Vivia com a corda no pescoço. Era uma ilha, cercado de dívidas e problemas por todos os lados. Às vezes, desespe-rado, pensava em se matar, mas depois pensava na mulher - aquela megera que adquirira a obrigação de cuidar - e nos filhos que estes, sim, tinha a santa obrigação de cuidar e zelar. Não haviam pedido para nascer. Cabia-lhe portanto, o dever de dar-lhes comida, abrigo e segurança. Mas a vida pode ser muito cruel, como descobriria depois.
Um dia, sua crença no Deus de bondade em quem sempre crera foi abalada. Não entremos nos detalhes sórdidos. Não vale a pena. De certo, mesmo, é que aquela fé inabalável foi sacudida de alto a baixo. Não é que a mulher esquálida, desgrenhada, mal humorada, que vivia porque Deus a incumbira de atormentar-lhe a vida, o corneara. Sim, senhor, com direito a dois pontos: o corneara.
Azar nunca vem sozinho. Desgraça pouca, é bobagem e navio afundado, bem carregado - e no largo, dizia-lhe sempre o vizinho sarcástico que morava ao lado. Vai ver que o “disgramado” sabia de tudo. E espalhara a notícia. Agora entendia porque riam à sua passagem. Passou anos acreditando que era mera coincidência. Afinal de contas, não tinha nada que causasse risos. Quando muito, ar de comiseração. Sentiu-se traído. Não pelos homens. A traição é inerente aos homens. Mas pelo Todo Poderoso. Como Deus pudera fazer-lhe aquilo? Perguntava-se noite e dia. Foi quando notou a filha querida com ar estranho. Ar de culpada. Culpada de quê?, angustiava-se. Seu anjinho - apenas 14 anos - não tinha pecados, logo não podia ostentar com doce resignação, aquele ar tão culpado. Entendeu tudo quando, desfalecida, foi levada ao Pronto Socorro Municipal. O anjinho, além de grávida, tomara veneno. Chumbinho, para ser mais exato.
Anjinho foi enterrada às cinco da tarde, sob uma chuva fininha. Com ela, seu pai, agora finado, foi enterrado também. A dor fora grande demais para ele. Tristonho, depois de voltar do hospital onde a filha dera o último suspiro, matou-se do único modo como poderia: com a corda no pescoço. Afinal, vivera tanto tempo com ela que, até por uma questão de justiça, sentia-se na obrigação de morrer com ela.
Dizem que uma constelação de apenas três estrelas, que às vezes se vê no firmamento quando a carga de sofrimento é pesada demais e os joelhos vergam sob o peso da vida, são o anjinho, o pai amado e o filho que não chegou a nascer. Se mostram para alguns, na espe-rança de que venham fazer-lhes companhia. As estrelas, para quem não sabe, às vezes se sentem sozinhas demais.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
DESIDERATA

Este texto, evidentemente, não é meu mas, pela beleza e sabedoria que mostra, creio ser meu dever torná-lo um pouco mais conhecido, para que todos possamos compreender que a felicidade reside dentro de nós e implica no reconhecimento de que sempre haverá alguém acima de nós e abaixo, também. Exceto D'us, que não tem nada e nem ninguém acima dele, todos somos iguais. E como é difícil a compreensão desse fato tão simples, por causa da nossa infinita arrogãncia.
DESIDERATA
Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível sem humilhar-se, mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: isso o tornaria superficial e amargo.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja, ele é um verdadeiro tesouro na continua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo.
Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa.
Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber, a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.
Procure, pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der.
No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade".
DESIDERATA - Do Latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração.
Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692.
.
PIADA DO ANO
Um dia, Deus, muito insatisfeito com a humanidade e os seus pecados, > decidiu pôr fim a tudo.
Deus reuniu então todos os líderes mundiais para comunicar-lhes pessoalmente sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas.
Deus disse: "Reuni-vos aqui para comunicar que extinguirei a humanidade em 24 horas".
E o povo dizia:"Mas, Senhor..."
Nada de MAS, este é o limite, a humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre!
Portanto, voltem aos SEUS respectivos países e digam ao povo que estejam preparados. Têm 24 horas!
O primeiro a reunir o povo foi OBAMA.
Em Washington, através de uma mensagem à nação, OBAMA disse: "Americanos, tenho uma boa notícia e uma má notícia para dar.
A boa notícia é que Deus existe e que ele falou comigo". Mas, claro, já sabíamos disso.
A má notícia é que esta grande Nação, o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus".
Fidel Castro reuniu todos os cubanos e disse:
"Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias.
A primeira é que Deus existe... sim, eu vi-o, estava mesmo à minha frente!!!
Estive enganado este tempo todo...
A segunda má notícia é que em 24 horas esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir."
