Foi ao cemitério no horário em que não vai ninguém. Ajoelhou-se sobre o túmulo de um de seus antepassados, e pensou nos que se foram antes dele. Alguns tinham ido antes mesmo que nascesse. Derramou uma lágrima solitária pelo pai que não conhecera. Sentia saudades daquele homem ausente que o gerara. Como seria ter um pai?, perguntou-se angustiado. Decidiu ir para casa e por um fim àquele rosário de saudades de pessoas que não conhecera. A tristeza, quando vem do fundo da alma da gente, é como uma grande onda que nos envolve por dentro e por fora, é um turbilhão de água que nos engole e devora a alma, o coração e a mente, não deixando espaço para mais nada, a não ser uma enorme vontade de ir para um lugar onde o sono seja eterno, e não haja a necessidade de acordar para sofrer mais. Trabalhara e vivera tempo demasiado em meio ao que há de pior no mundo. O jornalismo não vive de fantasias ou do lado bom da vida. Tudo é muito cruel, muito desumano, violento demais. Cansara-se de mortos, feridos, tragédias, separações, sofrimento, dor e sangue. Principalmente disso: sangue. Era tanto sangue, que só conseguia ver o mundo em verme-lho. Foi por isso que decidiu adotar a cor amarela. O amarelo-pálido bem podia significar o fim disso tudo. Deu um sorriso triste e amargo. Se algo existisse depois da transposição do umbral da morte, encontraria os seus e nunca mais choraria de saudades. Caso não existisse, pelo menos não sentiria aquela opressão tão angustiante, tão dorida que quase não o deixava respirar.
Teve o cuidado de fazer tudo direito. Primeiro, colocou a bacia com água ao seu lado. Depois, deitou-se, e com a navalha afiada com que tantas vezes fez a própria barba, abriu o pulso esquerdo e o mergulhou na bacia. Nada esguichante. Afinal de contas, limpeza era fundamental. Escreveu antes o bilhete de despedida. Sua morte era o protesto final contra tanta violência estampada nos jornais de todo santo dia. Imaginou a redação em polvorosa. Seu fim bem podia significar a preservação de outros que tinham mais e melhor a fazer que ele. Restaria algo de bom naquele gesto que ninguém entenderia, exceto os amantes da morte. Deu azar. Naquele mesmo dia um avião caiu, um caminhão lotado de gente pobre virou, um deputado foi acusado de ser narcotraficante, os juros subiram, o dólar despencou e o presidente e o governador disseram que tudo estava sob controle. Não havia motivo para pânico. Sentiu-se adormecer e pensou nela. Prometera-lhe que seu último pensamento seria para ela. Se seus olhos pudessem registrar algo, a lente de um fotógrafo especial registraria uma bela e negra mulher, fazendo as vezes de menina dos olhos dele.
Não mereceu mais que um cantinho de página interna. Louvaram-lhe os méritos que não ti-nha e caiu no esquecimento geral. Enquanto isso, a vida continuou como sempre fora. Uma bomba explodiu em Israel, os americanos invadiram outro país, um idiota ao volante de possante carro importado matou três pessoas e a vida continuou como sempre fora e sempre seria.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O FILHO BANDIDO
Era um homem pobre. Pobre, mas honesto, é bom que se diga. E o esclarecimento vai por conta daqueles que pensam que ser pobre é ser desonesto. Aliás, a coisa é pior quando o pobre é preto. No Brasil, ser preto e pobre é praticamente uma condenação social. Muito embora os habitantes do topo da pirâmide social, continuem afirmando que não há preconceito no país das Pindoramas, a grande e triste verdade é que, o preconceito é uma das marcas mais fortes do gênero humano. E o brasileiro não é exceção, muito pelo contrário.
A rigor, todos temos o nosso preconceitozinho particular. O católico acredita piamente que é me-lhor que os protestantes. Estes, subdivididos em dezenas de seitas, acreditam mais piamente ainda, que a sua seita é a que levará o homem ao altar da salvação eterna. Os espíritas não são diferentes, e muito menos os muçulmanos, quer sejam sunitas ou xiitas. Os judeus, ortodoxos, ultra-ortodoxos ou sefarditas; os budistas, hindus, e todos os integrantes das milhares de religiões e seitas mundo a fora e adentro, cada um acredita que a sua, é que é a verdadeira e seu deus, o mais misericordioso que há. Todas, é claro, interessadíssimas, em maior ou menor grau, no rico ou pobre dinheiro que os fiéis arrecadam à custa de muito suor, e às vezes, sangue e lágrimas.
Mas, voltando ao início desta crônica, que não pretende ser análise sociológica do preconceito social ou racial, o homem era pobre e honesto. Mais que isso: também era pai.
