UM FATO ESTRANHO
O fato, mais que estranho, é que eu, conhecido como crítico ácido da ação e comportamento da classe política brasileira, com destaque nada honroso para os políticos da área federal, particularmente com relação ao deficiente cultural senhor Lula da Silva, descubro que estou feliz com a ação de muitos dos políticos amapaenses. Senão, vejamos:
1 – A deputada federal Dalva Figueiredo (PT-AP), está preocupada com os constantes apagões verificados em Macapá e quer garantias de que nem só eles terminarão como não voltarão, assim como discute a questão da dívida agrícola em Brasília. Isso é o que chamo real preocupação com nossos problemas.
2 - Foi instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito criada pela Assembleia Legislativa, para investigar denúncias de irregularidades nas atividades das empresas mineradoras no Amapá.
Proposta pelo deputado estadual Ruy Smith (PSB), a CPI da Mineração tem como objetivo principal verificar o impacto sócio-ambiental e econômico dos projetos instalados nos municípios de Amapari e Serra do Navio.
Para a presidência da comissão foi confirmado o nome do deputado estadual Alexandre Barcellos (PSDB) e na vice-presidência, o deputado Zezé Nunes (PV). O relator é o deputado Moisés Souza (SC) e como membros foram indicados os deputados Eider Pena (PDT) e Kaká Barbosa (PT do B). Ótimo. É para isso mesmo, fiscalizar severamente o que acontece em solo amapaense e propor leis e projetos que beneficiem o povo que os senhores deputados existem.
3 – O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) informa a aprovação do projeto que regulamenta Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos. Agora, a Proposta vai à sanção presidencial. Excelente. Nossas crianças, mais que nunca, precisam de proteção.
4 – O deputado Jorge Amanjás (PSDB-AP), aceitou convite de estudantes de Direito para proferir palestra sobre o tema “Partidos Políticos e sua importância para o estado moderno e Grupos de Pressão”. É de fundamental importância que os senhores deputados se envolvam com questões como essa, e transmitam ao nosso alunado, um pouco, pelo menos, do que já aprenderam ao longo da vida, no sentido de torná-los cidadãos integrais. Parabéns.
5 – Quanto ao governador Waldez Góes, a folha de serviços que tem prestado ao Amapá é por todos mais que conhecida. Não é à toa que sua popularidade só faz aumentar. Isto, sem contar, com o modo criterioso que usou na escolha de seus auxiliares mais diretos, que contribuem decisivamente para o sucesso da administração governamental.
6 – O senador Sarney, pelos extraordinários benefícios que já trouxe – e ainda trará, não tenho dúvidas - ao nosso Amapá, tem seu nome garantido na história da terra tucuju.
7 – Macapá, como é visível a todos, nunca esteve tão bonita e tão limpa como atualmente, muito embora muito serviço ainda seja necessário para que cheguemos ao ponto ideal, mas a melhora é sensível, particularmente quando se pensa que nos oito anteriores à administração de Roberto Góes, pouco ou nada tenha sido feito pelo ex-prefeito.
É claro que, até por falta de espaço, não posso falar de outros parlamentares, secretários e demais técnicos ou políticos que administram nosso estado. Mas, quero realçar, talvez porque, excepcionalmente, hoje não estou com o azedume habitual que no geral me causa a classe política, que os elogios acima não significam que deixei o meu modo de dar meu recado claro e direto, àqueles que fazem do bem público, algo muito pessoal e particular.
Infelizmente, não faltará ocasião para que venhamos a público, como é de meu hábito, denunciar e criticar do modo mais severo possível, todos aqueles que, por incompetência, má índole ou qualquer outra razão negativa, use ou se aposse do que é nosso, do povo, com se a si pertencesse. Lamentavelmente, ao contrário do que pensa o apagado deficiente intelectual senhor Lula da Silva, lugar de jornalista é na rua, conversando com o povo para saber o que ele, povo, pensa e registrar o fato para a população. Também é nossa função, sim, criticar, denunciar, formar opiniões para, fazendo a nossa parte com seriedade, ajudar o nosso país, a ser constituído por um povo mais feliz e mais consciente de seus direitos e obrigações. E, para concluir, é nosso dever também, por que não, elogiar quando o acerto se torna visível. Muito embora essas razões sejam tão raras.
sábado, 21 de novembro de 2009
A TAVERNA DO APAGÃO
Miguezim de Princesa
I
Na taverna brasileira,
O chefe-mor do pifão
Tomou a décima lapada
Misturada com limão,
Sentiu o mundo rodando,
Os olhos lacrimejando
E aí veio o apagão.
