DALVA FIGUEIREDO DEFENDE REDUÇÃO DE PREÇOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL AMAZÔNICA
A deputada federal Dalva Figueiredo (PT-AP), participou no último dia 21 de Outubro, da discussão na Comissão da Amazônia, a regionalização da tabela de custos do Sistema Nacional de Preços e Índices para Construção Civil (SINAPI), durante a audiência pública Preços e a Constante Paralisação das Obras Públicas Contratadas junto a Caixa Econômica Federal na Região Norte.
Segundo a deputada petista, os parlamentares se comprometem com os municípios levando expectativas e liberação de recursos, mas na hora da execução, há problemas por causa dos custos. “O que pretendemos é uma tabela que reflita a realidade, que seja feita dentro de padrões técnicos. ´´E necessário que a Caixa ou outro órgão responsável encontre uma alternativa para fazer essa adequação e resolver o problema”, afirmou Dalva Figueiredo.
A postura da deputada na firme defesa dos interesses amazônicos é de fundamental importância, porque todos sabemos que a região jamais teve o tratamento diferenciado que merece. No caso específico do Amapá, é público e notório que nossas dificuldades são maiores, em função do isolamento geográfico que sofremos em relação aos centros do poder.
A deputada também afirmou que, de sua parte, não descansará até conseguir esse objetivo. Até porque, com mais facilidades, a construção civil pode fazer baixar, e muito, o nível de desemprego entre nós, porque ela é o setor econômico que mais absorve mão de obra, diminuindo, portanto, o nosso ainda alto nível de desemprego.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
BATRACOMIOMÁQUIA
Batracomiomáquia. Calma. Antes que comecem a me apedrejar por causa desse palavrão, é necessário que fique bem claro que o nome não é criação minha. É de Homero. Sim, aquele poeta grego que poucos conhecem, autor de a Ilíada, obra que bem menos conhecem. Homero é personagem sobre cuja vida pouco se sabe, uma vez que foi cercada de lendas. Diz-se que seu nascimento ocorreu em Esmirna, cidade da Ásia Menor, no entanto, outras seis reclamam esse privilégio. Seu nome, segundo diversas etimologias, significa “refém”, por ter sido soldado em sua juventude e ter sido prisioneiro e retido como garantia de guerra. O “Cego”, como o chamavam, tornou-se mendigo e sobrevivia andando de cidade em cidade cantando como jogral. Porém, uma das curiosidades desse autor de uma das mais clássicas obras literárias que o mundo já conheceu, é que tinha o seu lado humorístico bem acentuado. Por isso, talvez, tenha escrito essa pequena obra intitulada “Batracomáquia”, que fala de uma guerra entre ratos e rãs.
Longe de mim a ideia que a obra tenha qualquer semelhança com a guerra que travam, desde sempre, os ratos e os batráquios da política, particularmente aquela travada entre o “Sapo Barbudo”, criação imortal de Leonel Brizola e outros ratos de seu tempo. De certo, o que temos é que um dia, um rato, submergindo sua barba à beira de um lago, viu uma rã tagarela que morava no lago.
Inchabochechas – Quem és tu, estranho. Dize-mo a verdade, e em troca dar-te-ei tanta hospitalidade que, possivelmente, minha casa nunca mais queiras deixar. Eu sou Inchabochechas, e no lago me honram como perpétuo caudilho das rãs. Meu pai chamava-se Lodoso e minha mãe Rainha das Águas. Noto que és formoso e forte, mais ainda que outros; e deves ser portador de certo e valoroso combatente nas batalhas. Mas, dize-me rápido, tua linhagem.
