AMIZADE, QUE SENTIMENTO É ESSE?
Todos temos um amigo, uma pessoa que nos atende pedidos de ordem variada, até mesmo quando, a princípio não pode nos atender. Ainda assim, faz o possível e o impossível para que sejam satisfeitos os anseios e desejos do amigo, particularmente nas horas da sua amargura, da sua tragédia. Eu sou um exemplo disso. Sofri de uma grave patologia hepática, no caso uma hepatite virótica do tipo C, que só teve fim após um cirurgia de transplante de fígado, realizada com absoluto sucesso no Hospital Dom Vicente Scherer, em Porto Alegre (RS), no dia 20 de Outubro de 2007. Entretanto, é bom que se diga, que minha sobrevivência e a recuperação plena da minha saúde, além da vontade do Todo-Poderoso e dos médicos que realizaram essa operação, só foi possível, graças ao milhão de amigos que a graça de Deus me concedeu.
Mas, o que é, mesmo, esse sentimento chamado amizade? Sobre o assunto, e de novo citando o grande Voltaire, ``a amizade é o casamento da alma, e esse casamento está sujeito ao divórcio. É um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. Sensíveis, porque um monge, um solitário, pode não ser mau e viver sem conhecer a amizade. Virtuosas, porque os maus só têm cúmplices, os voluptuosos têm companheiros de devassidão, os interesseiros têm sócios, os políticos congregam partidários, o comum dos homens ociosos têm ligações, os príncipes têm cortesãos; somente os homens virtuosos têm amigos.’’ Para verificar a assertiva do acima exposto, basta olharmos ao redor e, com certeza identificaremos conhecidos que são correligionários de um político qualquer, ou são sócios de outra pessoa, movido apenas pelo interesse próprio e nunca pela amizade.
Voltaire nos dá como exemplo, Cétego, que era cúmplice de Catilina (Lúcio Sérgio Catilina, que conjurou contra o Estado romano); Mecenas, poeta e cavaleiro romano da corte do imperador de César Augusto Otávio ou Otaviano, que protegeu as artes e as letras. Por outro lado, Titus Pomponius Atticus era amigo de Marcus Tullius Cícero, amizade comprovada pelas 396 cartas que Cícero escreveu a Atico, reunidas em volume com o título de Epistulae ad Atticum.
Sabemos todos que amizade não se comanda, tal qual acontece com o amor e a estima. ``Ama teu próximo’’, significa apenas ``Ajuda teu próximo.’’ Mas não diz de modo claro e insofismável: ``Desfruta com prazer de sua conversa se ele for aborrecido, confia-lhe teus segredos se ele for um tagarela, empresta-lhe teu dinheiro de ele for dissipador.’’ Somente quem assim faz, é aquele que é tomado por esse sentimento sublime chamado amizade. O entusiasmo pela amizade foi mais forte entre gregos e árabes que entre europeus, sejam ocidentais quanto orientais. No Brasil, esse é um sentimento que encontramos em todos os lugares, independentemente de nossas origens. Aliás, entre os gregos, a amizade era assunto de religião e de legislação. Os tebanos tinham até mesmo o regimento dos amantes. E que belo regimento! Por causa disso, houve quem o tomasse por um regimento de sodomitas; puro engano: seria como tomar o acessório pelo principal.