II
Mergulhou na escuridão,
Caído ao pé de uma escada:
Uma cuia com farofa,
Lingüiça e carne torrada,
Uma 51 secou,
No outro dia acordou
Sem se lembrar de mais nada.
III
Isso foi curto-circuito
Ou um fulminante raio?
A culpa foi da costela
E do malpassado paio,
Que era meio falsificado
E foi trazido importado
Do governo paraguaio.
IV
E durante o coma etílico,
Que alguns chamam “água dura”,
Sobreveio um pesadelo
De matar a criatura:
Monstros feios de doer
Assumiriam o poder
De mandar na rua escura.
V
Amigos de muito tempo,
Da cachaça e do gamão,
Isolavam o chefe-mor,
Que perdia a proteção
E terminava lascado,
Completamente enredado
Em um tal de mensalão.
VI
Acabavam as mordomias
(Não se tinha nem mais cuscuz),
Veio um satanás de rabo,
Dependurado numa cruz,
Com alicate afiado,
Cortou fio desencapado
E a rua ficou sem luz.
VII
Na rua ninguém se entendia,
Era uma grande confusão,
Direita virava esquerda
E naquela escuridão,
Onde ninguém enxergava,
O esperto aproveitava
Para enfiar mais a mão.
VIII
Viva a privatização
De toda a rede elétrica!
- gritava um líder de turma,
Da forma mais apoplética,
Com os 10 por cento da feira
E acampado na beira
De uma usina hidrelétrica.
IX
O delegado famoso
Aparecia no terreiro,
Com a foice e o martelo
E a mídia do estrangeiro,
Fazendo investigação
Pra saber do apagão
Segurando um candeeiro.
X
A miss paz e amor
Começou uma confusão:
- Meus filhos, que diacho é isso,
Tiraram a luz do salão! -.
E aí ficou rodando,
Sacudindo e pinotando,
Com um cacete na mão.
XI
Aproveitando o escuro,
A súcia se empanturrou:
Secou todas as garrafas
E nenhuma dose restou;
O chefe, todo suado,
Tremendo, desesperado,
Deu um grito e se acordou.
XII
E quando alguém lhe pergunta
Sobre toda a trapalhada,
Orgias e coisas que as trevas
Espalharam na Esplanada,
O chefe-mor simplesmente
Olha e responde pra gente:
- Eu não me lembro de nada.
PS: Este poema não é meu, é de meu querido amigo Miguezim de Princeza. Achei-o ótimo, porque reflete com ironia fina e humor sutil, um certo governante que também atende pelo nome de Apagado da Silva.
Carlos Bezerra
Miguezim de Princesa
I
Na taverna brasileira,
O chefe-mor do pifão
Tomou a décima lapada
Misturada com limão,
Sentiu o mundo rodando,
Os olhos lacrimejando
E aí veio o apagão.
II
Mergulhou na escuridão,
Caído ao pé de uma escada:
Uma cuia com farofa,
Lingüiça e carne torrada,
Uma 51 secou,
No outro dia acordou
Sem se lembrar de mais nada.
III
Isso foi curto-circuito
Ou um fulminante raio?
A culpa foi da costela
E do malpassado paio,
Que era meio falsificado
E foi trazido importado
Do governo paraguaio.
IV
E durante o coma etílico,
Que alguns chamam “água dura”,
Sobreveio um pesadelo
De matar a criatura:
Monstros feios de doer
Assumiriam o poder
De mandar na rua escura.
V
Amigos de muito tempo,
Da cachaça e do gamão,
Isolavam o chefe-mor,
Que perdia a proteção
E terminava lascado,
Completamente enredado
Em um tal de mensalão.
