Que ninguém pense que aqui se pretende abordar algo relacionado ao livro do grande escritor Hernest Hemingway. Na verdade, o que pretendemos abordar é por quem dobrarão os sinos da nossa desgraça política, quando vemos tanta miséria diante de olhos frios de governantes que não cumprem suas promessas de campanha? Por quem dobrarão os tristes sinos do desemprego, da fome, da doença que pulula nos hospitais públicas. da ausência de segurança, da baixa qualidade educacional da nossa juventude, sem que haja o remédio eficaz para debelar tantos males provocados pela incompetência e falta de compaixão de uns poucos encastelados em palácios, de onde contemplam, sem ação nenhuma o que acontece no pantanal da nossa pobreza histórica?
Pensar sobre tudo isso e muito mais é preciso. Ou não será preciso pensar? Mais que isso: pensar e agir. Essa inação, esse imobilismo criminoso não pode continuar, sob pena de abreviarmos todos, o nosso tempo estabelecido sobre a terra dos homens.
Tantos séculos depois, ainda vivemos em nudez total. Menos a corporal, como a de nossos antepassados indígenas. Nossa nudez é pior. É a nudez da imoralidade mais deslavada, é a nudez da falta de ética, de bom senso, e a té mesmo do senso comum.
Tal qual novos Cíceros, perguntamos aos senhores dos nossos destinos: Até quando abusarão da nossa paciência? Até quando o assalto ao Erário continuará, sem que aqueles a quem de direito tomem as providências necessárias para punir com rigor, tantos criminosos causadores de todas as desgraças que abundam na Terra Brasilis?
E lembrando John Donne, autor do prefácio do livro de Hemingway, “nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma particula do continente,uma parte da terra; ... a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso, não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.” E por nós, também.
terça-feira, 5 de julho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
PROBLEMAS DA TRANSPARÊNCIA
A palavra transparência está na moda. Transparente, sabe-se, é aquilo que é límpido, claro, que se vê de modo total, que não possui sombras ou esconderijos. Enfim, a transparência moral, contábil, financeira e administrativa deveria ser obrigatória em todos os poderes e instituições oficias da República Brasileira.
Infelizmente não é o que se vê. Quando muito, a propaganda mostra imagens pouco ou nada transparentes e a práxis política ensina que transparência é a melhor maneira de perder uma eleição ou o cargo, se eleito, porque por debaixo dos panos, tudo o que não deveria ser sequer pensado, acontece.
A transparência mostrada em alguns sites oficiais é inteligível, sim. Mas apenas pelos ‘experts’ no assunto. A rigor, ninguém sabe o que acontece no mundo nebuloso da arrecadação de impostos e, particularmente, nos seus gastos? Quem sabe, exatamente, o que acontece no pântano da política brasileira o real significado da palavra negociar? Será a política apenas um negócio? E se for, que tipo de negócio? Não sabemos, ninguém sabe, sequer os envolvidos nas negociatas ou negociações.
As injustiças cometidas são toleradas pacificamente pela população, porque a maioria não sabe de onde vem, realmente, e muito menos para onde vai o rico dinheirinho nosso de cada dia, extorquido a fórceps de um povo absolutamente impotente.
E o salvador da pátria não aparece, não dá as caras, não vem no seu cavalo branco para nos salvar. Quando aparece, o salvador é apenas um enganador que viaja em pangaré, crente que pode nos enganar dizendo ser sua montaria o Pégaso longamente aguardado que nos levaria em suas asas protetoras para o paraíso da administração honrada e competente que há tanto esperamos.
Mas ele não vem. Talvez não venha jamais. E ninguém nos manda sequer reclamar ao bispo, como se dizia antigamente.
É por isso que, tal qual vaquinhas de presépios, caminhamos bovinamente para o matadouro eleitoral, onde seremos servidos como churrasco aos donos do poder, que riem à bandeiras despregadas.
Infelizmente não é o que se vê. Quando muito, a propaganda mostra imagens pouco ou nada transparentes e a práxis política ensina que transparência é a melhor maneira de perder uma eleição ou o cargo, se eleito, porque por debaixo dos panos, tudo o que não deveria ser sequer pensado, acontece.
A transparência mostrada em alguns sites oficiais é inteligível, sim. Mas apenas pelos ‘experts’ no assunto. A rigor, ninguém sabe o que acontece no mundo nebuloso da arrecadação de impostos e, particularmente, nos seus gastos? Quem sabe, exatamente, o que acontece no pântano da política brasileira o real significado da palavra negociar? Será a política apenas um negócio? E se for, que tipo de negócio? Não sabemos, ninguém sabe, sequer os envolvidos nas negociatas ou negociações.
