É fato que após a Segunda Guerra Mundial, um rabino da antiga Tchecoslováquia fez um estudo da Torah, a Bíblia hebraica que consistia na contagem das letras do alfabeto (Alefbeit) hebreu. E observou já no primeiro capítulo do Gênesis que, saltando cinquenta letras e depois outras cinquenta, e assim por diante, conseguiu soletrar a palabra TORAH. Naturalmente encantado viu que o mesmo resultado podia ser observado em nos demais livros que compõem o Pentateuco. O resultado não lhe apareceu apenas mera casualidade, o que o levou a escrever um livro no qual relata essa descoberta. A única cópia que existe desse livro está na Biblioteca Nacional de Israel. Posteriormente, outros estudiosos e matemáticos estudaram essa fantástica descoberta e concluíram a veracidade das informações anteriormente obtidas.
Um desses pesquisadores, o Dr. Eliahu Hips, matemático de fama mundial, catedrático da Universidade de Jerusalém, conseguiu comprovar com o auxílio de um computador, a veracidade daquelas informações e dividiu, então, a Bíblia original e todas as demais edições que compõem a Torah, com 304.805 letras, em 40 fileiras de 7.551 letras, ou 40 linhas com 7.551 colunas, após compactar todo o texto, sem intervalos entre as palavras, parágrafos nenhum e pontuação. E o resultado, conforme o livro O CÓDIGO DA BÍBLIA é que através de processo, consegue-se descobrir lendo a Torah , como já dissemos, na sequência, sem espaços, lendo na vertical ou na horizontal; da esquerda para a direita sobre determinado evento ou pessoa, mesmo nos dias atuais, encontra-se referências como nomes, datas, locais e etc...
A título de exemplo, o citado na página 105 do livro já mencionado, a palavra HIROSHIMA, Japão holocausto atômico e o número 3705, que no calendário hbraico equivale a 1945, são localizados e estão relacionados entre si. Pode até ser mera coincidência, mas que é coincidência, disso não se tenha a menor dúvida. E quem nos revela esse estranho fato e ninguém menos que o escritor amapaense Fernando José Elarrat, autor da cartilha "Alefbeitzando em Hebraico".
E foi por isso que decidi pesquisar um pouco mais sobre o assunto, e descobri que outros acontecimentos como o Holocausto e a morte de Ytzak Rabin, ex-premier israelense, assim como a eleição de Bill Clinton para a presidência dos Estados Unidos, puderam ser identificados usando-se o método descrito acima. É claro que se ouviram vozes de pessimistas questionando ou rejeitando o código. Como exemplo dessa oposição ao Código, a Sociedade Bíblica Alemã diz que "Deus não fala por códigos". Também a revista "Bibel Report" afirmou que "com talento para combinar as letras de diferentes maneiras pode-se encontrar praticamente todos os acontecimentos importantes.
É bem verdade que a Bíblia é a Palavra de Deus. Nela é descrito o passado, o presente e o futuro. Também é absolutamente necessário para os cristãos compreender que precisam de um renascimento em seus corações porque foi o Mestre que disse em João 3.3: "...se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus."
De qualquer modo, ainda que a fé seja um cajado sobre o qual podemos nos apoiar, também é verdade que não é possível construir a fé sobre as ruínas da razão. Ou, como se dizia antigamente em linguagem popular, nem tanto à fonte e nem tanto ao pote.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Mário Gurtyev recebe Ordem do Mérito Judiciário do DF
O desembargador Mário Gurtyev de Queiroz foi agraciado no dia 29 de março deste ano de 2010, com a mais alta distinção honorífica do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, a Ordem do Mérito Judiciário do Distrito Federal e dos Territórios, que se destina a agraciar magistrados, juristas, integrantes do Ministério Público Federal, Estadual e do Distrito Federal e dos Territórios, da Advocacia Geral da União que, pelos serviços prestados tenham-se tornado credores de homenagem da Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, entre outras pessoas e entidades.