VI
Acabavam as mordomias
(Não se tinha nem mais cuscuz),
Veio um satanás de rabo,
Dependurado numa cruz,
Com alicate afiado,
Cortou fio desencapado
E a rua ficou sem luz.
VII
Na rua ninguém se entendia,
Era uma grande confusão,
Direita virava esquerda
E naquela escuridão,
Onde ninguém enxergava,
O esperto aproveitava
Para enfiar mais a mão.
VIII
Viva a privatização
De toda a rede elétrica!
- gritava um líder de turma,
Da forma mais apoplética,
Com os 10 por cento da feira
E acampado na beira
De uma usina hidrelétrica.
IX
O delegado famoso
Aparecia no terreiro,
Com a foice e o martelo
E a mídia do estrangeiro,
Fazendo investigação
Pra saber do apagão
Segurando um candeeiro.
X
A miss paz e amor
Começou uma confusão:
- Meus filhos, que diacho é isso,
Tiraram a luz do salão! -.
E aí ficou rodando,
Sacudindo e pinotando,
Com um cacete na mão.
XI
Aproveitando o escuro,
A súcia se empanturrou:
Secou todas as garrafas
E nenhuma dose restou;
O chefe, todo suado,
Tremendo, desesperado,
Deu um grito e se acordou.
XII
E quando alguém lhe pergunta
Sobre toda a trapalhada,
Orgias e coisas que as trevas
Espalharam na Esplanada,
O chefe-mor simplesmente
Olha e responde pra gente:
- Eu não me lembro de nada.
PS: Este poema não é meu, é de meu querido amigo Miguezim de Princeza. Achei-o ótimo, porque reflete com ironia fina e humor sutil, um certo governante que também atende pelo nome de Apagado da Silva.
Carlos Bezerra
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O APAGADO
Pretensão não lhe faltava. Achava-se, no mínimo, o máximo. Fosse ele romano, e adotaria o nome de Lux, o Iluminado. O problema é que não era. E nem é. Nem romano e nem iluminado. Não é sequer palito daquela marca de fósforos Fia Lux (Faça-se a luz). Na verdade, o máximo que poderia, em matéria de luz, seria receber o nome de Lúcifer, o mais belo dos primeiros filhos de Deus, que como se sabe, ao tentar dar um golpe de Estado no reino dos Céus, foi transformado em anjo decaído e recebeu o nome de Daímon (Demônio). E por causa dessa fracassada tentativa de golpe, foi condenado a ser o Príncipe das Trevas, dono e senhor do reino do Eterno Apagão, o Hades ou Inferno, como preferirem.
O certo é que, por ter mente tacanha e cérebro desprovido de neurônios, ignorância sobre tudo o que há de dimensões amazônicas e ser o principal responsável pelo “apagão” que “apagou” o Brasil, seu nome deveria ser Apagado. Apagado da Silva. Bom, mesmo, é se pudesse ser apagado de nossas vidas e da história deste país poucas vezes iluminado de bons governantes ao longo de mais de 500 anos de história.
E não é que Sua Excelência Apagado da Silva declarou recentemente que o apagão de Itaipu é episódio superado! Claro que é superado. Claro que foi superado. Como se sabe, a energia e a luz já voltaram, exceto em pontos localizados deste país continente que, visto do espaço extraterrestre, mais parece um eterno vagalume no seu piscar constante.
O que Apagado da Silva insiste em não saber, ou finge não saber, assim como a senhora Dilma Não Falei com Ela da Silva e o senhor Lobão Mau da Silva, é que o que nunca foi superado, assim como não o será, pelo menos em futuro previsível, é a incompetência governamental. Essa, brilha como nunca e dificilmente será apagada do mapa do descaso púbico generalizado deste pais, porque a única coisa que interessa aos nossos nada doutos governantes é o brilho maravilhoso do voto deste gado humano, que a cada eleição, bovinamente os elege e reelege desde sempre.