De modo que, aquele que tem amigos e é amigo de alguém, é um agraciado pelo bafejo das bochechas divinas. Esse é um abençoado por Deus e, interiormente, com certeza, bonito por natureza.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
DEPUTADOS, MP E TJAP INVESTIGAM CORRUPÇÃO
O deputado Jorge Amanajás (PSDB-AP), presidente da Assembléia Legislativa do Estado, assim como seu vice-presidente, deputado Dalto Martins (PMDB-AP), visitaram o procurador-geral de Justiça Iaci Pelaes, assim como o presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Dôglas Evangelista Ramos, com o objetivo de formalizar pedido de informações sobre denúncias de corrupção envolvendo aquela Casa Legislativa, feitas por um empresário de mineração e publicadas em um jornal de circulação local. De acordo com Jorge Amanajás, é uma questão de honra esclarecer os fatos junto à sociedade amapaense. “Estamos dando prosseguimento ao que foi dito na Assembleia Legislativa, para que possam ser esclarecidos os fatos da matéria que saiu no jornal do ultimo domingo, para que a a Casa possa dirimir todas as dúvidas”, disse. O parlamentar afirmou ainda que foi até o Ministério Público, para falar com o procurador geral, Iaci Pelaes, a fim de ter acesso a todo o processo que segundo a reportagem estaria tramitando na Promotoria de Investigações Criminais, para que, a partir daí, a Mesa Diretora da Casa possa tomar as medidas necessárias para fazer uma investigação paralela da denúncia.
No Tribunal de Justiça, os deputados foram recebidos pelo presidente do judiciário estadual, desembargador Dôglas Evangelista. Finalizando, o magistrado disse que via como positiva a preocupação da Presidência da AL, em preservar a imagem do Legislativo junto à opinião pública.
O deputado Jorge Amanajás (PSDB-AP), presidente da Assembléia Legislativa do Estado, assim como seu vice-presidente, deputado Dalto Martins (PMDB-AP), visitaram o procurador-geral de Justiça Iaci Pelaes, assim como o presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Dôglas Evangelista Ramos, com o objetivo de formalizar pedido de informações sobre denúncias de corrupção envolvendo aquela Casa Legislativa, feitas por um empresário de mineração e publicadas em um jornal de circulação local. De acordo com Jorge Amanajás, é uma questão de honra esclarecer os fatos junto à sociedade amapaense. “Estamos dando prosseguimento ao que foi dito na Assembleia Legislativa, para que possam ser esclarecidos os fatos da matéria que saiu no jornal do ultimo domingo, para que a a Casa possa dirimir todas as dúvidas”, disse. O parlamentar afirmou ainda que foi até o Ministério Público, para falar com o procurador geral, Iaci Pelaes, a fim de ter acesso a todo o processo que segundo a reportagem estaria tramitando na Promotoria de Investigações Criminais, para que, a partir daí, a Mesa Diretora da Casa possa tomar as medidas necessárias para fazer uma investigação paralela da denúncia.
No Tribunal de Justiça, os deputados foram recebidos pelo presidente do judiciário estadual, desembargador Dôglas Evangelista. Finalizando, o magistrado disse que via como positiva a preocupação da Presidência da AL, em preservar a imagem do Legislativo junto à opinião pública.
SOBRE A IGUALDADE
É comum que, quando se fala em igualdade, um percentual expressivo da sociedade tenha a tendência de pensar que se trata de igualdade racial, de direitos iguais entre homens e mulheres, de igualdade no campo religioso, político, partidário e até mesmo ideológico. Mas não é de nenhum desses tipos de igualdade que falaremos hoje. A idéia é falar de um outro tipo de igualdade que a maioria de nós raramente percebe: como seria o mundo, se fôssemos iguais aos mais diversos animais?
A verdade é essa mesmo, quem de nós já pensou como seria o mundo, se agíssemos como agem os animais ditos irracionais? Vejamos então: O que um cão deve a um outro cão e um cavalo deve a um cavalo? Nada, absolutamente nada. Sabe-se que nenhum animal depende de seu semelhante. Entretanto, o bicho-homem, por ser dotado dessa coisa fantástica chamada razão é diferente. E em que consiste, basicamente essa diferença? A diferença é que o fruto que colhe por causa desse raio de divindade, é o de ser escravo em quase toda a Terra. Vejamos o que diz Voltaire sobre o assunto: ``Se esta terra fosse o que parece ser, isto é, se o homem encontrasse em toda parte uma subsistência fácil e certa e um clima apropriado à sua natureza, é evidente que teria sido impossível a um homem escravizar outro. Se este globo se cobrisse de frutos salutares; se o ar que deve contribuir para nossa vida não nos transmitisse as doenças e a morte; se o homem não tivesse necessidade de outra morada e de outro leito que aqueles dos cervos e dos cabritos monteses; em tal caso, Gêngis Khan e Tamerlão teriam como vassalos apenas os próprios filhos’’.