Furtamigalhas – Por que me perguntas minha linhagem, se ela é conhecida de todos os homens e deuses. Eu me chamo Furtamigalhas e sou filho
do poderoso Róipão e tenho por mãe Lambetentes, filha do rei Róipresunto. Mas, como poderemos ser amigos, se temos naturezas muito diferentes? Tua vida está na água e eu costumo roer o que os homens possuem. Nada se me escapa. Nem o pão guardado em cestos ou a torta recheada de gergelim; não dispenso presunto, queijo, doces de leite e nem nada que produzam os cozinheiros para os festins dos mortais. Nunca fugi da gritaria das mais horrendas batalhas, mas me junto aos combatentes mais avançados, porque sei que lá terei muitas recompensas. Meu único temor diz respeito aos gaviões e doninhas. Com relação a esta, nem na minha toca estou seguro. Odeio, porém, couves, abóboras e verdes acelgas.
Inchabochechas – Noto que muito te envaideces das coisas do ventre. Quanto a nós, rãs, temos coisas admiráveis de se ver, tanto na água como na terra. Se tens dúvidas sobre o que digo, é fácil comprovar-te. Sobe às minhas costas e te mostrarei meu palácio. O resultado é que, em aparecendo uma Hidra, a rã merguhou no lago, esquecendo Furtamigalhas que morreu afogado.
Por causa desse acontecimento é que foi deflagrada a guerra entre ratos e rãs. Quanto aos deuses, convocados por Zeus, decidiram que o melhor era não se meter numa briga que não era deles pois, como sempre acontece, poderiam ter sérios prejuízos se não adotassem a neutralidade. E assim fizeram.
Entretanto, um destemido guerreiro roedor chamado Roubaparte, pediu o comando do exército de roedores e partindo para o ataque, certo de que destruiria o exército de batráquios. E assim teria feito não fosse a ajuda que as rãs receberam de Cronion, pai dos deuses e dos homens. Foi por isso que Zeus, compadecendo-se das rãs, enviou-lhes como auxiliares, animais de garras curvas, andar oblíquo, pés torcidos e bocas como tesouras, de pele crustácea, de consistência óssea, de costas largas e reluzentes e oito pés chamados caranguejos. Lançados ao combate, cortaram com suas largas tesouras as caudas, os pés e as mãos dos ratos que, percebendo a extensão da tragédia que se abatera sobre eles, fugiram espavoridos para que não fossem dizimados.
Segundo conta a história, o combate durou apenas um dia, terminando com a vitória das rãs.
Quanto a um certo país onde vivia a donzela Iracema, aquela que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, a guerra continua. E tudo indica que, ao contrário do que ocorreu na famosa batalha chamada Batracomiomáquia, a guerra entre ratos e rãs, que terminou com a vitória das rãs, pelo andar da carruagem, deve terminar com a esmagadora vitória do Sapo Barbudo. As eleições estão às portas. 2010 vem aí. E até onde sei, Zeus não está em aí para nosotros.
Batracomiomáquia. Calma. Antes que comecem a me apedrejar por causa desse palavrão, é necessário que fique bem claro que o nome não é criação minha. É de Homero. Sim, aquele poeta grego que poucos conhecem, autor de a Ilíada, obra que bem menos conhecem. Homero é personagem sobre cuja vida pouco se sabe, uma vez que foi cercada de lendas. Diz-se que seu nascimento ocorreu em Esmirna, cidade da Ásia Menor, no entanto, outras seis reclamam esse privilégio. Seu nome, segundo diversas etimologias, significa “refém”, por ter sido soldado em sua juventude e ter sido prisioneiro e retido como garantia de guerra. O “Cego”, como o chamavam, tornou-se mendigo e sobrevivia andando de cidade em cidade cantando como jogral. Porém, uma das curiosidades desse autor de uma das mais clássicas obras literárias que o mundo já conheceu, é que tinha o seu lado humorístico bem acentuado. Por isso, talvez, tenha escrito essa pequena obra intitulada “Batracomáquia”, que fala de uma guerra entre ratos e rãs.