O senhor Lobão Mau da Silva, com aquela cara de lupino amarrotado e mal humorado que descobriu que não comeu a Chapeuzinho Vermelho das suas fantasias, e sim a vovozinha, que aliás, consta que de há muito sonhava em ser devorada. De preferência por um lobo muito mau, caso do senhor Lobão Mau da Silva, que por sua vez, foge pela tangente dizendo que a culpa de todos os apagões é de Santa Bárbara, aquela santa senhora que dispara raios mais poderosos que os do próprio Zeus. Exceto, claro, os apagões do governo anterior.
De tal sorte é que, se não apagarmos o senhor Apagado da Silva da possibilidade de ganhar as próximas eleições, pior pra nós. Estaremos condenados a apagões sucessivos per omnia secula seculorum.
Pretensão não lhe faltava. Achava-se, no mínimo, o máximo. Fosse ele romano, e adotaria o nome de Lux, o Iluminado. O problema é que não era. E nem é. Nem romano e nem iluminado. Não é sequer palito daquela marca de fósforos Fia Lux (Faça-se a luz). Na verdade, o máximo que poderia, em matéria de luz, seria receber o nome de Lúcifer, o mais belo dos primeiros filhos de Deus, que como se sabe, ao tentar dar um golpe de Estado no reino dos Céus, foi transformado em anjo decaído e recebeu o nome de Daímon (Demônio). E por causa dessa fracassada tentativa de golpe, foi condenado a ser o Príncipe das Trevas, dono e senhor do reino do Eterno Apagão, o Hades ou Inferno, como preferirem.
O certo é que, por ter mente tacanha e cérebro desprovido de neurônios, ignorância sobre tudo o que há de dimensões amazônicas e ser o principal responsável pelo “apagão” que “apagou” o Brasil, seu nome deveria ser Apagado. Apagado da Silva. Bom, mesmo, é se pudesse ser apagado de nossas vidas e da história deste país poucas vezes iluminado de bons governantes ao longo de mais de 500 anos de história.
E não é que Sua Excelência Apagado da Silva declarou recentemente que o apagão de Itaipu é episódio superado! Claro que é superado. Claro que foi superado. Como se sabe, a energia e a luz já voltaram, exceto em pontos localizados deste país continente que, visto do espaço extraterrestre, mais parece um eterno vagalume no seu piscar constante.
O que Apagado da Silva insiste em não saber, ou finge não saber, assim como a senhora Dilma Não Falei com Ela da Silva e o senhor Lobão Mau da Silva, é que o que nunca foi superado, assim como não o será, pelo menos em futuro previsível, é a incompetência governamental. Essa, brilha como nunca e dificilmente será apagada do mapa do descaso púbico generalizado deste pais, porque a única coisa que interessa aos nossos nada doutos governantes é o brilho maravilhoso do voto deste gado humano, que a cada eleição, bovinamente os elege e reelege desde sempre.
O senhor Lobão Mau da Silva, com aquela cara de lupino amarrotado e mal humorado que descobriu que não comeu a Chapeuzinho Vermelho das suas fantasias, e sim a vovozinha, que aliás, consta que de há muito sonhava em ser devorada. De preferência por um lobo muito mau, caso do senhor Lobão Mau da Silva, que por sua vez, foge pela tangente dizendo que a culpa de todos os apagões é de Santa Bárbara, aquela santa senhora que dispara raios mais poderosos que os do próprio Zeus. Exceto, claro, os apagões do governo anterior.
De tal sorte é que, se não apagarmos o senhor Apagado da Silva da possibilidade de ganhar as próximas eleições, pior pra nós. Estaremos condenados a apagões sucessivos per omnia secula seculorum.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
DOSSIÊ COLLOR
ELES SÃO TODOS IGUAIS
Costumo dizer que não existe político bom ou político mau. O que existe é político vencedor e político perdedor. Vou mais longe: eles são todos iguais, senão vejamos: nas eleições de 1989, em que disputavam a Presidência da República, Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião do segundo debate televisivo feito pela Rede Bandeirante de Televisão, Collor destruiu Lula, ao revelar que o petista tivera um caso extraconjugal com a enfermeira Miriam Cordeiro, com quem teve uma filha. Sobre o caso, o resto é história, muito embora, até hoje, até onde sei, ninguém respondeu que fim levaram Miriam Cordeiro e sua filha.