Nesse estado natural que gozam os animais da terra, das águas e dos ares, o ser humano seria tão feliz como eles, pois não teria maiores necessidades além daquelas básicas, necessárias à vida de qualquer animal, e a dominação seria apenas um sonho mau, um absurdo em que ninguém pensaria, pois, para que procurar servos quando não se tem necessidade de serviço algum?
O problema, lembrando Voltaire novamente, é que a miséria ligada à condição humana subordina um homem a outro. Não é a desigualdade que é um mal real. É a dependência. É impossível que os homens que vivem numa sociedade não sejam divididos em duas categorias: uma de opressores e outra de oprimidos. Ou seja, temos a turma dos que mandam e a turma dos que obedecem. Todo homem quer dominar, quer ter riqueza e os prazeres da vida. E isso só será possível na medida em que aumentar seu domínio sobre outros, ou seja, a classe dos oprimidos. Os homens, sabe-se, são excessivos em tudo o que fazem, e não poucos os que levaram essa desigualdade ao exagero. Apenas como exemplo de opressores que chegaram ao exagero absoluto, podemos citar Aníbal, o Cartaginês; Alexandre da Macedônia, o Grande; Constantino I, César; Ivan, o Terrível; Pedro, o Grande; Hitler, o causador do Holocausto, e tantos outros opressores de milhões de oprimidos.
Voltaire diz mais, a respeito dessa questão que divide opressores e oprimidos: ``O homem que fica aborrecido por ser tratado, onde quer que vá com ar de proteção ou desprezo, e que vê que muitos senhores não têm maior conhecimento, virtude ou espírito que ele, só tem um caminho a seguir: cair fora.`` Ao que eu, de minha parte, acrescentaria: ``se mande’’, ``vaze``, ``rasgue’’, desapareça, pois se assim não o fizer, só terá um destino: ser um eterno oprimido.
É comum que, quando se fala em igualdade, um percentual expressivo da sociedade tenha a tendência de pensar que se trata de igualdade racial, de direitos iguais entre homens e mulheres, de igualdade no campo religioso, político, partidário e até mesmo ideológico. Mas não é de nenhum desses tipos de igualdade que falaremos hoje. A idéia é falar de um outro tipo de igualdade que a maioria de nós raramente percebe: como seria o mundo, se fôssemos iguais aos mais diversos animais?
A verdade é essa mesmo, quem de nós já pensou como seria o mundo, se agíssemos como agem os animais ditos irracionais? Vejamos então: O que um cão deve a um outro cão e um cavalo deve a um cavalo? Nada, absolutamente nada. Sabe-se que nenhum animal depende de seu semelhante. Entretanto, o bicho-homem, por ser dotado dessa coisa fantástica chamada razão é diferente. E em que consiste, basicamente essa diferença? A diferença é que o fruto que colhe por causa desse raio de divindade, é o de ser escravo em quase toda a Terra. Vejamos o que diz Voltaire sobre o assunto: ``Se esta terra fosse o que parece ser, isto é, se o homem encontrasse em toda parte uma subsistência fácil e certa e um clima apropriado à sua natureza, é evidente que teria sido impossível a um homem escravizar outro. Se este globo se cobrisse de frutos salutares; se o ar que deve contribuir para nossa vida não nos transmitisse as doenças e a morte; se o homem não tivesse necessidade de outra morada e de outro leito que aqueles dos cervos e dos cabritos monteses; em tal caso, Gêngis Khan e Tamerlão teriam como vassalos apenas os próprios filhos’’.