No Dia dos Pais, aquele homem estava mais triste ainda que o normal. E o motivo da sua tristeza era o filho. O filho do homem pobre era um bandido da pior qualidade. Por causa dele, milhares de criancinhas morriam de fome; mulheres davam à luz a filhos subnutridos, decorrência natural da miséria em que viviam, por causa daquele bandido cruel. Homens, aos milhares, perdiam seus empregos, e o horizonte era o mais triste possível, porque não havia espe-ranças para aquelas pessoas atingidas pela maldade daquele marginal, daquele bandido, daquela criatura que tinha vindo ao mundo apenas para provocar dor e sofrimento.
O repórter, entrevistando o homem pobre, ho-nesto e pai daquele monstro, perguntou o que sentia pelo filho que gerara, autor de tantos e ino-mináveis crimes.
E o homem humilde, olhos voltados para o chão, uma lágrima triste e silenciosa escorrendo pelo rosto marcado pelas desilusões da vida, respondeu: - ‘Tá certo que ele é um criminoso. Tenho muita pena dele. Mas se Cristo perdoou Judas, por que não posso perdoar o meu filho? Afinal de contas, pai é pra essas coisas, também.
O repórter agradeceu e saiu para a entrevista com o filho-bandido daquele pai desolado, com quem acabara de descobrir que o amor está acima de todas as coisas, boas ou más. Entrou na sede do Poder, e olhando para o homem engravatado que tinha à sua frente, cercado de assessores, cada um com ar de quem tinha alguma real importância, disse: - Bom dia, Excelência. Vamos começar nossa entrevista?
A rigor, todos temos o nosso preconceitozinho particular. O católico acredita piamente que é me-lhor que os protestantes. Estes, subdivididos em dezenas de seitas, acreditam mais piamente ainda, que a sua seita é a que levará o homem ao altar da salvação eterna. Os espíritas não são diferentes, e muito menos os muçulmanos, quer sejam sunitas ou xiitas. Os judeus, ortodoxos, ultra-ortodoxos ou sefarditas; os budistas, hindus, e todos os integrantes das milhares de religiões e seitas mundo a fora e adentro, cada um acredita que a sua, é que é a verdadeira e seu deus, o mais misericordioso que há. Todas, é claro, interessadíssimas, em maior ou menor grau, no rico ou pobre dinheiro que os fiéis arrecadam à custa de muito suor, e às vezes, sangue e lágrimas.
Mas, voltando ao início desta crônica, que não pretende ser análise sociológica do preconceito social ou racial, o homem era pobre e honesto. Mais que isso: também era pai.
No Dia dos Pais, aquele homem estava mais triste ainda que o normal. E o motivo da sua tristeza era o filho. O filho do homem pobre era um bandido da pior qualidade. Por causa dele, milhares de criancinhas morriam de fome; mulheres davam à luz a filhos subnutridos, decorrência natural da miséria em que viviam, por causa daquele bandido cruel. Homens, aos milhares, perdiam seus empregos, e o horizonte era o mais triste possível, porque não havia espe-ranças para aquelas pessoas atingidas pela maldade daquele marginal, daquele bandido, daquela criatura que tinha vindo ao mundo apenas para provocar dor e sofrimento.
O repórter, entrevistando o homem pobre, ho-nesto e pai daquele monstro, perguntou o que sentia pelo filho que gerara, autor de tantos e ino-mináveis crimes.
E o homem humilde, olhos voltados para o chão, uma lágrima triste e silenciosa escorrendo pelo rosto marcado pelas desilusões da vida, respondeu: - ‘Tá certo que ele é um criminoso. Tenho muita pena dele. Mas se Cristo perdoou Judas, por que não posso perdoar o meu filho? Afinal de contas, pai é pra essas coisas, também.
O repórter agradeceu e saiu para a entrevista com o filho-bandido daquele pai desolado, com quem acabara de descobrir que o amor está acima de todas as coisas, boas ou más. Entrou na sede do Poder, e olhando para o homem engravatado que tinha à sua frente, cercado de assessores, cada um com ar de quem tinha alguma real importância, disse: - Bom dia, Excelência. Vamos começar nossa entrevista?
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
A IDADE DA RAZÃO
m contraposição a Wiliam Golding, que acreditava na maldade inata do ser humano, como mostra de forma admirável em seu livro "O Senhor das Moscas", o suíço Jean-Jacques Rousseau acreditava que o homem é um ser naturalmente bom, sendo a sociabilização a culpada pela sua "degeneração". Para Rosseau, o Contrato Social é um acordo entre indivíduos para se criar uma Sociedade, e só então um Estado, isto é, o Contrato é um Pacto de associação, não de submissão.