Longe de mim a ideia que a obra tenha qualquer semelhança com a guerra que travam, desde sempre, os ratos e os batráquios da política, particularmente aquela travada entre o “Sapo Barbudo”, criação imortal de Leonel Brizola e outros ratos de seu tempo. De certo, o que temos é que um dia, um rato, submergindo sua barba à beira de um lago, viu uma rã tagarela que morava no lago.
Inchabochechas – Quem és tu, estranho. Dize-mo a verdade, e em troca dar-te-ei tanta hospitalidade que, possivelmente, minha casa nunca mais queiras deixar. Eu sou Inchabochechas, e no lago me honram como perpétuo caudilho das rãs. Meu pai chamava-se Lodoso e minha mãe Rainha das Águas. Noto que és formoso e forte, mais ainda que outros; e deves ser portador de certo e valoroso combatente nas batalhas. Mas, dize-me rápido, tua linhagem.
Furtamigalhas – Por que me perguntas minha linhagem, se ela é conhecida de todos os homens e deuses. Eu me chamo Furtamigalhas e sou filho
do poderoso Róipão e tenho por mãe Lambetentes, filha do rei Róipresunto. Mas, como poderemos ser amigos, se temos naturezas muito diferentes? Tua vida está na água e eu costumo roer o que os homens possuem. Nada se me escapa. Nem o pão guardado em cestos ou a torta recheada de gergelim; não dispenso presunto, queijo, doces de leite e nem nada que produzam os cozinheiros para os festins dos mortais. Nunca fugi da gritaria das mais horrendas batalhas, mas me junto aos combatentes mais avançados, porque sei que lá terei muitas recompensas. Meu único temor diz respeito aos gaviões e doninhas. Com relação a esta, nem na minha toca estou seguro. Odeio, porém, couves, abóboras e verdes acelgas.
Inchabochechas – Noto que muito te envaideces das coisas do ventre. Quanto a nós, rãs, temos coisas admiráveis de se ver, tanto na água como na terra. Se tens dúvidas sobre o que digo, é fácil comprovar-te. Sobe às minhas costas e te mostrarei meu palácio. O resultado é que, em aparecendo uma Hidra, a rã merguhou no lago, esquecendo Furtamigalhas que morreu afogado.
Por causa desse acontecimento é que foi deflagrada a guerra entre ratos e rãs. Quanto aos deuses, convocados por Zeus, decidiram que o melhor era não se meter numa briga que não era deles pois, como sempre acontece, poderiam ter sérios prejuízos se não adotassem a neutralidade. E assim fizeram.
Entretanto, um destemido guerreiro roedor chamado Roubaparte, pediu o comando do exército de roedores e partindo para o ataque, certo de que destruiria o exército de batráquios. E assim teria feito não fosse a ajuda que as rãs receberam de Cronion, pai dos deuses e dos homens. Foi por isso que Zeus, compadecendo-se das rãs, enviou-lhes como auxiliares, animais de garras curvas, andar oblíquo, pés torcidos e bocas como tesouras, de pele crustácea, de consistência óssea, de costas largas e reluzentes e oito pés chamados caranguejos. Lançados ao combate, cortaram com suas largas tesouras as caudas, os pés e as mãos dos ratos que, percebendo a extensão da tragédia que se abatera sobre eles, fugiram espavoridos para que não fossem dizimados.
Segundo conta a história, o combate durou apenas um dia, terminando com a vitória das rãs.
Quanto a um certo país onde vivia a donzela Iracema, aquela que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, a guerra continua. E tudo indica que, ao contrário do que ocorreu na famosa batalha chamada Batracomiomáquia, a guerra entre ratos e rãs, que terminou com a vitória das rãs, pelo andar da carruagem, deve terminar com a esmagadora vitória do Sapo Barbudo. As eleições estão às portas. 2010 vem aí. E até onde sei, Zeus não está em aí para nosotros.
