LOURENÇO DE CALÇOENE PODE VIRAR MUNICÍPIO
Quando se quer, tudo é possível. O vereador Raimundo Piaba (PV-AP) (Calçoene-AP), viajou até Brasília, de carona em avião cargueiro, tudo porque quer apoio político, tanto do senador José Sarney PMDB-AP), como do governador do Amapá Waldez Góes (PDT-AP), para a emancipação ainda este ano, do distrito de Lourenço, situado no município de Calçoene. Piaba acredita que o distrito já possui todas as condições para essa transformação, mas, pés no chão, sabe que sem apoio político dos dois maiores líderes do Amapá, dificilmente conseguirá seu intento, daí sua disposição ao sacrifício pessoal para atingir seu objetivo que pensa, poderá melhorar as condições de vida dos habitantes daquele distrito.
O Congresso Nacional já aprovou recentemente a implantação de novos municípios brasileiros. O vereador de Calçoene quer aproveitar o “embalo” para conseguir seu objetivo, que já é uma luta antiga do parlamentar municipal.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
AFINAL, QUEM É QUE MANDA?
O grande problema do presidente Lula é que ele se acha engraçado. Não porque seja um grande comediante, mas porque adora falar sem pensar no que diz, isso quando não diz as bobagens que sequer alunos do Enem diriam, ainda que reprovados. A negociação entre países para a compra ou venda de qualquer produto é coisa séria. Mais que isso, muito séria. Mas não é o que parece achar o nosso engraçadíssimo presidente, senão vejamos:
Consta que ele divulgou para quem quisesse ouvir, e não eram poucos os que queriam ouvir, durante a visita do presidente francês ao Brasil no último 7 de Setembro, que o Brasil houvera fechado acordo com os gauleses para a compra de 36 aviões de caça Rafaele, fabricados pela gaulesa Dassault. Estavam na parada os Estados Unidos, a França e a Suécia. A razão alegada por Lula para a escolha da França teria sido a de que esse país teria concordado em transferir a tecnologia pertinente ao Brasil, coisa que os outros dois candidatos a fornecedores não teriam oferecido. Até aí, tudo bem. A transferência de tecnologia quando se compra equipamentos tão sofisticados, é importantíssima para o comprador, porque proporciona enorme avanço no desenvolvimento desse mesmo país.
O problema é que americanos e suecos chiaram, e não sem razão. De um lado, é bem verdade que essa decisão é uma decisão política do presidente da República, entretanto, surpreendido com o anúncio prematuro da decisão feito por Lula, seu atropelo conseguiu incomodar o Comando da Aeronáutica, os concorrentes da Dassaul e demais interessados nessa negociação, que levaram o Ministério da Defesa a divulgar nota oficial para deixar registrado que “o processo de seleção ainda não está encerrado”. Ora, o que isso significa? Significa que um ministro desmente, oficialmente, seu chefe, no caso, ninguém menos que o Presidente da República, senhor Lula da Silva e não acontece nada.
O pior, é que o palh..., digo, presidente-comediante resolve ironizar dizendo que, diante do recuo da concorrência, que agora admite transferir tecnologia para o Brasil, “daqui a pouco, vou receber de graça”. Seria cômico se não fosse deprimente.
Que o Brasil compre os melhores aviões pelo menor preço e pelas melhores condições aliadas ao melhor desempenho do equipamento, tudo bem. O que não está bem, é um presidente falastrão dizer a coisa errada, na hora errada e para as pessoas erradas. Minha mãezinha que há muito se foi para os Campos Elísios, costumava dizer que: “Caldo de galinha e precaução nunca fizeram mal a ninguém.”
O grande problema do presidente Lula é que ele se acha engraçado. Não porque seja um grande comediante, mas porque adora falar sem pensar no que diz, isso quando não diz as bobagens que sequer alunos do Enem diriam, ainda que reprovados. A negociação entre países para a compra ou venda de qualquer produto é coisa séria. Mais que isso, muito séria. Mas não é o que parece achar o nosso engraçadíssimo presidente, senão vejamos:
Consta que ele divulgou para quem quisesse ouvir, e não eram poucos os que queriam ouvir, durante a visita do presidente francês ao Brasil no último 7 de Setembro, que o Brasil houvera fechado acordo com os gauleses para a compra de 36 aviões de caça Rafaele, fabricados pela gaulesa Dassault. Estavam na parada os Estados Unidos, a França e a Suécia. A razão alegada por Lula para a escolha da França teria sido a de que esse país teria concordado em transferir a tecnologia pertinente ao Brasil, coisa que os outros dois candidatos a fornecedores não teriam oferecido. Até aí, tudo bem. A transferência de tecnologia quando se compra equipamentos tão sofisticados, é importantíssima para o comprador, porque proporciona enorme avanço no desenvolvimento desse mesmo país.
