartas de leitores, editoriais ou artigos, qualquer assunto que o governo ou cacique de plantão não goste. Exemplos não faltam. Para os tuxauas cubanos, iranianos, venezuelanos & Cia Ilimitada, além, claro, da esquerda brasileira, o Grande Satã é sempre os EUA. E por que os americanos? Óbvio ululante, diria o grande Nelson Rodrigues. Como eles, os americanos, são os donos das “verdinhas”, controlam tudo o que acontece no mundo, imprensa no meio. Isso, na opinião deles, porque na opinião das pessoas de bem, daqueles que só querem a verdade dos fatos, ou seja, a imprensa séria e livre, quanto mais a imprensa for livre, melhor para todos, principalmente para o país, pois a imprensa é um dos mais fortes e importantes pilares da democracia.
Este preâmbulo é necessário porque, mais uma vez, o presidente volta ao ataque. Desta vez em defesa da ministra Dilma Roussef. Preocupado com o desgaste político de sua candidata à sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu no último 10 de Agosto, em defesa da ministra Dilma Roussef, da Casa Civil. O temor do Planalto é que Dilma seja “colada” à crise que envolve o Senado Federal. O governo também não quer a ministra como personagem da CPI da Petrobras. O presidente afirmou que considera uma fantasia a declaração da ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira de que teria recebido um pedido de Dilma, no final do ano passado, para “agilizar a fiscalização” envolvendo o filho do presidente do Senado. Lina afirmou que considerou a solicitação um recado para “encerrar” as investigações do Fisco sobre empresas geridas por Fernando Sarney.
“Eu não acredito. Duvido que a Dilma tenha conversado com a Lina sobre qualquer assunto como esse”, afirmou Lula à imprensa. “Quem construiu essa fantasia, essa história, em algum momento vai ter de dizer que foi um ledo engano. Pode escrever uma matéria assim embaixo: erramos”, completou o presidente. Lula ressaltou ainda que “não faz parte da personalidade” de Dilma agir dessa maneira. “Duvido que a Dilma tenha mandado recado ou conversado com qualquer pessoa a esse respeito. Não faz parte da formação política da Dilma.”
É claro que o senhor Lula da Silva tem o direito de achar isto ou aquilo de quem quer que seja. Acontece, porém, que presidentes, principalmente da República, não existem para achar isto ou aquilo de quem quer que seja. Existem para, quando chamados ou inquiridos sobre determinado assunto, falar a verdade dos atos e, se por acaso não tiver maior conhecimento sobre o assunto, colocar seus órgãos de informação para subsidiá-lo, e assim poder emitir opiniões sobre quaisquer fatos, políticos ou não.
O que não pode, é achar que a culpa de tudo é da imprensa. Por exemplo não foi culpa da imprensa, escândalos como o da licitação para a compra de “gêneros básicos” o da licitação de 600 kg de bombons Sonho de Valsa, 2.000 vidros de pimenta envelhecida em barril de carvalho e 7.000 pacotes de biscoitos, isto ainda em Agosto de 2003. A imprensa também não teve nada a ver com as viagens do presidente, que totalizaram em Agosto de 2003, 163,4 mil km só em viagens internacionais. Em Janeiro de 2004, o Governo Lula compra um novo avião para transporte do presidente Lula no valor de US$ 56,7 milhões. Também em 2004, o Planalto fez licitação para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whiski. A imprensa também nada teve a ver com o “Mensalão”, que custou o cargo ao então ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu.
É bom que nos lembremos desses fatos, entre outros de maior ou menor porte ocorridos no governo Lula, para que não se dê ouvidos às desculpas esfarrapadas ou de que se a versão contraria os fatos, pior para os fatos, como costumam fazer os caíques de todos os naipes ideológicos ou mercadológicos ao redor do mundo.
As críticas ao trabalho da imprensa, no mais das vezes, carregam o rancor e a má-fé dos que querem tratar a República como assunto privado, ao abrigo da natural curiosidade do povo que os colocou onde estão, e que pode de lá tirá-los também. No mais das vezes, como dia o articulista Reinaldo Azevedo, o que eles querem, mesmo, é imprensa nenhuma.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
A morte de um homem sério
A MORTE DE UM HOMEM SÉRIO
Tomei Conhecimento com muita tristeza, da morte de um dos homens mais sérios, mais éticos, mais trabalhador e mais honesto de quantos já conheci. E note-se que não foram poucos. Entre eles, sem demérito para os demais e para aqueles cuja memória me falte, posso citar o meu querido amigo e governador do Amapá, Waldez Góes, os desembargadores Dôglas Ramos, Honildo Amaral de Melo Castro, um poço de conhecimento jurídico; Gilberto Pinheiro, o mais caboclo de todos os caboclos tucujus “com muita honra, sim senhor”, como costuma dizer; Luiz Carlos Gomes dos Santos, um estudioso sobre tudo o que há, desde os tempos em que o conheci ainda colegial; Edinardo Rodrigues, um dos mais justos e generosos homens que compõem o Judiciário amapaense e brasileiro, além, claro, de todos os demais desembargadores que compõem o Tribunal de Justiça do Amapá. Também devo citar como exemplos de ética e honradez, outros nomes da terra que os tupis chamavam de O Lugar da Chuva, como o muito culto escritor e juiz de vasto conhecimento jurídico Rui Guilherme Vasconcellos de Souza Filho; a pérola em forma de juíza Dra. Sueli Pini; o grande e honrado advogado Ruben Bemerguy; o meu caríssimo amigo Moisés Zagury, enfim, são tantos que citá-los todos seria abusar da paciência de meus seis leitores.