domingo, 1 de novembro de 2009
O PÊNDULO
Pra dizer a verdade, jamais entendi montanhistas. Rapel, muito menos. Aliás, desconfio que não entendo quase nada de tudo o que há. Mas, o que sei que menos entendo é de montanhismo. Aqui pra nós, qual a graça de se fazer um esforço ingente para escalar milhares de metros céu acima, tendo que carregar às costas, pesos que creio, devem pesar não menos de uma tonelada. Como se isso não bastasse, cada metro acima, mais rarefeito o ar e mais baixa a temperatura. Frio lembra a morte. Não existem cadáveres quentes. Exceto os que morreram minutos atrás. A vida, ao contrário, é quente. E é movimento, também. Acredito que enquanto um só astro girar ao redor de si mesm, a vida existirá no universo. Acredito, também, que talvez o apocalipse seja a imobilidade total e absoluta. Significa dizer que um só raio de quantos sóis existam não brilharão; um só pulmão em todas as galáxias não respirarão; pernas não darão um passo sequer; rosas não se abrirão e belas mulheres não seduzirão homens tão frágeis diante de seu poder.
Desse ponto de vista, poderia eu até entender o montanhista. Escalar qualquer coisa significa movimento. O problema é que não existem montanhas horizontais. Toda montanha é vertical. Faz parte do seu destino.
Certa ocasião, quando andava eu perdido no Cáucaso Central, conheci um montanhista. Esse homem era diferente de todos quantos conheci. Era apaixonado por pêndulos. Pêndulos, dirão meus seis leitores? Pêndulos, sim senhor. Principalmente relógios pendulares. Ele próprio, sonhava ser um pêndulo. Pêndulo humano, claro. Por isso, não esquecia de pedir toda santa noite ao Eterno que, dentro do possível, o transformasse num pêndulo. Aquels movimento lateral ou mesmo frontal do vai e vem o encantava. Seria a glória.
Um dia tomou uma decisão. Escalaria a montanha mais alta e mais difícil de quantas existissem. Tomado de furioso entusiasmo, gastou uma pequena fortuna comprando cordas e cordeletes, cadeirinha, mosquetão e malha rápida, polia, estribos, capacete, luvas e peitoral, enfim, toda a parafernália que constitui o equipamento de qualquer bom montanhista que tem como desejo escalar uma difícil montanha. Daquelas com milhares de metros de altura, onde o vento sopra de modo perpétuo, não a brisa de praias calientes, não o vento que provoca tempestades de areia no Saara ou no Zogbi. Não, não é desse vento que falo. Falo do vento polar, do vento mais gelado que a própria morte, do vento cortante, congelante, daqueles que provocam a sensação de que um milhão de agulhas perfuram o corpo do infeliz submetido a tal fenômeno da natureza.
Por isso não entendo montanhistas. Se pelo menos eles chegassem lá, no topo da montanha e fizessem uma declaração de amor à mulher amada; se plantassem ao menos uma árvore... Já pensaram como seria o mundo se todos os cumes de todos os morros, de todas as serras, de todas as montanhas fossem arborizados? Seria uma espécie de Floresta Amazônica mundial, se contrapondo ao azul do céu. Mas não fazem nada, os montanhistas. Passam alguns minutos lá e descem. Simplesmente isso. E qual a grande vantagem? Nenhuma, é a resposta. Não que haja necessidade de se levar vantagem em tudo. Afinal de contas a Lei de Gerson já perdeu a validade de há muito.
O problema com o montanhista que queria ser pêndulo, é que não sabia que subir e fácil. Difícil, mesmo, é descer. Qualquer descuido pode ser fatal.
E não deu outra. Ao tentar sair de uma escarpa onde o vento soprava enfurecidamente, escorregou no gelo eterno. As cordas deslizaram dezenas de metros e o seguraram. O detalhe é que, da distância em que estava da encosta, nem ele e nem ninguém poderia salvá-lo. Finalmente tivera seu desejo realizado: tornara-se um pêndulo. Um pêndulo humano, é verdade mas, mesmo assim um pêndulo.