O que poucos sabem, é que Collor de Mello também tinha sua sujeirinha varrida para debaixo do tapete. Ele, igual a Lula tinha um caso extraconjugal. A diferença entre ambos, é que Collor teve mais competência para encobrir o fato e o menino, que morava em Rio Largo, pequena cidade alagoana próxima a Maceió. Quem assim o diz, é Cleto Falcão - um dos principais articuladores da candidatura do então governador de Alagoas à presidência da República. Eleito Collor, Falcão chegou a ocupar o posto de líder do partido do governo na Câmara dos Deputados. De volta a Alagoas, hoje é assessor parlamentar da Assembléia Legislativa de Alagoas. Cleto Falcão fez essas e outras revelações ao jornalista Geneton Moraes, autor do livro “Dossiê Brasília – Os Segredos dos Presidentes (José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso). A entrevista foi ao ar pela Globo News, segundo informa o próprio Geneton Moraes, além de ser postado em seu blog, no último dia 07-11-2009, às 09:08 hs.
Collor, como todos sabem, perdeu o mandato é hoje é senador por Alagoas e amigo do peito do presidente Lula. As diferenças básicas entre ambos é que, o PT descobriu o fato e bem que tentou achar o filho de Collor, James Fernando que diga-se a bem da verdade, foi reconhecido por Collor, e hoje é vereador em sua cidade. Se o comando da campanha de Lula o tivesse encontrado, o resultado daquela eleição poderia ser outro, uma vez que Collor chegara ao máximo de suas possibilidades de aumentar seu percentual de eleitores, enquanto Lula crescia sem parar, aproximando-se perigosamente de seu adversário. Collor só se tornou conhecido nacionalmente, depois que a revista Veja lançou, à época, um número em que Fernando Collor era personagem de capa que o apresentava como “O caçador de marajás”. Como todos sabem, os empresários deram milhões. Os eleitores deram algo mais valioso: votos. Bom de palanque e de TV, Fernando Collor bateu o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva: 35.089.998 votaram em Collor, contra 31.076.364 que apostaram em Lula. O resto é história.
Quanto ao tesoureiro da campanha de Collor, Paulo César Farias, e ainda segundo o próprio Cleto Falcão, em entrevista concedida a Geneton Moraes, revelou durante um banho de piscina que as “sobras de campanha” chegaram a 52 milhões de dólares.
E a pergunta que ninguém responde é: o quê aconteceu com essa dinheirama toda? Igual a Conceição, inesquecível música interpretada pelo grande cantor Nelson Gonçalves, ninguém sabe, ninguém viu. E o próprio PC Farias teria dito que o total arrecadado era de 134 milhões de dólares. Como se sabe, Farias morreu assassinado a tiros de revólver, supostamente por sua namorada Suzana Marcolino.
Outro fato citado por Cleto Falcão a Geneton Moraes, foi que o ex-presidente Collor tentou se livrar de seu vice, o mercurial Itamar Franco. Segundo entrevista ao jornalista Moraes, Franco teria dito que “Toda semana, Itamar tinha um chilique”. Ele só manteve sua candidatura de vice, tornando-se, posteriormente presidente da República, porque consultado por Collor, o TSE respondeu que a candidatura de Itamar Franco não mais poderia ser anulada, a não ser que o próprio Itamar a pedisse, num ato de vontade unilateral. Collor, eleito com 40 anos, também renunciaria dois anos e meio depois da posse, numa tentativa de escapar da condenação pelo Senado. Não o conseguiu. Condenado por “crime de responsabilidade”, passou oito anos impedido de exercer cargo público. Ao final, o Supremo Tribunal Federal o absolveu. Mas aí, já era tarde demais.