As injustiças cometidas são toleradas pacificamente pela população, porque a maioria não sabe de onde vem, realmente, e muito menos para onde vai o rico dinheirinho nosso de cada dia, extorquido a fórceps de um povo absolutamente impotente.
E o salvador da pátria não aparece, não dá as caras, não vem no seu cavalo branco para nos salvar. Quando aparece, o salvador é apenas um enganador que viaja em pangaré, crente que pode nos enganar dizendo ser sua montaria o Pégaso longamente aguardado que nos levaria em suas asas protetoras para o paraíso da administração honrada e competente que há tanto esperamos.
Mas ele não vem. Talvez não venha jamais. E ninguém nos manda sequer reclamar ao bispo, como se dizia antigamente.
É por isso que, tal qual vaquinhas de presépios, caminhamos bovinamente para o matadouro eleitoral, onde seremos servidos como churrasco aos donos do poder, que riem à bandeiras despregadas.
terça-feira, 7 de junho de 2011
O PODER DA PALAVRA
Políticos espertos e vigaristas em geral, têm perfeito conhecimento do imenso poder da palavra, principalmente da palavra falada. Palavras, sabe-se, apesar de etéreas, são os alicerces de tudo o que construímos na vida. Nada é mais permanente ao nosso lado que a palavra, salvo ermitões, evidentemente. Muito embora usemos a palavra de modo permanente, a atenção que damos ao que dizemos é sempre menor que aquelas que damos ao que ouvimos. E isso traz proble-mas tão graves, que alguns terminam em tragédias e outros não terminam nunca.
Apenas como exemplo, de Jesus não temos nenhum registro da palavra escrita. Mas a palavra pronunciada e anotada pelos que O ouviram chegaram até nós dois mil anos depois e perdurará por todo o sempre. Exemplo negativo do poder da palavra foi Adolf Hitler. Persuadiu um dos povos mais trabalhadores, disciplinados e cultos de todos os tempos a mergulhar na maior guerra que o mundo já conheceu.
Todos devemos ser responsáveis pelo que sai de nossas bocas, seja o povo, sejam os profissionais do rádio, sejam os profissionais da política, particularmente os governantes. Esses, no geral, são especialistas na arte de prometer o que não cumprirão jamais.
Quanto a nós, o povo, somos campeões na arte de ouvir e não prestar a devida atenção ao que ouvimos. O resultado, na área política, é a eleição e o que é pior, a reeleição de pessoas que jamais deveriam ter seguido o caminho da política e menos ainda ter sucesso e chegar onde pretendiam. Isso pode explicar a razão de tanta miséria ao nosso redor. Portanto, antes de abrir a boca, pense no que vai dizer. Pense, também, no que vai ouvir. O preço a pagar pode ser alto demais, quando não prestamos a devida atenção ao poder da palavra falada. Não devemos esquecer que não somos apenas o que comemos e o que bebemos. Somos, também, o que fazemos, o que pensamos, o que ouvimos e o que falamos. Palavras positivas melhoram nossas vidas. Palavras negativas, pioram. A escolha é nossa.
Apenas como exemplo, de Jesus não temos nenhum registro da palavra escrita. Mas a palavra pronunciada e anotada pelos que O ouviram chegaram até nós dois mil anos depois e perdurará por todo o sempre. Exemplo negativo do poder da palavra foi Adolf Hitler. Persuadiu um dos povos mais trabalhadores, disciplinados e cultos de todos os tempos a mergulhar na maior guerra que o mundo já conheceu.
Todos devemos ser responsáveis pelo que sai de nossas bocas, seja o povo, sejam os profissionais do rádio, sejam os profissionais da política, particularmente os governantes. Esses, no geral, são especialistas na arte de prometer o que não cumprirão jamais.
Quanto a nós, o povo, somos campeões na arte de ouvir e não prestar a devida atenção ao que ouvimos. O resultado, na área política, é a eleição e o que é pior, a reeleição de pessoas que jamais deveriam ter seguido o caminho da política e menos ainda ter sucesso e chegar onde pretendiam. Isso pode explicar a razão de tanta miséria ao nosso redor. Portanto, antes de abrir a boca, pense no que vai dizer. Pense, também, no que vai ouvir. O preço a pagar pode ser alto demais, quando não prestamos a devida atenção ao poder da palavra falada. Não devemos esquecer que não somos apenas o que comemos e o que bebemos. Somos, também, o que fazemos, o que pensamos, o que ouvimos e o que falamos. Palavras positivas melhoram nossas vidas. Palavras negativas, pioram. A escolha é nossa.
sábado, 7 de maio de 2011
COMBATE AO CRIME
Que a criminalidade domina o país de norte a sul e de leste a oeste, nenhuma novidade. Que leis existem aos milhares, também. Mas a pergunta que poucos fazem e ninguém no meio político ou judicial responde é: até que ponto a lei penal é suficiente para inibir as condutas ilícitas?