Dizem que ainda está por lá, coitado. Tão novo, tão pendurado, tão pendular... Nunca mais voltei ao Cáucaso. Tenho montanhas diferentes para escalar. As montanhas da vida com seus vales profundo e abismos mais profundos ainda. A diferença de outros escaladores é que, no meu caso meus equipamentos são outros. Ainda preciso estudar muito e aprender muito mais. Ainda sou um simples analfabeto da vida. Preciso, também sofrer muito mais do que já sofri. Estão pensando que ser alpinista na vida é fácil?Até porque não fui sábio o bastante para aprender pelo amor. Resultado: Tive que aprender pela dor. E o meu caminho ainda é tão, longo, tão árduo, tão alto...
- Moral da história: Muito cuidado com o que você pede a Deus. Ele pode atendê-lo.
Pra dizer a verdade, jamais entendi montanhistas. Rapel, muito menos. Aliás, desconfio que não entendo quase nada de tudo o que há. Mas, o que sei que menos entendo é de montanhismo. Aqui pra nós, qual a graça de se fazer um esforço ingente para escalar milhares de metros céu acima, tendo que carregar às costas, pesos que creio, devem pesar não menos de uma tonelada. Como se isso não bastasse, cada metro acima, mais rarefeito o ar e mais baixa a temperatura. Frio lembra a morte. Não existem cadáveres quentes. Exceto os que morreram minutos atrás. A vida, ao contrário, é quente. E é movimento, também. Acredito que enquanto um só astro girar ao redor de si mesm, a vida existirá no universo. Acredito, também, que talvez o apocalipse seja a imobilidade total e absoluta. Significa dizer que um só raio de quantos sóis existam não brilharão; um só pulmão em todas as galáxias não respirarão; pernas não darão um passo sequer; rosas não se abrirão e belas mulheres não seduzirão homens tão frágeis diante de seu poder.
Desse ponto de vista, poderia eu até entender o montanhista. Escalar qualquer coisa significa movimento. O problema é que não existem montanhas horizontais. Toda montanha é vertical. Faz parte do seu destino.
Certa ocasião, quando andava eu perdido no Cáucaso Central, conheci um montanhista. Esse homem era diferente de todos quantos conheci. Era apaixonado por pêndulos. Pêndulos, dirão meus seis leitores? Pêndulos, sim senhor. Principalmente relógios pendulares. Ele próprio, sonhava ser um pêndulo. Pêndulo humano, claro. Por isso, não esquecia de pedir toda santa noite ao Eterno que, dentro do possível, o transformasse num pêndulo. Aquels movimento lateral ou mesmo frontal do vai e vem o encantava. Seria a glória.
Um dia tomou uma decisão. Escalaria a montanha mais alta e mais difícil de quantas existissem. Tomado de furioso entusiasmo, gastou uma pequena fortuna comprando cordas e cordeletes, cadeirinha, mosquetão e malha rápida, polia, estribos, capacete, luvas e peitoral, enfim, toda a parafernália que constitui o equipamento de qualquer bom montanhista que tem como desejo escalar uma difícil montanha. Daquelas com milhares de metros de altura, onde o vento sopra de modo perpétuo, não a brisa de praias calientes, não o vento que provoca tempestades de areia no Saara ou no Zogbi. Não, não é desse vento que falo. Falo do vento polar, do vento mais gelado que a própria morte, do vento cortante, congelante, daqueles que provocam a sensação de que um milhão de agulhas perfuram o corpo do infeliz submetido a tal fenômeno da natureza.
Por isso não entendo montanhistas. Se pelo menos eles chegassem lá, no topo da montanha e fizessem uma declaração de amor à mulher amada; se plantassem ao menos uma árvore... Já pensaram como seria o mundo se todos os cumes de todos os morros, de todas as serras, de todas as montanhas fossem arborizados? Seria uma espécie de Floresta Amazônica mundial, se contrapondo ao azul do céu. Mas não fazem nada, os montanhistas. Passam alguns minutos lá e descem. Simplesmente isso. E qual a grande vantagem? Nenhuma, é a resposta. Não que haja necessidade de se levar vantagem em tudo. Afinal de contas a Lei de Gerson já perdeu a validade de há muito.