Ao que parece, é isto que a classe política brasileira ainda não conseguiu entender ao longo da sua história. Governantes, salvo as exceções que sempre as há, partem do princípio de que deve haver, por parte de seus súditos, uma submissão, e não uma associação. E não é por outra razão que, em podendo avançar muito mais rápido em direção ao pleno desenvolvimento político, econômico e social, andamos mais lentamente, isto quando não regredimos, como no caso do Amapá em que, nos últimos dez anos, tivemos um crescimento populacional de cerca de 40%, um crescimento do Orçamento do Estado em quase 350% e, ao invés de crescer, regredimos, retroagimos, ficamos menores, mais fracos e, por conseguinte, mais dependentes dos poderosos, o que não é bom para ninguém, inclusive para os donos do poder.
É absolutamente necessário que todos entendamos, como ensinava o grande pensador, que o homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se acorrentado. E a grande questão é: por qual motivo os homens vivem sob os grilhões da vida em sociedade, por que os homens abandonaram o estado de natureza, uma vez que todos nascem homens e livres?
Pensar é preciso. Ou não é preciso pensar? A família, primeiro modelo de sociedade política: o pai representado pelo chefe, os filhos pelo povo. Mas o direito do pai sobre o filho cessa assim que este atinge a idade da razão e torna-se senhor de si. A distinção entre sociedade familiar/sociedade política se dá, principalmente, no fato de o pai se ligar ao fi-lho por amor, e o chefe pelo prazer em mandar. Quanto ao direito do mais forte, Rousseau nos diz que: ceder à força constitui ato de necessidade, não de vontade; quando muito, ato de prudência. Já o Direito, este é um conceito moral, fundamentado na razão. Sabe-se que não há direito na submissão de um homem pela força. Nenhum homem aliena sua liberdade gratuitamente a um outro - tampouco um povo a um indivíduo.
No dia em que entendermos plenamente a transitoriedade da vida, e por extensão a transitoriedade maior do poder, então teremos a possibilidade de sermos realmente, bons como acreditava Rosseau. A partir de então não mais exerceremos o nosso lado Belzebu, como se dizia antes que chegássemos à idade da razão.
Ao que parece, é isto que a classe política brasileira ainda não conseguiu entender ao longo da sua história. Governantes, salvo as exceções que sempre as há, partem do princípio de que deve haver, por parte de seus súditos, uma submissão, e não uma associação. E não é por outra razão que, em podendo avançar muito mais rápido em direção ao pleno desenvolvimento político, econômico e social, andamos mais lentamente, isto quando não regredimos, como no caso do Amapá em que, nos últimos dez anos, tivemos um crescimento populacional de cerca de 40%, um crescimento do Orçamento do Estado em quase 350% e, ao invés de crescer, regredimos, retroagimos, ficamos menores, mais fracos e, por conseguinte, mais dependentes dos poderosos, o que não é bom para ninguém, inclusive para os donos do poder.
É absolutamente necessário que todos entendamos, como ensinava o grande pensador, que o homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se acorrentado. E a grande questão é: por qual motivo os homens vivem sob os grilhões da vida em sociedade, por que os homens abandonaram o estado de natureza, uma vez que todos nascem homens e livres?
Pensar é preciso. Ou não é preciso pensar? A família, primeiro modelo de sociedade política: o pai representado pelo chefe, os filhos pelo povo. Mas o direito do pai sobre o filho cessa assim que este atinge a idade da razão e torna-se senhor de si. A distinção entre sociedade familiar/sociedade política se dá, principalmente, no fato de o pai se ligar ao fi-lho por amor, e o chefe pelo prazer em mandar. Quanto ao direito do mais forte, Rousseau nos diz que: ceder à força constitui ato de necessidade, não de vontade; quando muito, ato de prudência. Já o Direito, este é um conceito moral, fundamentado na razão. Sabe-se que não há direito na submissão de um homem pela força. Nenhum homem aliena sua liberdade gratuitamente a um outro - tampouco um povo a um indivíduo.
No dia em que entendermos plenamente a transitoriedade da vida, e por extensão a transitoriedade maior do poder, então teremos a possibilidade de sermos realmente, bons como acreditava Rosseau. A partir de então não mais exerceremos o nosso lado Belzebu, como se dizia antes que chegássemos à idade da razão.
domingo, 2 de janeiro de 2011
ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
É urgente, a necessidade que a medicina, em conjunto com a ciência e a tecnologia reformulem a aplicabilidade dos órgãos e membros de tipos humanos específicos. A reformulação poderia começar pela boca. Uma urgente cirurgia emudecendo a classe política seria um alívio e tanto para os nossos poluídos ouvidos, desgastados pela verborragia sem fim e pelo festival de besteiras em que a classe especializou-se em produzir e transmitir na forma de sons. A maioria, absolutamente incompreensíveis.