O problema é que americanos e suecos chiaram, e não sem razão. De um lado, é bem verdade que essa decisão é uma decisão política do presidente da República, entretanto, surpreendido com o anúncio prematuro da decisão feito por Lula, seu atropelo conseguiu incomodar o Comando da Aeronáutica, os concorrentes da Dassaul e demais interessados nessa negociação, que levaram o Ministério da Defesa a divulgar nota oficial para deixar registrado que “o processo de seleção ainda não está encerrado”. Ora, o que isso significa? Significa que um ministro desmente, oficialmente, seu chefe, no caso, ninguém menos que o Presidente da República, senhor Lula da Silva e não acontece nada.
O pior, é que o palh..., digo, presidente-comediante resolve ironizar dizendo que, diante do recuo da concorrência, que agora admite transferir tecnologia para o Brasil, “daqui a pouco, vou receber de graça”. Seria cômico se não fosse deprimente.
Que o Brasil compre os melhores aviões pelo menor preço e pelas melhores condições aliadas ao melhor desempenho do equipamento, tudo bem. O que não está bem, é um presidente falastrão dizer a coisa errada, na hora errada e para as pessoas erradas. Minha mãezinha que há muito se foi para os Campos Elísios, costumava dizer que: “Caldo de galinha e precaução nunca fizeram mal a ninguém.”
terça-feira, 8 de setembro de 2009
É dando que se recebe?
Midas, rei semi-lendário da antiga Frígia, era conhecido pela extrema riqueza. A ele atribui-se a lenda de que, qualquer coisa que tocasse viraria ouro instantaneamente, tendo sido esta a sua perdição, pois não podia tocar nem alimentos e nem seres queridos.
Certos políticos têm, tal qual Midas, o poder, não de transformar o que tocam em ouro, mas sim a triste capacidade de conspuscar, poluir, corromper o que tocam.
Francisco de Assis, após ter tido uma visão de Cristo, converteu-se e passou a viver como eremita, em constante oração. Suas composições mais famosas são “O Cântico do Irmão Sol” e a belíssima peça conhecida como “A oração de São Francisco”. Nesta, um de seus trechos diz: “... pois é dando que se recebe”.
Foi o bastante. O ex-deputado Roberto Cardoso Alves, passou a usar a expressão para mostrar a ligação incestuosa que há gerações une o governo e maus empresários ou políticos dessa estirpe. Entrou para o dicionário das nossas frases infelizes. Aviltou, emporcalhou, sujou o que era uma bela passagem de uma das mais belas orações que se conhece.
Em nome da vontade de garantir a reeleição e de aprovar o que bem quer como bem deseja, o governo federal e muitos governos estaduais ressuscitaram essa prática, se é que ela algum dia morreu, de verdade.
Tudo indica que ao invés de morrer, a prática do “é dando que se recebe” esteve apenas em curto período de hibernação após o período Collor. Não estava morta. Quando muito, estava em estado cataléptico para, tal qual uma Fênix maléfica, ressurgir das cinzas, aguardando a hora precisa de atacar novamente.
Gordas fatias dos partidos políticos, deixam de lado o pudor que nunca tiveram e negociam no sentido mais sujo que a palavra negociar pode ter, e se lançam tal qual abutres sobre cargos e verbas, para o exercício da política menor. Os partidos dão votos e recebem as benesses do poder. É a osmose do imoral com o desonesto.
É verdade que é dando que se recebe. Mas é dando trabalho, justiça, exemplos de dignidade, de competência profissional e vidas dedicadas ao bem comum. Receber votos é - ou deveria ser - mera consequência.
Midas, rei semi-lendário da antiga Frígia, era conhecido pela extrema riqueza. A ele atribui-se a lenda de que, qualquer coisa que tocasse viraria ouro instantaneamente, tendo sido esta a sua perdição, pois não podia tocar nem alimentos e nem seres queridos.