O problema com o montanhista que queria ser pêndulo, é que não sabia que subir e fácil. Difícil, mesmo, é descer. Qualquer descuido pode ser fatal.
E não deu outra. Ao tentar sair de uma escarpa onde o vento soprava enfurecidamente, escorregou no gelo eterno. As cordas deslizaram dezenas de metros e o seguraram. O detalhe é que, da distância em que estava da encosta, nem ele e nem ninguém poderia salvá-lo. Finalmente tivera seu desejo realizado: tornara-se um pêndulo. Um pêndulo humano, é verdade mas, mesmo assim um pêndulo.
Dizem que ainda está por lá, coitado. Tão novo, tão pendurado, tão pendular... Nunca mais voltei ao Cáucaso. Tenho montanhas diferentes para escalar. As montanhas da vida com seus vales profundo e abismos mais profundos ainda. A diferença de outros escaladores é que, no meu caso meus equipamentos são outros. Ainda preciso estudar muito e aprender muito mais. Ainda sou um simples analfabeto da vida. Preciso, também sofrer muito mais do que já sofri. Estão pensando que ser alpinista na vida é fácil?Até porque não fui sábio o bastante para aprender pelo amor. Resultado: Tive que aprender pela dor. E o meu caminho ainda é tão, longo, tão árduo, tão alto...
- Moral da história: Muito cuidado com o que você pede a Deus. Ele pode atendê-lo.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
DE ANJOS E INVEJA
Para os antigos hebreus, anjo significava “mensageiro”. Essa tradução continua valendo, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. No original hebraico, anjo é grafado como “Malakh” e pode ser traduzido como mensageiros e não são todos iguais, segundo a própria Bíblia. Algumas vezes, adotam a forma humana, atuando como mensageiros de Deus, quase sempre para indicar uma missão especial e sagrada. No Novo Testamento anjo é angelos e tem o mesmo significado de alguém que porta, ou, traz uma mensagem. Quanto ao Anjo do Senhor, eventualmente pode ser confundido com o próprio Deus. Normalmente, esse é enviado para julgar e destruir (Ver 2 Samuel 24:16); para proteger e livrar (Salmos 34:7) e orientar e instruir segundo Mateus 2: 13, 19.
Convém não confundir anjos com arcanjos. Estes são uma nomeação especial para aqueles anjos que cumprem missão especial, como a comunicação feita a Maria, mãe de Jesus, que conceberia o fiho de Deus.
Segundo Voltaire, o autor do verbete anjo na Enciclopédia Francesa diz que “todas as religiões admitiram a existência dos anjos, muito embora a razão natural não o demonstre”. O certo seria se dizer que muitas religiões e não todas reconheceram anjos. Uma antiga religião de raízes judaicas e árabes, envolta em magia e superstições, assim como a dos druidas, a da China antiga, dos citas, dos antigos fenícios e dos antigos egípcios não admitiram os anjos.
Quanto aos brâmanes, orgulham-se de há 5.114 anos ter escrito sua primeira lei sagrada, intitulada Shasta. Só 1.500 anos depois escreveram sua segunda lei chamada Veidam, que significa a palavra de Deus. O Shasta afirma no seu capítulo primeiro que: “Deus é uno; criou o mundo; é uma esfera perfeita sem começo e nem fim. Ele conduz toda a criação por uma providência geral, resultante de um princípio determinado.
O segundo capítulo da Shasta diz que o Eterno, absorvido na contemplação de sua própria existência, resolveu na plenitude dos tempos comunicar sua glória e sua essência a seres capazes de sentir e compartilhar sua beatitude assim como servir sua glória. O Eterno quis e passaram a existir. Ele os formou de parte da sua essência, capazes de perfeição e imperfeição, segundo a sua vontade.