O estômago do povo precisa de uma urgente adaptação a um novo estilo de digestão. Não aguentamos mais a quantidade de sapos que os poderosos nos obrigam a engolir. E a digerir, o que é pior
Os pés, bem que poderiam calçar botas eletrônicas de sete léguas. Com elas, quem sabe, poderíamos fugir para Pasárgada. Com duas vantagens. A primeira, ficaríamos bem distantes da miséria que nos assola. A segunda, em Pasárgada, todos são amigos do rei. Aqui não. Só os privilegiados do andar de cima, conseguem a façanha. E nem todos. Talvez isso tenha levado Millôr Fernandes dizer: “Ou restaure-se a moralidade, ou nos locupletemos todos”.
Mas, voltando ao admirável homem novo brotado das profundas da ciência, os olhos, inevitavelmente, teriam que ser substituídos. Ou os olhos ou a paisagem. Talvez seja mais fácil fabricar novos olhos que não vejam tanta corrupção, tanta decadência moral, tanta violência, tanto assalto - às bolsas particulares e aos cofres públicos -, tantos crimes, que não é possível sejamos feitos à imagem e semelhança de Deus. Nós, nossas atitudes e Ele, não temos nada a ver.
Mãos. Para que servem as mãos, perguntou o poeta. A resposta é fácil. Servem para acariciar, para trabalhar, para alimentar, para construir, para pintar, para embelezar, para escrever. Servem para unir-se em fervor de oração. Servem para abençoar, para purificar. Servem para clamar, estendidas aos céus, pedindo piedade para os que sofrem. Servem para curar. Deviam servir só para isso.
Mas servem também para empunhar a arma que mata, servem para estrangular, para ferir, para destruir, para enfear, para roubar. Servem para apedrejar. Servem para, punho cerrado, elevar-se aos céus pedindo - ou jurando - vingança. Não deviam servir para isso. Não deviam servir para isso e tantas coisas mais e más. Não deviam servir jamais, para roubar, assaltar, furtar. Também não deveriam servir para escrever o nome errado na cédula eleitoral.
Haverá em todo o Universo, a grande medicina que nos cure de todos esses males e que nos opere, criando homens verdadeiramente novos?
Há sim. É uma operação profunda, radical. Mas que não exige bisturis, tesouras, anestesias ou raios lasers. Só precisa de atenção, boa vontade e a crença inabalável de que a fé remove montanhas. Ah! E o fiel cumprimento de um código de postura simples e simplista. Atende pelo nome de Dez Mandamento.
O estômago do povo precisa de uma urgente adaptação a um novo estilo de digestão. Não aguentamos mais a quantidade de sapos que os poderosos nos obrigam a engolir. E a digerir, o que é pior
Os pés, bem que poderiam calçar botas eletrônicas de sete léguas. Com elas, quem sabe, poderíamos fugir para Pasárgada. Com duas vantagens. A primeira, ficaríamos bem distantes da miséria que nos assola. A segunda, em Pasárgada, todos são amigos do rei. Aqui não. Só os privilegiados do andar de cima, conseguem a façanha. E nem todos. Talvez isso tenha levado Millôr Fernandes dizer: “Ou restaure-se a moralidade, ou nos locupletemos todos”.
Mas, voltando ao admirável homem novo brotado das profundas da ciência, os olhos, inevitavelmente, teriam que ser substituídos. Ou os olhos ou a paisagem. Talvez seja mais fácil fabricar novos olhos que não vejam tanta corrupção, tanta decadência moral, tanta violência, tanto assalto - às bolsas particulares e aos cofres públicos -, tantos crimes, que não é possível sejamos feitos à imagem e semelhança de Deus. Nós, nossas atitudes e Ele, não temos nada a ver.
Mãos. Para que servem as mãos, perguntou o poeta. A resposta é fácil. Servem para acariciar, para trabalhar, para alimentar, para construir, para pintar, para embelezar, para escrever. Servem para unir-se em fervor de oração. Servem para abençoar, para purificar. Servem para clamar, estendidas aos céus, pedindo piedade para os que sofrem. Servem para curar. Deviam servir só para isso.
Mas servem também para empunhar a arma que mata, servem para estrangular, para ferir, para destruir, para enfear, para roubar. Servem para apedrejar. Servem para, punho cerrado, elevar-se aos céus pedindo - ou jurando - vingança. Não deviam servir para isso. Não deviam servir para isso e tantas coisas mais e más. Não deviam servir jamais, para roubar, assaltar, furtar. Também não deveriam servir para escrever o nome errado na cédula eleitoral.
Haverá em todo o Universo, a grande medicina que nos cure de todos esses males e que nos opere, criando homens verdadeiramente novos?
Há sim. É uma operação profunda, radical. Mas que não exige bisturis, tesouras, anestesias ou raios lasers. Só precisa de atenção, boa vontade e a crença inabalável de que a fé remove montanhas. Ah! E o fiel cumprimento de um código de postura simples e simplista. Atende pelo nome de Dez Mandamento.
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