Este texto não é meu. Foi-me contado em sonhos. Meu mérito, presumindo-se que tenha algum, foi simplesmente o de transcrevê-lo.
"Sonhei que eras a brisa suave que varre o planeta. Quando te encontrei, supus ter visto um novo sol com o brilho fantástico de um milhão de sóis. Pensei que eras a água do mar, as estrelas do céu, o perfume da rosa, o carinho de quem passeia de mãos dadas pela beira do rio em tardes crepusculares, que cedem seu espaço para que a noite cálida nos aqueça o coração e nos traga em seu bojo o repouso do guerreiro e o sono dos justos.
Mas não foi só o que pensei. Pensei que eras a Justiça Divina, te vi negro como um zulu e elegante como a mulher masai; pensei que eras a velha Mãe África e a Antárdida ainda por ser descoberta. Imaginei fosses Netuno ou sereia encantada a dominar os mares, os rios, os lagos, os igarapés, os paranás, os furos e os igarapés mirins. Mas só pude te conhecer quando senti na Tua face poderosa, o imenso amor que tinhas para dar a todos os que te descobriram. És luz, és verdade. Mas de um outro tipo. És luz que não faz sombras. És amor, és dor, és humildade e piedade acrescida de doses imensas de generosidade. És o Inominado, o que não tem nome, e se o tiver, não pode ser escrito ou pronunciado. És a revolução na vida dos que Te encontram. És Pai, Mãe e Irmão. És amigo e consolador dos aflitos, dos que gemem sob a miséria do abandono terrestre. És a cura, o vencedor da Morte e soberano de tudo o que há, pois és D’us Todo Poderoso, Criador do Céu e da Terra, capaz de sacrificar o próprio e único Filho por amor a nosotros. Contigo perdi o medo, encontrei a coragem, deixei de temer a Morte, pois sei, a sorte está comigo se me amparas como mãe que, poderosa, ampara o filho querido.
Furacão dos mares, tufão da vida, ciclone de amor, nunca mais me deixes tão só, como sozinho percorri a estrada da vida, quando vagava, perdido, no Vale da Sombra da Morte, de onde saí para nunca mais voltar".
terça-feira, 22 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
NÓS E O POVO HEBREU
Sei que é muita pretensão minha querer – e o que é pior, tentar – escrever sobre a saga do povo que o próprio Deus chamou de seu, e com o qual nós, ocidentais no geral e brasileiros no particular, além dos médio-orientais, temos tudo a ver. No entanto, como ousadia é palavra que não está ausente do meu dicionário, vou pelo menos tentar falar sobre um povo, uma nação e uma religião que estão enraizados no mais profundo do nosso ser, senão, vejamos: Nossos nomes próprios são, em grande parte, nomes hebraicos. Exemplos: Gabriel, Rafael, Miguel, José, Maria (Miriã), Simão, Madalena (Maria Madalena ou Maria de Magdala, Magadã ou Magedan (cidade próxima da margem ocidental do Lago de Tiberíades. Atualmente a cidade de Migdal fica nas proximidades da antiga Magdala); Jair (natural de Gileade; Benjamin (filho caçula de Raquel e Jacó. Sua mãe, Raquel, chamou-o de Benoni (que significa "filho da minha dor"). Jacó, por sua vez o chamou de Benjamin (filho de minha mão direita. O nome também designa uma das 12 tribos de Israel. A propósito, o nome Israel, tão comum entre nós, significa "O que lutou com Deus" ou "Forte como Deus". Anteriormente seu nome era Jacó (Jacob), aquele que trabalhou para Labão durante longos 14 anos por causa da bela Raquel, foi patriarca, filho de Isaque (Isaac) e Rebecca, neto de Abraão (Pai de multidões), o que antes foi Abrão (Pai do alto).
Fiquemos por aqui, apenas para citar alguns nomes. Nossas religiões têm tudo a ver com o povo hebreu. O nome foi aportuguesado do hebraico Ivrim ou Ibrim, para denominar os descendentes de Sem, filho de Noé. Muitos, porém, acreditam que hebreu, seria uma denominação advinda da expressão ever ha-nahar , que significa "aquele que vem do outro lado do rio", uma referência ao Rio Eufrates.