Então está escrito que Ele primeiro criou Birma, Vitsnu e Sib. Em seguida, criou Mozazor e toda a multidão de anjos. Birma foi o príncipe do exército angélico e Vitsnu e Sib seus coadjutores. Eles adoraram o Eterno disposto em torno de seu trono, cada um segundo sua importância. A harmonia reinou nos céus e Mozazor cantou o cântico de louvor e de adoração ao Criador. E o Eterno se alegrou com a Sua criação.
Mas, e tudo tem um mas, a harmonia que poderia ter durado ad eternum assim não aconteceu por causa da inveja. Lembram da serpente do Éden primevo dos hebreus? Pois é, ela, a inveja, se apossou do coração de Mozazor e de outros príncipes dos destacamentos angélicos. Entre esses estava Raabon, o primeiro em dignidade depois de Mozazor. Esquecidos da felicidade de sua criação e de seus deveres, tal qual Lúcifer, o mais belo entre as criaturas de Javeh, rejeitaram o poder de perfeição e adotaram o poder de imperfeição. Fizeram o mal diante do Eterno, desobedeceram suas ordens e disseram: “Nós queremos governar”. Através de promessas sedutoras, aliciaram um enorme número de anjos, e foi assim que surgiu a dor e a tristeza, e o mal proliferou por toda a Terra e por onde mais vá um só ser humano. Foi assim também, que o Eterno, cheio de ira, mandou Sib marchar contra eles, armado de onipotência e precipitá-lo do lugar eminente para o lugar das trevas, no Ondera, para ali serem punidos mil anos vezes mil anos.
Anjos como Gabriel, cujo nome significa “soldado de Deus”; Miguel, que é apontado como arcanjo e cujo nome significa “aquele que é parecido com Deus”, além de muitos outros, além de trazerem boas novas, também lutaram, por ordem do que tudo pode, e precipitaram Lúcifer e seus seguidores ao Hades, lugar destinado aos demônios.
Quanta dor, quanta mágoa, quanta raiva, quanto sofrimento, quantos males de todos os tipos e ordens são causados por esse pecado capital chamado inveja, tanto no reino dos céus quanto na Terra. e que é comum naqueles que pensam menos no que já têm e mais no que lhes falta.
Sejamos brâmanes, cristãos, judeus, muçulmanos ou pertençamos a qualquer outra religião, até mesmo entre os autodenominados ateus, tantos milênios depois, a inveja ainda domina os homens, esquecidos que só o amor constrói. Final de contas, foi o Mestre entre os mestres quem disse: “Amai-vos uma aos outros como Eu vos amei”. E mesmo assim, insistimos em não aprender nada da mensagem divina. Absolutamente nada.
Para os antigos hebreus, anjo significava “mensageiro”. Essa tradução continua valendo, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. No original hebraico, anjo é grafado como “Malakh” e pode ser traduzido como mensageiros e não são todos iguais, segundo a própria Bíblia. Algumas vezes, adotam a forma humana, atuando como mensageiros de Deus, quase sempre para indicar uma missão especial e sagrada. No Novo Testamento anjo é angelos e tem o mesmo significado de alguém que porta, ou, traz uma mensagem. Quanto ao Anjo do Senhor, eventualmente pode ser confundido com o próprio Deus. Normalmente, esse é enviado para julgar e destruir (Ver 2 Samuel 24:16); para proteger e livrar (Salmos 34:7) e orientar e instruir segundo Mateus 2: 13, 19.
Convém não confundir anjos com arcanjos. Estes são uma nomeação especial para aqueles anjos que cumprem missão especial, como a comunicação feita a Maria, mãe de Jesus, que conceberia o fiho de Deus.