As insígnias da Ordem são constituídas por uma medalha com quatro imitações das colunas do Palácio da Alvorada em forma de cruz, , nas cores branca e vermelha, tudo entre quatro balanças douradas e vazadas, circundadas por espadas de ouro. No centro da cruz surge a Deusa Têmis, personificação da Justiça, segurando com a mão esquerda a balança, simbolizando a aplicação da Lei por meio do equilíbrio perfeito entre Direito e Dever, circundada por dois círculos concêntricos, tendo no círculo menor a inscrição "Mérito Judiciário - TJDFT".
Mário Gurtyev é Corregedor Geral do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) e, ao longo de sua carreira, participou de Cursos diversos na área do Direito, Seminários, Encontros, Congressos, Simpósios e Ciclos em vários Estados da Federação. O desembargador Gurtyev é bacharel em Direito pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), turma de 1975,
Tudo isso significa a justeza da comenda recebida por toda uma vida dedicada ao Direito e à Justiça. Mas não se pense que o Grão-Colar, a mais nobre comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Distrito Federal e dos Territórios (OMJDFT) representa uma honra e um reconhecimento das virtudes morais e do trabalho e dedicação aos estudos apenas para o desembargador. Na verdade, ela se estende a todo o Judiciário amapaense, e porque não dizer, a todo o Estado do Amapá. O recebimento dessa comenda mostra, também, a excelente imagem que o Judiciário Amapaense tem, não apenas entre nós, mas também nas mais altas instâncias judiciais brasileiras, incluindo aí, o próprio STF (Supremo Tribunal Federal, o que é privilégio de poucos, muito poucos.
As insígnias da Ordem são constituídas por uma medalha com quatro imitações das colunas do Palácio da Alvorada em forma de cruz, , nas cores branca e vermelha, tudo entre quatro balanças douradas e vazadas, circundadas por espadas de ouro. No centro da cruz surge a Deusa Têmis, personificação da Justiça, segurando com a mão esquerda a balança, simbolizando a aplicação da Lei por meio do equilíbrio perfeito entre Direito e Dever, circundada por dois círculos concêntricos, tendo no círculo menor a inscrição "Mérito Judiciário - TJDFT".
Mário Gurtyev é Corregedor Geral do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) e, ao longo de sua carreira, participou de Cursos diversos na área do Direito, Seminários, Encontros, Congressos, Simpósios e Ciclos em vários Estados da Federação. O desembargador Gurtyev é bacharel em Direito pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), turma de 1975,
Tudo isso significa a justeza da comenda recebida por toda uma vida dedicada ao Direito e à Justiça. Mas não se pense que o Grão-Colar, a mais nobre comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Distrito Federal e dos Territórios (OMJDFT) representa uma honra e um reconhecimento das virtudes morais e do trabalho e dedicação aos estudos apenas para o desembargador. Na verdade, ela se estende a todo o Judiciário amapaense, e porque não dizer, a todo o Estado do Amapá. O recebimento dessa comenda mostra, também, a excelente imagem que o Judiciário Amapaense tem, não apenas entre nós, mas também nas mais altas instâncias judiciais brasileiras, incluindo aí, o próprio STF (Supremo Tribunal Federal, o que é privilégio de poucos, muito poucos.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
O SENHOR DAS MOSCAS
Dois caboclos discutiam à margem do rio. Conversa de caboclo. Pausada, entrecortada por longos silêncios. Pausa para preparar um ci-garro e tomar uma talagada de cachaça, que ninguém é de ferro.
Um deles coça a cabeça, ar intrigado de quem não entendeu absolutamente nada. O outro concorda.
- É verdade, meu compadre, o homem é o cão.
- Pior, diz o outro. É o capeta, o coisa ruim.
E eu olhando. Olhando e escutando. Completamente idiotizado por estar desplugado daquela internet cabocla. O idioma era estranho. O cigarro e a cachaça, também. Fui cedo demais para a cidade e esqueci minhas origens. Fumo havanas e bebo Logan’s.
Ainda lembro a cara de espanto dos dois caboclos quando, com ar de empáfia disse-lhes o que fumava e o que bebia.