Nesse estado natural que gozam os animais da terra, das águas e dos ares, o ser humano seria tão feliz como eles, pois não teria maiores necessidades além daquelas básicas, necessárias à vida de qualquer animal, e a dominação seria apenas um sonho mau, um absurdo em que ninguém pensaria, pois, para que procurar servos quando não se tem necessidade de serviço algum?
O problema, lembrando Voltaire novamente, é que a miséria ligada à condição humana subordina um homem a outro. Não é a desigualdade que é um mal real. É a dependência. É impossível que os homens que vivem numa sociedade não sejam divididos em duas categorias: uma de opressores e outra de oprimidos. Ou seja, temos a turma dos que mandam e a turma dos que obedecem. Todo homem quer dominar, quer ter riqueza e os prazeres da vida. E isso só será possível na medida em que aumentar seu domínio sobre outros, ou seja, a classe dos oprimidos. Os homens, sabe-se, são excessivos em tudo o que fazem, e não poucos os que levaram essa desigualdade ao exagero. Apenas como exemplo de opressores que chegaram ao exagero absoluto, podemos citar Aníbal, o Cartaginês; Alexandre da Macedônia, o Grande; Constantino I, César; Ivan, o Terrível; Pedro, o Grande; Hitler, o causador do Holocausto, e tantos outros opressores de milhões de oprimidos.
Voltaire diz mais, a respeito dessa questão que divide opressores e oprimidos: ``O homem que fica aborrecido por ser tratado, onde quer que vá com ar de proteção ou desprezo, e que vê que muitos senhores não têm maior conhecimento, virtude ou espírito que ele, só tem um caminho a seguir: cair fora.`` Ao que eu, de minha parte, acrescentaria: ``se mande’’, ``vaze``, ``rasgue’’, desapareça, pois se assim não o fizer, só terá um destino: ser um eterno oprimido.
domingo, 27 de setembro de 2009
Notícias da Política
MOISÉS SOUSA DISPUTARÁ SENADO
A direção nacional do Partido Social Cristão (PSC) divulgou nota afirmando que é “prioridade do partido” o lançamento do deputado Estadual Moises Sousa como candidato ao Senado nas eleições de 2010. O PSC disse ainda que, segundo pesquisas de intenções de votos feitas pelo próprio partido, o parlamentar teria chances de ser a segunda opção de voto. “Estaremos mobilizando toda a executiva nacional para, a partir do ano que vem, irmos ao Amapá, para dar todo o suporte e apoio necessários, para consolidar este projeto político que é viável, pois temos dados concretos que mostram que a possibilidade de sucesso é muito grande” declarou Vitor Nosséis, presidente do PSC. Moisés Sousa afirma que vai acatar a decisão de seu partido. “Se vou ter esse suporte, esse apoio da direção nacional, que agora se manifesta publicamente, irei encarar esta luta custe o que custar, nem que tenha que sacrificar uma reeleição quase certa à Assembléia Legislativa. E digo mais: “Minha candidatura não será um “balão de ensaio” como andam dizendo”.
A direção nacional do Partido Social Cristão (PSC) divulgou nota afirmando que é “prioridade do partido” o lançamento do deputado Estadual Moises Sousa como candidato ao Senado nas eleições de 2010. O PSC disse ainda que, segundo pesquisas de intenções de votos feitas pelo próprio partido, o parlamentar teria chances de ser a segunda opção de voto. “Estaremos mobilizando toda a executiva nacional para, a partir do ano que vem, irmos ao Amapá, para dar todo o suporte e apoio necessários, para consolidar este projeto político que é viável, pois temos dados concretos que mostram que a possibilidade de sucesso é muito grande” declarou Vitor Nosséis, presidente do PSC. Moisés Sousa afirma que vai acatar a decisão de seu partido. “Se vou ter esse suporte, esse apoio da direção nacional, que agora se manifesta publicamente, irei encarar esta luta custe o que custar, nem que tenha que sacrificar uma reeleição quase certa à Assembléia Legislativa. E digo mais: “Minha candidatura não será um “balão de ensaio” como andam dizendo”.
Assinar:
Postagens (Atom)