A fúria legisferante de nossos legisladores tenta transferir para a sociedade, responsabilidades que não são dela e sim deles, que em boa parte deixam aberturas legais suficientes para que bandidos de todos os naipes possam gozar da impunidade que gozam.
Muito se questiona a morosidade da Justiça. Mas será que não é o caso de perguntarmos até que ponto a responsabilidade não é nossa, na medida em que, se não avançássemos sobre o direito alheio, isso, por si só, desafogaria as centenas de milhares de ações processuais que abarrotam o Judiciário brasileiro.
Talvez nosso maior problema seja o fato de que ética é mercadoria ‘démodé’ nos dias de hoje. Não a temos, não a usamos e não a transmitimos de modo adequado a nossos pósteros.
A verdade é que o número de leis penais aumenta na medida em que se esgarça a malha ética e moral da sociedade e se afrouxam os mecanismos de controle.
Nenhum mecanismo penal pode ser apresentado como panaceia para o mal do crime. Reprimir todo tipo de ilicito é sempre necessário. Mas isso por si só não resolve o problema. As razões da afronta ao Direito não se situam no campo legislativo. As leis penais ou a sua carência é que são o efeito da prática, e não a causa.
Desestruturação do núcleo familiar, ganância, indivi-dualismo, e insensibilidade social formam as bases de uma criminalidade que avança e atinge quase todos os setores da vida nacional.
Não são poucos de nós querem levar vantagem em tudo, e não é por esse caminho que nos tornaremos um país moralmente sadio.
A cultura prevalente é a da desobediência. Parece que o cumprimento da lei não é condizente com a nossa condição de homens e mulheres pseudamente livres. Parecemos pensar, e agimos como se assim fosse o certo, que cumprir a lei é para os tolos, quando na verdade, só as pessoas de caráter ético acentuado, os honrados, os inteligentes cumprem rigorosamente a lei porque, pelo menos em tese, sabem que não existe o crime sem a contrapartida do castigo, seja pela lei humana, divina ou natural. A eficiente proteção dos nossos direitos e interesses mais caros só ocorrerá quando todos, individualmente ou coletivamente, direcionarmos nossa atenção para os valores que dignificam o homem. Isso, por si só, fará com que o crime retroceda sem necessidade de mais leis, porque estas, já as temos demais.
A fúria legisferante de nossos legisladores tenta transferir para a sociedade, responsabilidades que não são dela e sim deles, que em boa parte deixam aberturas legais suficientes para que bandidos de todos os naipes possam gozar da impunidade que gozam.
Muito se questiona a morosidade da Justiça. Mas será que não é o caso de perguntarmos até que ponto a responsabilidade não é nossa, na medida em que, se não avançássemos sobre o direito alheio, isso, por si só, desafogaria as centenas de milhares de ações processuais que abarrotam o Judiciário brasileiro.
Talvez nosso maior problema seja o fato de que ética é mercadoria ‘démodé’ nos dias de hoje. Não a temos, não a usamos e não a transmitimos de modo adequado a nossos pósteros.
A verdade é que o número de leis penais aumenta na medida em que se esgarça a malha ética e moral da sociedade e se afrouxam os mecanismos de controle.
Nenhum mecanismo penal pode ser apresentado como panaceia para o mal do crime. Reprimir todo tipo de ilicito é sempre necessário. Mas isso por si só não resolve o problema. As razões da afronta ao Direito não se situam no campo legislativo. As leis penais ou a sua carência é que são o efeito da prática, e não a causa.
Desestruturação do núcleo familiar, ganância, indivi-dualismo, e insensibilidade social formam as bases de uma criminalidade que avança e atinge quase todos os setores da vida nacional.
Não são poucos de nós querem levar vantagem em tudo, e não é por esse caminho que nos tornaremos um país moralmente sadio.
A cultura prevalente é a da desobediência. Parece que o cumprimento da lei não é condizente com a nossa condição de homens e mulheres pseudamente livres. Parecemos pensar, e agimos como se assim fosse o certo, que cumprir a lei é para os tolos, quando na verdade, só as pessoas de caráter ético acentuado, os honrados, os inteligentes cumprem rigorosamente a lei porque, pelo menos em tese, sabem que não existe o crime sem a contrapartida do castigo, seja pela lei humana, divina ou natural. A eficiente proteção dos nossos direitos e interesses mais caros só ocorrerá quando todos, individualmente ou coletivamente, direcionarmos nossa atenção para os valores que dignificam o homem. Isso, por si só, fará com que o crime retroceda sem necessidade de mais leis, porque estas, já as temos demais.
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