Finalmente, no Brasil, Lula dá uma conferência de imprensa:
"Brasileiros, hoje é um dia muito especial para todos nós. Tenho duas boas notícias.
A primeira boa notícia é que eu sou um enviado de Deus, um mensageiro, porque conversei com ele pessoalmente.
A segunda boa notícia é que, conforme constava do Programa do Governo, em apenas em 24 horas, serão erradicados para sempre o desemprego, o analfabetismo, o tráfico de drogas, a corrupção, a pedofilia, os problemas de transporte, água e luz, habitação, de burocracia, e, o mais espectacular de tudo: todos os impostos vão acabar, assim como a miséria e a pobreza neste País!! É o Governo cumprindo tudo o que prometeu!!!"
Deus reuniu então todos os líderes mundiais para comunicar-lhes pessoalmente sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas.
Deus disse: "Reuni-vos aqui para comunicar que extinguirei a humanidade em 24 horas".
E o povo dizia:"Mas, Senhor..."
Nada de MAS, este é o limite, a humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre!
Portanto, voltem aos SEUS respectivos países e digam ao povo que estejam preparados. Têm 24 horas!
O primeiro a reunir o povo foi OBAMA.
Em Washington, através de uma mensagem à nação, OBAMA disse: "Americanos, tenho uma boa notícia e uma má notícia para dar.
A boa notícia é que Deus existe e que ele falou comigo". Mas, claro, já sabíamos disso.
A má notícia é que esta grande Nação, o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus".
Fidel Castro reuniu todos os cubanos e disse:
"Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias.
A primeira é que Deus existe... sim, eu vi-o, estava mesmo à minha frente!!!
Estive enganado este tempo todo...
A segunda má notícia é que em 24 horas esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir."
Finalmente, no Brasil, Lula dá uma conferência de imprensa:
"Brasileiros, hoje é um dia muito especial para todos nós. Tenho duas boas notícias.
A primeira boa notícia é que eu sou um enviado de Deus, um mensageiro, porque conversei com ele pessoalmente.
A segunda boa notícia é que, conforme constava do Programa do Governo, em apenas em 24 horas, serão erradicados para sempre o desemprego, o analfabetismo, o tráfico de drogas, a corrupção, a pedofilia, os problemas de transporte, água e luz, habitação, de burocracia, e, o mais espectacular de tudo: todos os impostos vão acabar, assim como a miséria e a pobreza neste País!! É o Governo cumprindo tudo o que prometeu!!!"
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
DO JUSTO E DO INJUSTO
Quem nos deu o sentimento do justo e do injusto? Os crentes afirmam que foi D’us, que nos deu um cérebro e, digamos assim, um coração. Mas, - e essas são as perguntas que mais afligem o pensador - quando a sua razão lhe ensina que há vício e virtude? O conhecimento inato não existe, pela mesma razão que não há árvore que produza folha e frutos ao sair da terra. Dizia Voltaire que, “o que se chama inato não é nada, isto é, não nasceu desenvolvido e que D’us nos faz nascer com órgãos que, à medida que crescem, nos fazem sentir tudo o que nossa espécie deve sentir para a conservação dessa mesma espécie.”
A outra pergunta que se faz absolutamente necessária é: De que modo se opera esse estranho mistério? Quem de responder há? Os africanos, os americanos do norte, os asiáticos, Cícero, Platão, Epicteto, o homem simples e rude, a cortesã, a mulher índia, o bravo guerreiro, o covarde assumido, quem, quem, quem? Responda quem souber a tão intrigante questão. A verdade é que todos sentimos que é melhor ajudar os necessitados que cegá-los ou tomar o pouco que têm, principalmente quando se tem muito. Acreditamos todos que isso é justo. É essa a noção que temos do justo. Sabemos, também, que um benefício é mais honesto e honroso que um ultraje, que a brandura é preferível à exaltação. Disso sabemos como que instintivamente.
O mesmo Voltaire dizia que, “basta nos servirmos da razão para discernir os matizes do honesto e do desonesto.” O mal e o bem, muitas vezes são vizinhos; nossas paixões os confundem. Quem nos há de esclarecer? A resposta é simples: nós mesmos. Isso, evidentemente se nossa estrutura interna, mental, espiritual e emocional for do bem. Quem, em qualquer momento e em qualquer parte do mundo escreveu sobre nossos deveres, escreveu com sua razão, com bom senso. Sócrates, Epicuro, Confúcio, Lao-Tsé, Marco Antonino ou Amurat II tiveram a mesma moral. Na verdade, precisamos nos convencer, e a Igreja que me perdoe, a moral é uma coisa que vem de D’us; os dogmas, diferentemente, vêm de nós.
