quinta-feira, 18 de março de 2010

POR QUE SERÁ?

A serem verdadeiras as pesquisas feitas pelo IPAL (Instituto de Pesquisa Amestrada do Lula), mais alguns dias e teremos Javeh, o Todo Poderoso, em patamar inferior ao do novo deus-lula. É o IPAL que garante que Lula, o Presidente Deficiente Cultural I e Único tem a aprovação de 83% da população e que a maneira de governar dele é aprovada por 75% que o acham ótimo e 19%, regular, ou seja, uma aprovação total de 94% dos brasileiros. Duvido que o Senhor dos Exércitos tenha tudo isso em termos globais. Lamento informar, mas a Pesquisa Amestrada prova e comprova que Adonai não está com nada e que Lula é o cara. Eles dizendo. Mas a coisa vai mais longe. O mesmo IPAL jura por todos os juros que 77% dos entrevistados confiam no amigo de Fidel Castro, Evo Morales, Armadinejad, Hugo Chávez e outros ditadores de opereta. E a pergunta que fica é: Por que será que o nosso mais que amado e adorado presidente, salve, salve, gosta de gente como essa, que as pessoas sérias chamam, na parte do elogio, de párias da comunidade internacional, ao lado de tupiniquins como José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, Antonio Pallocci, Daniel Dantas e outros trambiqueiros profissionais?
Enquanto isso, esse mesmo Lula trata mal os representantes de países como Israel, a única democracia consolidada no Oriente Médio, se recusa a extraditar para a Itália, um país essencialmente democrático, o terrorista Cesare Battisti, enquanto, ao mesmo tempo devolve a Cuba, atletas que só queriam viver livremente num país que eles pensam ser livre como o Brasil, enquanto se transforma em pano de passar no chão de gente como Hugo Chávez ou Fidel Castro? Isso sem contar que pretende empurrar goela abaixo da nação, gente como Dilma "Não Falei Com Ela” Roussef da Silva", aquela ilustre desconhecida, que diz que não fez o que fez e que também é especialista na arte de dizer bobagens?
Pensar é preciso. Ou não é preciso pensar? Por que será que assim é, e por que instituições como o IPAL mostram um quadro de perfeição de um governo que não informa a população que um terço dos municípios brasileiros não tem sequer Pronto Socorro, não tem educação e quando a tem é da pior qualidade possível, salvo as honrosas exceções? Por que será que políticos como esses, têm, necessariamente, de falar a língua bifurcada da serpente? Será que a verdade é tão feia que precisa ser ocultada a qualquer preço?
No final das contas, como disse um analfabeto estudante que se submeteu às provas do Enem, "depois vem o governo com aquela prosopeia flácida". Prosopeia flácida?, eu hein!

segunda-feira, 15 de março de 2010

SOBRE A SUCESSÃO ESTADUAL

Até agora o mutismo é total. Com certeza, razões não devem faltar aos interessados na questão. O problema é responder à pergunta: Quem são, de verdade, os interessados na questão sucessória? A resposta não é fácil. Serão os interessados apenas os candidatos a um cargo eletivo, seja ele qual for? Será só o governador? Ou serão aqueles que podem, eventualmente, assumir o lugar do tirular do cargo, na hipótese de vacância desse mesmo cargo? Ou serão os eleitores, aqueles de quem se diz, mas não pra valer, que todo o poder emana do povo (eleitor) e em seu nome será exercido? Ou será isso apenas uma lenda, uma balela, uma quimera? Não sei, ninguém sabe, não sabe ninguém. E haja silêncio. Silêncio tumular, silêncio de ostra. Parece que o problema nem diz respeito à classe política, tal o grau de silêncio por parte daqueles que querem o seu quinhão, ou seja, a parte do leão no butim chamado poder.
Dizem, e apenas dizem, que o circo, digo, o palco está armado. Segundo terceiros, Lula renunciaria e José Sarney assumiria a Presidência da República. O Amapá, penhorado, agradece. Dizem também, que Waldez permaneceria no cargo e seria premiado, ao fim e ao cabo, com um cargo de ministro no próximo governo. Isto, se Dilma vencer, evidentemente. Com isso, Jorge Amanajás disputaria o trono do Setentrião, Pedro Paulo ganharia uma bela repartição pública, Roberto continuaria prefeito e Alberto tentaria uma vaga na Câmara. Ótimo, beleza, maravilha. E todos viveriam felizes para sempre. Mas, repito, será isso verdade ou será mentira? Não sei. Quem de saber há. Difícil?, com certeza. Possível? Por que não? Afinal de contas, em política já se viu até mesmo boi voar, quanto mais pastar nos verdes campos da minha terra natal.
De verdade, o que temos, é a mais absoluta intranqüilidade, e com isso, perdem os candidatos, perdem os eleitores, perde a imprensa, perdemos todos.
Uma alta patente do Executivo disse há poucos dias que dentro de uma semana, aproximadamente, o chefe do Executivo dirá para onde vamos. Isso é bom, porque nenhum porto é seguro quando não se sabe para vai o barco. Uma coisa é certa: se vai haver guerra, é conveniente que ela seja declarada de imediato. Afinal de contas, armas ensarilhadas nem sempre significam paz. E como dizia Publius Flavius Vegetius Renatus, autor romano em seu “Epitoma rei Militaris”, escrito em 390 d.C.: “Si vis pacem, para belum”, ou seja, “se queres a paz, prepara-te para a guerra”, o que, no fundo, não é um incentivo à luta, mas sim, uma exortação à paz. E precisamos de alguma coisa além de paz, muita paz? Shalom.