Certos políticos têm, tal qual Midas, o poder, não de transformar o que tocam em ouro, mas sim a triste capacidade de conspuscar, poluir, corromper o que tocam.
Francisco de Assis, após ter tido uma visão de Cristo, converteu-se e passou a viver como eremita, em constante oração. Suas composições mais famosas são “O Cântico do Irmão Sol” e a belíssima peça conhecida como “A oração de São Francisco”. Nesta, um de seus trechos diz: “... pois é dando que se recebe”.
Foi o bastante. O ex-deputado Roberto Cardoso Alves, passou a usar a expressão para mostrar a ligação incestuosa que há gerações une o governo e maus empresários ou políticos dessa estirpe. Entrou para o dicionário das nossas frases infelizes. Aviltou, emporcalhou, sujou o que era uma bela passagem de uma das mais belas orações que se conhece.
Em nome da vontade de garantir a reeleição e de aprovar o que bem quer como bem deseja, o governo federal e muitos governos estaduais ressuscitaram essa prática, se é que ela algum dia morreu, de verdade.
Tudo indica que ao invés de morrer, a prática do “é dando que se recebe” esteve apenas em curto período de hibernação após o período Collor. Não estava morta. Quando muito, estava em estado cataléptico para, tal qual uma Fênix maléfica, ressurgir das cinzas, aguardando a hora precisa de atacar novamente.
Gordas fatias dos partidos políticos, deixam de lado o pudor que nunca tiveram e negociam no sentido mais sujo que a palavra negociar pode ter, e se lançam tal qual abutres sobre cargos e verbas, para o exercício da política menor. Os partidos dão votos e recebem as benesses do poder. É a osmose do imoral com o desonesto.
É verdade que é dando que se recebe. Mas é dando trabalho, justiça, exemplos de dignidade, de competência profissional e vidas dedicadas ao bem comum. Receber votos é - ou deveria ser - mera consequência.
FÉ E POLÍTICA
Entre as muitas coisas estranhas que podem o imaginário da humanidade, talvez nenhuma seja mais estranha que a fé. Tão estranha que fé e lógica podem tudo: menos andar juntas
A fé, por definição, é a crença, a confiança inabalável em outra pessoa, ente ou fenômeno. É também a primeira virtude teologal, é a adesão ou a ausência pessoal a Deus, seus desígnios e manifestações. É a firmeza na execução de uma promessa ou de compromisso.
Quando se mistura Deus, fé e política, o resultado é mais estranho, porque a fé, quando praticada em países excepcionais na sua formação racial como o Brasil, o resultado se torna incompreensível para os pais das religiões e deuses que cultuamos.
Assim é, que o sempre aprazível de ser lido, Roberto Campos, odiado pela esquerda, provavelmente pela humanidade do seu cérebro e pela clareza das suas ideias, diz em um de seus ensaios que, a “religiosidade brasileira é peculiar e funciona em fogo brando.”
Temos fé, no caso, fé católica, mais no sentido universal da palavra, que no sentido da religião cristã, o que nos faz acreditar também em santos, orixás e exus. Nossa ideia de pecado não é severa. E mesmo com toda a fé, escolhemos dos Dez Mandamentos, só os que nos interessam cumprir. O sexto e nono, evidentemente, nem nos passa pela cabeça cumpri-los. Melhor faríamos se abandonássemos a Tábua da Lei que assim, simplificada, ficaria reduzida a apenas oito mandamentos.
Nossa fé faz de Deus um bom sujeito. Alguém quase da família. A quem se toma um dinheiro emprestado, jurando por todos os juros que vai pagar - e com todos os juros. Claro que a nossa honestidade, nessa área, como bem o diz Campos, “é honestidade de jogador”.
A fé à brasileira ensina que Deus é um pai tolerante, muito ocupado em administrar o Universo, mas a quem pode se recorrer num aperto. E que há de nos perdoar sempre. A esse respeito, o poeta alemão Heine, talvez por francófilo, aprendeu esse sentido mais latino que germânico, ao dizer: “Deus me perdoará. É o seu ofício”.
A classe média é um primor. Jura lealdade ao papa, que é (quase) infalível. Mas não dispensa um bom terreiro, por precaução. Não dispensa, em alguns casos, até mesmo pitadas do misticismo oriental. Tudo é válido, quando se trata de sitiar o Céu.