Mas, perguntarão esses mesmos seis leitores, de quem é mesmo se fala neste texto? Falo do mui conhecido e respeitado Alfredo Oliveira o Cabo Alfredo, que chegou ao Amapá, no início da criação do Território Federal do Amapá, nos idos de 1943, sendo logo contratado pelo governador Janary Nunes.
Determinado e disciplinado, exerceu inúmeras atividades na então nova unidade da federação brasileira. Casado com dona Ione, foi professor de educação física, inspetor escolar, secretário da Prefeitura de Macapá, diretor da Escola Agrícola, prefeito dos municípios de Amapá e Mazagão, representante do Governo do Amapá no Rio de Janeiro, prefeito de Macapá e diretor do atual Iapen no governo de Anníbal Barcellos. Também formou-se em Direito, em Brasília. O último cargo que exerceu em toda uma vida de sucessos, foi a de gerente do projeto de transformação da Base Aérea do Amapá.
Cabo Alfredo também foi comandante do Campo de Concentração de prisioneiros do Eixo (alemães, italianos e japoneses) durante a Segunda Guerra Mundial. Após esse período, foi transferido para o Arquipélago de Fernando de Noronha, ficando à disposição do Exército norte-americano no patrulhamento do Atlântico Sul
Alfredo Oliveira significou respeito e seriedade por onde passou. Mas, como ressaltou o ex-governador do Amapá Jorge Nova da Costa, através de quem consegui as informações acima, e um dos mais próximos amigos desse grande homem, resta-nos o consolo de saber que o velho cabo está no lugar onde Deus abriga os justos e mansos de coração.
Tomei Conhecimento com muita tristeza, da morte de um dos homens mais sérios, mais éticos, mais trabalhador e mais honesto de quantos já conheci. E note-se que não foram poucos. Entre eles, sem demérito para os demais e para aqueles cuja memória me falte, posso citar o meu querido amigo e governador do Amapá, Waldez Góes, os desembargadores Dôglas Ramos, Honildo Amaral de Melo Castro, um poço de conhecimento jurídico; Gilberto Pinheiro, o mais caboclo de todos os caboclos tucujus “com muita honra, sim senhor”, como costuma dizer; Luiz Carlos Gomes dos Santos, um estudioso sobre tudo o que há, desde os tempos em que o conheci ainda colegial; Edinardo Rodrigues, um dos mais justos e generosos homens que compõem o Judiciário amapaense e brasileiro, além, claro, de todos os demais desembargadores que compõem o Tribunal de Justiça do Amapá. Também devo citar como exemplos de ética e honradez, outros nomes da terra que os tupis chamavam de O Lugar da Chuva, como o muito culto escritor e juiz de vasto conhecimento jurídico Rui Guilherme Vasconcellos de Souza Filho; a pérola em forma de juíza Dra. Sueli Pini; o grande e honrado advogado Ruben Bemerguy; o meu caríssimo amigo Moisés Zagury, enfim, são tantos que citá-los todos seria abusar da paciência de meus seis leitores.
Mas, perguntarão esses mesmos seis leitores, de quem é mesmo se fala neste texto? Falo do mui conhecido e respeitado Alfredo Oliveira o Cabo Alfredo, que chegou ao Amapá, no início da criação do Território Federal do Amapá, nos idos de 1943, sendo logo contratado pelo governador Janary Nunes.
Determinado e disciplinado, exerceu inúmeras atividades na então nova unidade da federação brasileira. Casado com dona Ione, foi professor de educação física, inspetor escolar, secretário da Prefeitura de Macapá, diretor da Escola Agrícola, prefeito dos municípios de Amapá e Mazagão, representante do Governo do Amapá no Rio de Janeiro, prefeito de Macapá e diretor do atual Iapen no governo de Anníbal Barcellos. Também formou-se em Direito, em Brasília. O último cargo que exerceu em toda uma vida de sucessos, foi a de gerente do projeto de transformação da Base Aérea do Amapá.
Cabo Alfredo também foi comandante do Campo de Concentração de prisioneiros do Eixo (alemães, italianos e japoneses) durante a Segunda Guerra Mundial. Após esse período, foi transferido para o Arquipélago de Fernando de Noronha, ficando à disposição do Exército norte-americano no patrulhamento do Atlântico Sul
Alfredo Oliveira significou respeito e seriedade por onde passou. Mas, como ressaltou o ex-governador do Amapá Jorge Nova da Costa, através de quem consegui as informações acima, e um dos mais próximos amigos desse grande homem, resta-nos o consolo de saber que o velho cabo está no lugar onde Deus abriga os justos e mansos de coração.
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