quinta-feira, 8 de outubro de 2009

INICIA AMANHÃ O RODEIO EM TARTARUGALZINHO


O já tradicional "Rodeio do Mineiro" tem inicio amanhã (9), quinta-feira, em Tartarugalzinho e vai ate sábado. Durante três dias a programação promete movimentar aquele município. Comercialização de animais,rodeio,concurso de miss do Rodeio,pesque e pague,canoagem e apresentações de varias bandas regionais vão esquentar o evento. Espera-se que durantes os dias do evento passem pelo local mais de 15 mil pessoas.
WALDEZ GÓES RECEBE TÍTULO DE SÓCIO DA AAPEA


Governador Waldez Góes recebeu no último dia 7 de Outubro, o título de “Sócio Honorário” da Associação dos Aposentados do Amapá (AAPEA), porque quando ainda deputado estadual, foi o autor da lei que transformou a Associação em entidade de Utilidade Pública. A AAPEA completa no próximo dia 16, 59 anos de existência e tem cerca de 3.000 associados. O prefeito de Macapá, Roberto Góes, o empresário Jaime Nunes e o deputado federal Jurandil Juarez também receberão, em breve, o mesmo título.
UM HOMEM CHAMADO JOSÉ


Perdido na imensidão do cosmos, um planeta revoluteava em giros tristes e solitários. Ficara assim, desde que a solidão o tornou diferente dos demais planetas e das super-novas, estrelas cheias de brilho, luz e vigor, que caminham pelo negror do Universo, acreditando que suas luzes durarão para sempre.
Aquele triste planeta, além de não ter luz própria, perdera o pouco que refletia, quando seu guia, o Sol, desabou para dentro de si mesmo, cansado por quatro bilhões de anos de fulgor constante. Quatro bilhões de anos é tempo demais, até mesmo para uma estrela que um dia pensou ser eterna. Ainda bem que pensou errado. A eternidade é cansativa demais.
Mas, aquele planeta já tivera seus momentos de beleza sideral. Consta que selenitas encantados, encantavam suas encantadoras mulheres, cantando melodias tiradas de muito além das nossas limitadas sete notas musicais. Nesses momentos, a Via Láctea quedava-se, muda de prazer, nas noites de Terra cheia.
Dizem também, que num certo sentido, o planeta já tivera uma espécie de luz própria. Fora há muito tempo. Um tempo tão distante, que quase se perdera na história do tempo.
Essa luz resultara de uma prosaica história de amor. Não o amor-paixão, o amor-erótico, o amor-cama, o amor-frenesi, o amor-loucura, o amor-orgasmo.
Esse não. Esse era o amor diferente. Um amor feito de calma, de ternura, de bem-querer, de amizade. Um amor de pureza.
Esta é a história de amor de um homem chamado José.
José, foi para aquele planeta, o símbolo da humildade e da submissão a uma vontade superior, que não entendia, mas perante a qual se curvava, porque sabia que seu destino estava traçado nas estrelas, muito antes sequer da possibilidade de existirem. Tanto ele quanto as estrelas.
Herdeiro de Davi em linha direta, não conhecia o orgulho ou a ambição. Era, antes de mais nada, um homem simples. Um puro de coração.
Talvez tenha sofrido silenciosamente, diante da dúvida que um dia, o demônio do ciúme tentou destilar em seu coração. Mas foi só um segundo. Como duvidar da mulher que amara sobre todas as coisas, e que fora escolhida para um destino maior que o seu?
Os anos passaram, José envelheceu e morreu poucos anos depois de seu filho, condenado à morte aos 33 anos. Seu coração sangrou tanto, que por um momento pensou não resistir a tanta dor. Mas crente na recompensa do amor, não vacilou. Acreditou e amou Maria até o final dos tempos que ainda não chegaram.
Uma história antiga, que só os privilegiados selenitas encantados conhecem com detalhes, diz que, se por ventura, em algum lugar, alguém conseguir ver dois cometas brilhantes, lado a lado, verá também as figuras de um homem e uma mulher, de mãos dadas, passeando pelo infinito, enquanto seu filho, Jesus, cuida da administração do Universo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eu sei que vou te amar