ELES SÃO TODOS IGUAIS
Costumo dizer que não existe político bom ou político mau. O que existe é político vencedor e político perdedor. Vou mais longe: eles são todos iguais, senão vejamos: nas eleições de 1989, em que disputavam a Presidência da República, Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião do segundo debate televisivo feito pela Rede Bandeirante de Televisão, Collor destruiu Lula, ao revelar que o petista tivera um caso extraconjugal com a enfermeira Miriam Cordeiro, com quem teve uma filha. Sobre o caso, o resto é história, muito embora, até hoje, até onde sei, ninguém respondeu que fim levaram Miriam Cordeiro e sua filha.
O que poucos sabem, é que Collor de Mello também tinha sua sujeirinha varrida para debaixo do tapete. Ele, igual a Lula tinha um caso extraconjugal. A diferença entre ambos, é que Collor teve mais competência para encobrir o fato e o menino, que morava em Rio Largo, pequena cidade alagoana próxima a Maceió. Quem assim o diz, é Cleto Falcão - um dos principais articuladores da candidatura do então governador de Alagoas à presidência da República. Eleito Collor, Falcão chegou a ocupar o posto de líder do partido do governo na Câmara dos Deputados. De volta a Alagoas, hoje é assessor parlamentar da Assembléia Legislativa de Alagoas. Cleto Falcão fez essas e outras revelações ao jornalista Geneton Moraes, autor do livro “Dossiê Brasília – Os Segredos dos Presidentes (José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso). A entrevista foi ao ar pela Globo News, segundo informa o próprio Geneton Moraes, além de ser postado em seu blog, no último dia 07-11-2009, às 09:08 hs.
Collor, como todos sabem, perdeu o mandato é hoje é senador por Alagoas e amigo do peito do presidente Lula. As diferenças básicas entre ambos é que, o PT descobriu o fato e bem que tentou achar o filho de Collor, James Fernando que diga-se a bem da verdade, foi reconhecido por Collor, e hoje é vereador em sua cidade. Se o comando da campanha de Lula o tivesse encontrado, o resultado daquela eleição poderia ser outro, uma vez que Collor chegara ao máximo de suas possibilidades de aumentar seu percentual de eleitores, enquanto Lula crescia sem parar, aproximando-se perigosamente de seu adversário. Collor só se tornou conhecido nacionalmente, depois que a revista Veja lançou, à época, um número em que Fernando Collor era personagem de capa que o apresentava como “O caçador de marajás”. Como todos sabem, os empresários deram milhões. Os eleitores deram algo mais valioso: votos. Bom de palanque e de TV, Fernando Collor bateu o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva: 35.089.998 votaram em Collor, contra 31.076.364 que apostaram em Lula. O resto é história.
Quanto ao tesoureiro da campanha de Collor, Paulo César Farias, e ainda segundo o próprio Cleto Falcão, em entrevista concedida a Geneton Moraes, revelou durante um banho de piscina que as “sobras de campanha” chegaram a 52 milhões de dólares.
E a pergunta que ninguém responde é: o quê aconteceu com essa dinheirama toda? Igual a Conceição, inesquecível música interpretada pelo grande cantor Nelson Gonçalves, ninguém sabe, ninguém viu. E o próprio PC Farias teria dito que o total arrecadado era de 134 milhões de dólares. Como se sabe, Farias morreu assassinado a tiros de revólver, supostamente por sua namorada Suzana Marcolino.
Outro fato citado por Cleto Falcão a Geneton Moraes, foi que o ex-presidente Collor tentou se livrar de seu vice, o mercurial Itamar Franco. Segundo entrevista ao jornalista Moraes, Franco teria dito que “Toda semana, Itamar tinha um chilique”. Ele só manteve sua candidatura de vice, tornando-se, posteriormente presidente da República, porque consultado por Collor, o TSE respondeu que a candidatura de Itamar Franco não mais poderia ser anulada, a não ser que o próprio Itamar a pedisse, num ato de vontade unilateral. Collor, eleito com 40 anos, também renunciaria dois anos e meio depois da posse, numa tentativa de escapar da condenação pelo Senado. Não o conseguiu. Condenado por “crime de responsabilidade”, passou oito anos impedido de exercer cargo público. Ao final, o Supremo Tribunal Federal o absolveu. Mas aí, já era tarde demais.
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