sábado, 13 de março de 2010

NOS MORITURI

“Ave, Caesar, nos morituri te salutamos”. Assim, os gladiadores romanos saudavam os césares quando do horrendo espetáculo que eram as lutas de morte realizadas no circus, quando Roma era a senhora do mundo. A frase, em latim, significa: Salve, César (Imperador), nós, os que vamos morrer te saudamos.
A mesma frase, dirigida aos imperadores do mundo atual, donos e senhores da vida de todos nós, deveria ser proferida por todos aqueles que padecem de patologias mortais como a hepatite virótica tipo “C”.
Muito embora se diga que muito se avançou e que muito mais se faz para evitar que essa doença maldita leve para a terra do nunca, para o antes de tudo, para o negror absoluto, para os Campos Elíseos ou para o Hades, os que dela sofrem, a verdade é que centenas estão morrendo todos os dias neste Brasil que já foi bem mais varonil, por falta de apoio, orientação, esclarecimento, socorro especializado, remédios, transplantes, órgãos e tudo o mais que se poderia fazer, sim, e não se faz, porque o egoismo e a incompetência fazem parte de todos nós, que só sabemos conjugar o verbo eu.
Estou zangado, sim. Na verdade, estou mais que zangado. Estou enfurecido, estou triste, estou amargurado. E tudo isto, porque perdi mais um amigo para essa doença maldita. O que quero dizer é que meu amigo Manoel Coelho, um amapaense de 44 anos morreu. Morreu vítima de todos nós, da nossa omissão, da nossa culpa e da nossa irresponsabilidade coletiva. Somos, sim, todos, culpados pela morte de mais este tucuju. E a pergunta que se faz é: Quantos mais terão que morrer antes que se faça alguma coisa, de verdade, pra valer, antes que seja tarde demais? Até que tenhamos resposta para essa pergunta simultaneamente simples e trágica, minhas lágrimas, nossas lágrimas, o desespero dos atingidos por essa desdita será inútil. Absolutamente inútil.
Olho para os céus, levanto os braços, enxugo as lágrimas que não mais tenho para chorar e pergunto Àquele que me criou: “Até quando, Senhor, contemplais Vós mesmo essa desgraça? Até quando o ímpio prevalecerá sobre o justo? E a resposta, até este momento é o silêncio tumular de um Deus que ao que se parece, cansou de ver a maldade e o egoismo varrerem a superfície do planeta, com a erva daninha cobre e varre, os túmulos abandonados do meu país, que não merecia ter os césares – e cadáveres - que tem.
Enquanto isso, vamos continuar ouvindo, até quando não sei: Ave, Caesar...

sexta-feira, 12 de março de 2010

CARPE DIEM

Certa vez escrevi uma crônica em que falava do fato de que um dia, todos teremos, sem exceção, nosso último dia de vida. Mas, o problema maior não é esse. A tragédia é que, tal qual a vida toda, não temos a menor idéia do que fazer com esse dia único. Nosso último dia. Exatas 24 horas. Com direito a nascer e por do sol. Nem um minuto a menos. Ou a mais.
E por que isso acontece? A resposta é simples. Do alto da nossa burrice patogênica, agimos como se fôssemos eternos. E como isso seria possível, se não conseguimos ser, pelo menos, ternos? Exceto por momentos fugazes e raros. Raríssimos. Não temos a capacidade de aproveitar os bons momentos que a vida nos dá. Momentos de beleza únicos, momentos de paz, momentos de reflexão, momentos de profunda reflexão em que acreditamos que tudo é possível, até mesmo que um novo amor possa habitar nossos corações endurecidos pelo lutar constante que é a vida. Carpe diem é uma expressão em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para “colha o dia” ou “aproveite o momento”. É também utilizado como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.
O poema de Horácio é, além de belo, de uma sabedoria ímpar no quesito viver a vida. Senão, vejamos:
"Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero.
"Tu não procures - não é lícito saber - qual sorte a mim qual a ti os deuses tenham dado, Leuconoe, e as cabalas babilonesas não investigues.
Quão melhor é viver aquilo que será, sejam muitos os invernos que Júpiter te atribuiu, ou seja o último este, que contra a rocha extenua o Tirreno: sê sábia, filtra o vinho e encurta a esperança, pois a vida é breve. Enquanto falamos, terá fugido ávido o tempo: Colhe o instante, sem confiar no amanhã.”
De uma outra vez, escrevendo eu sobre o tempo, dizia que nada sabemos sobre ele. Exceto que passa. Creio, porém, que melhor seria se disséssemos que o tempo, antes de mais nada é fugidio. Passa por nós sem que o percebamos. E quando tomamos consciência que o tempo passou, é tarde demais, pois ele não voltará jamais. Por isso, agora que o outono já chegou e a minha vida se aproxima do meu inverno, só posso dizer: “Carpe diem quam minimum credula postero”, ou seja, colhe o instante, sem confiar no amanhã.