Enquanto a fé católica é recheada de opulência e ostentação litúrgica, as seitas protestantes fizeram da rotinização do carisma o seu ganha-pão, ou no caso de algumas delas, o seu ganha-milhões... de dólares. E isso pela simples razão de que são mais práticas. Num certo sentido, lembram a umbanda, que permite um contato direto com os deuses da chuva. O pastor é um homem comum, que trata dos problemas mais imediatos de uma população riquíssima... em problemas. O resultado, é uma coleção de fiéis que aumenta dia a dia , juntamente com os saldos de suas contas bancárias. Mas, ao funcionário do sobrenatural, aplica-se o conselho de Max Weber: “aqueles que buscam a salvação das almas, a sua e a do próximo, não devem buscá-la nas avenidas da política”. Não dá certo. É mais fácil acreditar que um camelo passe pelo buraco de uma agulha, que água se misture ao óleo, e que políticos existam, sem falar a língua bifurcada da serpente.
Entre as muitas coisas estranhas que podem o imaginário da humanidade, talvez nenhuma seja mais estranha que a fé. Tão estranha que fé e lógica podem tudo: menos andar juntas
A fé, por definição, é a crença, a confiança inabalável em outra pessoa, ente ou fenômeno. É também a primeira virtude teologal, é a adesão ou a ausência pessoal a Deus, seus desígnios e manifestações. É a firmeza na execução de uma promessa ou de compromisso.
Quando se mistura Deus, fé e política, o resultado é mais estranho, porque a fé, quando praticada em países excepcionais na sua formação racial como o Brasil, o resultado se torna incompreensível para os pais das religiões e deuses que cultuamos.
Assim é, que o sempre aprazível de ser lido, Roberto Campos, odiado pela esquerda, provavelmente pela humanidade do seu cérebro e pela clareza das suas ideias, diz em um de seus ensaios que, a “religiosidade brasileira é peculiar e funciona em fogo brando.”
Temos fé, no caso, fé católica, mais no sentido universal da palavra, que no sentido da religião cristã, o que nos faz acreditar também em santos, orixás e exus. Nossa ideia de pecado não é severa. E mesmo com toda a fé, escolhemos dos Dez Mandamentos, só os que nos interessam cumprir. O sexto e nono, evidentemente, nem nos passa pela cabeça cumpri-los. Melhor faríamos se abandonássemos a Tábua da Lei que assim, simplificada, ficaria reduzida a apenas oito mandamentos.
Nossa fé faz de Deus um bom sujeito. Alguém quase da família. A quem se toma um dinheiro emprestado, jurando por todos os juros que vai pagar - e com todos os juros. Claro que a nossa honestidade, nessa área, como bem o diz Campos, “é honestidade de jogador”.
A fé à brasileira ensina que Deus é um pai tolerante, muito ocupado em administrar o Universo, mas a quem pode se recorrer num aperto. E que há de nos perdoar sempre. A esse respeito, o poeta alemão Heine, talvez por francófilo, aprendeu esse sentido mais latino que germânico, ao dizer: “Deus me perdoará. É o seu ofício”.
A classe média é um primor. Jura lealdade ao papa, que é (quase) infalível. Mas não dispensa um bom terreiro, por precaução. Não dispensa, em alguns casos, até mesmo pitadas do misticismo oriental. Tudo é válido, quando se trata de sitiar o Céu.
Enquanto a fé católica é recheada de opulência e ostentação litúrgica, as seitas protestantes fizeram da rotinização do carisma o seu ganha-pão, ou no caso de algumas delas, o seu ganha-milhões... de dólares. E isso pela simples razão de que são mais práticas. Num certo sentido, lembram a umbanda, que permite um contato direto com os deuses da chuva. O pastor é um homem comum, que trata dos problemas mais imediatos de uma população riquíssima... em problemas. O resultado, é uma coleção de fiéis que aumenta dia a dia , juntamente com os saldos de suas contas bancárias. Mas, ao funcionário do sobrenatural, aplica-se o conselho de Max Weber: “aqueles que buscam a salvação das almas, a sua e a do próximo, não devem buscá-la nas avenidas da política”. Não dá certo. É mais fácil acreditar que um camelo passe pelo buraco de uma agulha, que água se misture ao óleo, e que políticos existam, sem falar a língua bifurcada da serpente.
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