Liga não, “sormano”, disse um deles. Isso é marca de cachaça que não chega aqui. Tinham razão. Fui embora cedo demais. Eles, ficaram. Permaneceram virgens como os rios, onde canoas, por mais que sulquem a superfície, não lhes deixam marcas. As águas não envelhecem, não criam cabelos brancos. No seu eterno ir e vir, não têm contato com o tempo. Talvez por isso permaneçam eternamente virgens. Hímens se não lhes rompem. Seu equilíbrio é algo que nunca consegui entender, do alto do meu mais completo desequilíbrio.
Mas, voltemos ao assunto que não entendia. Tinha perdido os bondes. O da história, da minha história e o da conversa. Conversa deles. Quedei-me a ouvir.
- Pois é, o homem é o Satanás, é Belzebu, disse um.
- É Mefistófeles, é o rei do Mal, disse o outro. E complementou: É Lucifer. Nem Deus o aguentou por perto.
E eu ali, como um Goethe extemporâneo, ouvindo falar de Fausto em pleno seio da floresta.
- Os Cavaleiros do Apocalipse não podem com ele, disse o mais novo, com ar didático. Foi quando entendi o porquê da Bíblia que carregavam consigo.
- É pra proteger a gente, explicou. O homem é pior que a Fome, a Peste e a Guerra.
- Pior, complementou o mais velho. Perante ele, a Peste a Fome e a Guerra se curvam.
E eu ali. Completamente perdido. Será que estava sonhando? Tive dúvidas. Entrei em pânico. Comecei a pensar se não estaria ocorrendo comigo, o mesmo que ocorrera com o sábio chinês que sonhara tão intensamente ser uma borboleta, que passou o resto da vida sem saber se era uma borboleta que sonhara ser um homem, ou se era um homem que sonhara ser uma borboleta. Não sei que fim levara o sábio chinês, mas eu, já não sabia mais quem era.
A floresta tem esse quê de mágica. Absorve-nos tão completamente, que nos retiramos do mundo onde vivíamos, a ponto de não mais sabermos se vivíamos ou se sonhávamos viver.
Passei a ter mais convicção quando um dos caboclos disse: Ele é o Senhor das Moscas. Sei disso porque li William Golding.
- Tem razão, disse o outro. Eu li O Mestre e Margarita, de Mikhail Bulgakov, e sei do que está falando. Mais surrealista, impossível.
Só muito tempo depois que foram embora, é que compreendi de quem falavam. Falavam de mim. Na terra dos homens sou tratado de excelência. Não me conhecem bem. Se conhececem, jamais votariam em mim.
Um deles coça a cabeça, ar intrigado de quem não entendeu absolutamente nada. O outro concorda.
- É verdade, meu compadre, o homem é o cão.
- Pior, diz o outro. É o capeta, o coisa ruim.
E eu olhando. Olhando e escutando. Completamente idiotizado por estar desplugado daquela internet cabocla. O idioma era estranho. O cigarro e a cachaça, também. Fui cedo demais para a cidade e esqueci minhas origens. Fumo havanas e bebo Logan’s.
Ainda lembro a cara de espanto dos dois caboclos quando, com ar de empáfia disse-lhes o que fumava e o que bebia.
Liga não, “sormano”, disse um deles. Isso é marca de cachaça que não chega aqui. Tinham razão. Fui embora cedo demais. Eles, ficaram. Permaneceram virgens como os rios, onde canoas, por mais que sulquem a superfície, não lhes deixam marcas. As águas não envelhecem, não criam cabelos brancos. No seu eterno ir e vir, não têm contato com o tempo. Talvez por isso permaneçam eternamente virgens. Hímens se não lhes rompem. Seu equilíbrio é algo que nunca consegui entender, do alto do meu mais completo desequilíbrio.
Mas, voltemos ao assunto que não entendia. Tinha perdido os bondes. O da história, da minha história e o da conversa. Conversa deles. Quedei-me a ouvir.
- Pois é, o homem é o Satanás, é Belzebu, disse um.
- É Mefistófeles, é o rei do Mal, disse o outro. E complementou: É Lucifer. Nem Deus o aguentou por perto.
E eu ali, como um Goethe extemporâneo, ouvindo falar de Fausto em pleno seio da floresta.