Segundo Voltaire, o autor do verbete anjo na Enciclopédia Francesa diz que “todas as religiões admitiram a existência dos anjos, muito embora a razão natural não o demonstre”. O certo seria se dizer que muitas religiões e não todas reconheceram anjos. Uma antiga religião de raízes judaicas e árabes, envolta em magia e superstições, assim como a dos druidas, a da China antiga, dos citas, dos antigos fenícios e dos antigos egípcios não admitiram os anjos.
Quanto aos brâmanes, orgulham-se de há 5.114 anos ter escrito sua primeira lei sagrada, intitulada Shasta. Só 1.500 anos depois escreveram sua segunda lei chamada Veidam, que significa a palavra de Deus. O Shasta afirma no seu capítulo primeiro que: “Deus é uno; criou o mundo; é uma esfera perfeita sem começo e nem fim. Ele conduz toda a criação por uma providência geral, resultante de um princípio determinado.
O segundo capítulo da Shasta diz que o Eterno, absorvido na contemplação de sua própria existência, resolveu na plenitude dos tempos comunicar sua glória e sua essência a seres capazes de sentir e compartilhar sua beatitude assim como servir sua glória. O Eterno quis e passaram a existir. Ele os formou de parte da sua essência, capazes de perfeição e imperfeição, segundo a sua vontade.
Então está escrito que Ele primeiro criou Birma, Vitsnu e Sib. Em seguida, criou Mozazor e toda a multidão de anjos. Birma foi o príncipe do exército angélico e Vitsnu e Sib seus coadjutores. Eles adoraram o Eterno disposto em torno de seu trono, cada um segundo sua importância. A harmonia reinou nos céus e Mozazor cantou o cântico de louvor e de adoração ao Criador. E o Eterno se alegrou com a Sua criação.
Mas, e tudo tem um mas, a harmonia que poderia ter durado ad eternum assim não aconteceu por causa da inveja. Lembram da serpente do Éden primevo dos hebreus? Pois é, ela, a inveja, se apossou do coração de Mozazor e de outros príncipes dos destacamentos angélicos. Entre esses estava Raabon, o primeiro em dignidade depois de Mozazor. Esquecidos da felicidade de sua criação e de seus deveres, tal qual Lúcifer, o mais belo entre as criaturas de Javeh, rejeitaram o poder de perfeição e adotaram o poder de imperfeição. Fizeram o mal diante do Eterno, desobedeceram suas ordens e disseram: “Nós queremos governar”. Através de promessas sedutoras, aliciaram um enorme número de anjos, e foi assim que surgiu a dor e a tristeza, e o mal proliferou por toda a Terra e por onde mais vá um só ser humano. Foi assim também, que o Eterno, cheio de ira, mandou Sib marchar contra eles, armado de onipotência e precipitá-lo do lugar eminente para o lugar das trevas, no Ondera, para ali serem punidos mil anos vezes mil anos.
Anjos como Gabriel, cujo nome significa “soldado de Deus”; Miguel, que é apontado como arcanjo e cujo nome significa “aquele que é parecido com Deus”, além de muitos outros, além de trazerem boas novas, também lutaram, por ordem do que tudo pode, e precipitaram Lúcifer e seus seguidores ao Hades, lugar destinado aos demônios.
Quanta dor, quanta mágoa, quanta raiva, quanto sofrimento, quantos males de todos os tipos e ordens são causados por esse pecado capital chamado inveja, tanto no reino dos céus quanto na Terra. e que é comum naqueles que pensam menos no que já têm e mais no que lhes falta.
Sejamos brâmanes, cristãos, judeus, muçulmanos ou pertençamos a qualquer outra religião, até mesmo entre os autodenominados ateus, tantos milênios depois, a inveja ainda domina os homens, esquecidos que só o amor constrói. Final de contas, foi o Mestre entre os mestres quem disse: “Amai-vos uma aos outros como Eu vos amei”. E mesmo assim, insistimos em não aprender nada da mensagem divina. Absolutamente nada.
Assinar:
Postagens (Atom)