Estava só. Absolutamente sozinho. Perdido, contemplava o espaço sem fim, e sentiu a sensação aterrorizante da sua pequenez diante do Universo. Fazia tão pouco tempo que descera das árvores. Olhou em volta e não viu ninguém. Nem podia. O Criador não fizera ainda, aquela que povoaria os seus sonhos de dúvidas, angústias, desejos, ânsias, paixões e amores.
No albor da humanidade, o homem só, ainda não conhecia o ciúme, o pior dos sentimentos, porque gera a vontade de matar. E quem tem vontade de matar, ainda que não o faça, é como se já o tivesse feito. Quem mata ou deseja fazê-lo, sente-se maior, mais poderoso. Uma pena, pois com isso decreta a própria morte. O poder é a morte em vida, pois corrompe, degrada, polui, conspurca, fere, destrói, queima. E depois que passa, deixa atrás de si apenas espectros de homens.
Mas o homem só, ainda não sabia disso. Não compreendia sequer quem era, e qual o objetivo da sua existência. E por isso, olhando tudo o que havia, criou para si uma idéia de perfeição, que compensasse o nada que era. Foi assim que nasceu aquela que o destruiria, mas que o faria, simultaneamente, compensar a si mesmo, fazendo-o sentir o maior dos sentimentos, que é a glória de amar.
E foi naquelas terras, que muito tempo depois seria chamada de ancestral de todos os homens, que nasceu a mais bela, a mais poderosa de todas as mulheres que o mundo jamais conhecera. Eva foi o seu nome e Adamat, a Terra, na língua do povo que o Todo-Poderoso, muito tempo depois chamaria de seu, prostrou-se a seus pés e adorou-a, como nenhum outro ser fez antes, e nem faria depois. Eva, a Imaculada, encantada por tanto amor, deixou-se amar, e foi assim que nasceram todos os outros homens.
Foi quando Adamat olhou pela segunda vez para o universo sem fim, e fez o seu canto de amor, sabendo que ainda choraria muito por ele, mas, afinal de contas, o que seria o amor se não fosse enfeitado por colares de lágrimas translúcidas?
E assim pensando, cantou para que todos os animais dos céus, das terras e das águas ouvissem o seu grito desesperado da ânsia de amar: “Quando o mundo for um deserto de homens e de idéias, nada estará perdido, porque ainda assim, eu sei que vou te amar.
Quando a saudade se apossar de mim, e todo o sofrimento que há, habitar o meu corpo cansado de tanto chorar por ti, ainda assim restará uma esperança, porque eu sei que sempre vou te amar.
Quando o teu olhar não mais me olhar, ainda assim será o meu raio de sol, porque eu sei que vou te amar.
Quando o Titanic do meu amor, bater no gelo negro da tua indiferença, afundarei, é verdade. Mas, mergulharei para sempre no mar do sofrimento sem fim, sabendo que um dia ressurgirei, porque comigo, mergulhará a certeza de que eu sempre vou te amar.
Quando a última estrela apagar e o universo inteiro mergulhar na idade das trevas, ainda assim restará um fiapo de luz que poderá, quem sabe, acendê-las todas novamente. Será o meu amor eterno, protestando contra a escuridão maior, que a falta de ti provoca. Mas, ainda que isso aconteça, sei de certeza, que eu sempre vou te amar.
Mas quando o momento do deitar eterno chegar, e o vento do tempo soprar sobre a poeira do que restou de mim, voarei em forma de pó aos campos da nossa África ancestral. Lá, misturado aos campos, às árvores, aos animais, às rochas, e às águas que deram origem à tua existência divina, tudo será diferente, exceto a mais absoluta certeza, que já existia antes mesmo que tu existisses, porque eu sei que sempre vou te amar”.