- Os Cavaleiros do Apocalipse não podem com ele, disse o mais novo, com ar didático. Foi quando entendi o porquê da Bíblia que carregavam consigo.
- É pra proteger a gente, explicou. O homem é pior que a Fome, a Peste e a Guerra.
- Pior, complementou o mais velho. Perante ele, a Peste a Fome e a Guerra se curvam.
E eu ali. Completamente perdido. Será que estava sonhando? Tive dúvidas. Entrei em pânico. Comecei a pensar se não estaria ocorrendo comigo, o mesmo que ocorrera com o sábio chinês que sonhara tão intensamente ser uma borboleta, que passou o resto da vida sem saber se era uma borboleta que sonhara ser um homem, ou se era um homem que sonhara ser uma borboleta. Não sei que fim levara o sábio chinês, mas eu, já não sabia mais quem era.
A floresta tem esse quê de mágica. Absorve-nos tão completamente, que nos retiramos do mundo onde vivíamos, a ponto de não mais sabermos se vivíamos ou se sonhávamos viver.
Passei a ter mais convicção quando um dos caboclos disse: Ele é o Senhor das Moscas. Sei disso porque li William Golding.
- Tem razão, disse o outro. Eu li O Mestre e Margarita, de Mikhail Bulgakov, e sei do que está falando. Mais surrealista, impossível.
Só muito tempo depois que foram embora, é que compreendi de quem falavam. Falavam de mim. Na terra dos homens sou tratado de excelência. Não me conhecem bem. Se conhececem, jamais votariam em mim.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
UM HOMEM MUITO IMPORTANTE
O presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP), assumirá a Presidência da República de segunda a quarta-feiras da próxima semana.
E a razão é simples: é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará domingo a Washignton, para participar de conferência sobre segurança nuclear e colocar José Sarney na Presidência do país, é a única forma de não inviabilizar as candidaturas do vice presidente, José Alencar, a deputado ou senador por Minas Gerais, e de Michel Temer (PMDB-SP) a vice na chapa da pré candidata do Partido dos Trabalhadores à sucessão de Lula da Silva, Dilma Rousseff.
Para evitarem assumir o lugar de Lula, o que inviabilizaria suas candidaturas, o vice José Alencar teve que arranjar uma viagem ao Uruguai. Quanto ao deputado Michel Temer, ele também também deixará o país, mas ainda não sabe para onde irá.
Com Lula da Silva, José Alencar e Michel Temer fora do Brasil, cabe ao presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney, assumir a Presidência, porque é o terceiro na linha sucessória e não é candidato a nada nas eleições deste ano.
José Sarney já foi presidente da República, de 1986 a 1990, tendo sido o principal responsável pela abertura democrática no país, depois de duas décadas de regime militar.
Falar da importância de José Sarney para a história política brasileira nunca é demais, além de ser tarefa para historiadores espacializados porque, tendo ingressado na vida pública na década de 1950, foi suplente de deputado federal, deputado federal, governador, senador entre 1970 e 1978 pelo Maranhão, presidente da República (1985-1990), e senador pelo Amapá desde 1990. Isso tudo sem contar que está pela segunda vez, na Presidência do Senado e, por consequência, na Presidência do Congresso Nacional.
Por tudo isso e muito mais, assim como pelo fato de ser um diplomata por excelência, por ser cordato e possuidor de uma cultura invejável, além de ser um escritor de primeira linha, é muito bom para o Amapá e para os amapaenses, tê-lo como senador pelo nosso estado.
Com o exercício da Presidência da República, ainda que por poucos dias, é certo que o Amapá ganhará as páginas da mídia nacional, além de se poder esperar que ele, na condição de presidente da República, possa carrear mais recursos para o nosso desenvolvimento econômico e social, além do muito que já faz.
Que Deus o abençoe, portanto, em mais essa árdua tarefa que o destino lhe impôs, muito embora saibamos que ele enfrentará mais esse desafio com galhardia e sabedoria, pelo bem do Brasil, e, aqui pra nós, pelo bem do Amapá.
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