Apenas como exemplo, e esse não poderia ser melhor, “Jesus não ensinou nenhum dogma metafísico; não escreveu cadernos teológicos; não disse: “Sou consubstancial; tenho duas vontades e duas naturezas numa só pessoa.” Séculos depois, coube aos franciscanos e aos dominicanos que chegariam 1.200 anos depois dele, a tarefa de argumentar para saber se sua mãe foi concebida sem o pecado original. Jesus nunca disse que o casamento é o sinal visível de uma coisa invisível; não instituiu monges nem inquisidores, nada ordenou do que vemos hoje”, ensina François-Marie Arouet, também conhecido como Voltaire.
D’us nos deu noção e mais que isso, perfeita compreensão do que é justo e injusto. D’us não mudou e não pode mudar. De nada adianta usar distinções de qualquer natureza, mesmo as teológicas, para perseguições fundamentadas em dogmas. A natureza se revolta contra essas coisas e clama, tal qual a sabedoria, “Sejam justos e não sofistas perseguidores.”
No compêndio das Leis de Zoroastro, também chamado Zaratustra, pode-se ler esta sábia máxima: “Quando estás em dúvida se uma ação que te é proposta é justa ou injusta, abstém-te.”
E aos “donos da vida”, os poderosos, os arrogantes, os que se embriagam de álcool e de poder que não esqueçam: “Não matarás”; “Não adulterarás”; “Não furtarás”; “Não dirás falso testemunho contra o teu proximo”, porque assim é que deve ser e porque assim está escrito. E assim será feito, porque a mão de D’us Todo Poderoso não perdoará os que usam a límgua bifurcada da serpente e nem os que praticam atos que contrariam a justiça. A verdadeira.
A outra pergunta que se faz absolutamente necessária é: De que modo se opera esse estranho mistério? Quem de responder há? Os africanos, os americanos do norte, os asiáticos, Cícero, Platão, Epicteto, o homem simples e rude, a cortesã, a mulher índia, o bravo guerreiro, o covarde assumido, quem, quem, quem? Responda quem souber a tão intrigante questão. A verdade é que todos sentimos que é melhor ajudar os necessitados que cegá-los ou tomar o pouco que têm, principalmente quando se tem muito. Acreditamos todos que isso é justo. É essa a noção que temos do justo. Sabemos, também, que um benefício é mais honesto e honroso que um ultraje, que a brandura é preferível à exaltação. Disso sabemos como que instintivamente.
O mesmo Voltaire dizia que, “basta nos servirmos da razão para discernir os matizes do honesto e do desonesto.” O mal e o bem, muitas vezes são vizinhos; nossas paixões os confundem. Quem nos há de esclarecer? A resposta é simples: nós mesmos. Isso, evidentemente se nossa estrutura interna, mental, espiritual e emocional for do bem. Quem, em qualquer momento e em qualquer parte do mundo escreveu sobre nossos deveres, escreveu com sua razão, com bom senso. Sócrates, Epicuro, Confúcio, Lao-Tsé, Marco Antonino ou Amurat II tiveram a mesma moral. Na verdade, precisamos nos convencer, e a Igreja que me perdoe, a moral é uma coisa que vem de D’us; os dogmas, diferentemente, vêm de nós.
Apenas como exemplo, e esse não poderia ser melhor, “Jesus não ensinou nenhum dogma metafísico; não escreveu cadernos teológicos; não disse: “Sou consubstancial; tenho duas vontades e duas naturezas numa só pessoa.” Séculos depois, coube aos franciscanos e aos dominicanos que chegariam 1.200 anos depois dele, a tarefa de argumentar para saber se sua mãe foi concebida sem o pecado original. Jesus nunca disse que o casamento é o sinal visível de uma coisa invisível; não instituiu monges nem inquisidores, nada ordenou do que vemos hoje”, ensina François-Marie Arouet, também conhecido como Voltaire.
D’us nos deu noção e mais que isso, perfeita compreensão do que é justo e injusto. D’us não mudou e não pode mudar. De nada adianta usar distinções de qualquer natureza, mesmo as teológicas, para perseguições fundamentadas em dogmas. A natureza se revolta contra essas coisas e clama, tal qual a sabedoria, “Sejam justos e não sofistas perseguidores.”
No compêndio das Leis de Zoroastro, também chamado Zaratustra, pode-se ler esta sábia máxima: “Quando estás em dúvida se uma ação que te é proposta é justa ou injusta, abstém-te.”
E aos “donos da vida”, os poderosos, os arrogantes, os que se embriagam de álcool e de poder que não esqueçam: “Não matarás”; “Não adulterarás”; “Não furtarás”; “Não dirás falso testemunho contra o teu proximo”, porque assim é que deve ser e porque assim está escrito. E assim será feito, porque a mão de D’us Todo Poderoso não perdoará os que usam a límgua bifurcada da serpente e nem os que praticam atos que contrariam a justiça. A verdadeira.
Assinar:
Postagens (Atom)