Foram eles, os hebreus, que primeiro tiveram a noção de um Deus único, ao contrário de todos os outros povos conhecidos à época, que tinham diversos deuses, incluindo gregos e romanos. Jesus (Yeshua, em aramaico), um judeu e também arameu, é o nosso referencial sobre tudo o que existe de bom em todo o Universo conhecido. O mesmo D’us de Abraão é o nosso D’us, que também atende pelos nomes de Javeh, Jeovah, Elohim, Adonai ou ainda pelo tetragrama YHWH (ou seja, o Impronunciável) e o príncipe maior da Igreja Católica é Petrus (Pedro, em grego, aquele que antes era Simão, o pescador). Aliás, é bom lembrar que assim como as igrejas protestantes, as ortodoxas e outras variações do catolicismo são filhas diretas da Igreja Católica, esta, também é filha direta do judaísmo. Se bem observarmos, veremos que nossa cultura, além da influência helênica, claro, tem muito - ou quase tudo a ver com o grande povo judeu. Aliás, segundo Gräetz, os povos criadores da civilização humana foram exatamente gregos e hebreus. Os helenos foram protagonistas únicos na história dos povos conquistados. Depois de sucumbirem sob as falanges macedônicas e as legiões romanas, impuseram aos vencedores sua enorme cultura que ainda hoje é fonte de conhecimento entre nós. Quanto ao povo hebreu, ao contrário dos gregos, permaneceu vivo em meio a impérios.
Fiquemos por aqui, apenas para citar alguns nomes. Nossas religiões têm tudo a ver com o povo hebreu. O nome foi aportuguesado do hebraico Ivrim ou Ibrim, para denominar os descendentes de Sem, filho de Noé. Muitos, porém, acreditam que hebreu, seria uma denominação advinda da expressão ever ha-nahar , que significa "aquele que vem do outro lado do rio", uma referência ao Rio Eufrates.
Foram eles, os hebreus, que primeiro tiveram a noção de um Deus único, ao contrário de todos os outros povos conhecidos à época, que tinham diversos deuses, incluindo gregos e romanos. Jesus (Yeshua, em aramaico), um judeu e também arameu, é o nosso referencial sobre tudo o que existe de bom em todo o Universo conhecido. O mesmo D’us de Abraão é o nosso D’us, que também atende pelos nomes de Javeh, Jeovah, Elohim, Adonai ou ainda pelo tetragrama YHWH (ou seja, o Impronunciável) e o príncipe maior da Igreja Católica é Petrus (Pedro, em grego, aquele que antes era Simão, o pescador). Aliás, é bom lembrar que assim como as igrejas protestantes, as ortodoxas e outras variações do catolicismo são filhas diretas da Igreja Católica, esta, também é filha direta do judaísmo. Se bem observarmos, veremos que nossa cultura, além da influência helênica, claro, tem muito - ou quase tudo a ver com o grande povo judeu. Aliás, segundo Gräetz, os povos criadores da civilização humana foram exatamente gregos e hebreus. Os helenos foram protagonistas únicos na história dos povos conquistados. Depois de sucumbirem sob as falanges macedônicas e as legiões romanas, impuseram aos vencedores sua enorme cultura que ainda hoje é fonte de conhecimento entre nós. Quanto ao povo hebreu, ao contrário dos gregos, permaneceu vivo em meio a impérios.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
PATER NOSTER
Poucas orações são tão fascinantes quanto o Pai Nosso (Pater Noster, em Latim). Senão, vejamos o que diz a Bíblia, no Evangelho segundo Mateus:
Pai Nosso que estais nos Céus,
santificado seja o Vosso Nome,
vinde a nós o Vosso Reino,
seja feita a Vossa vontade
assim na Terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal. Amém.
Os discípulos de Jesus, querendo aprender a rezar bem, pediram e foram atendidos. O Mestre ensinou-lhes o Pai Nosso, uma oração cristã insubstituível e, segundo ensinam os doutores da Igreja, "a síntese de todo o Evangelho".
Uma das principais características do Pai Nosso, haja vista que suas "sete petições a Deus Pai", divididas em duas partes, uma, teologal, que fala de Sua glória e santificação e do amor a Ele, enquanto a segunda, composta por quatro partes, apresenta o Pai da misericórdia, a quem pedimos que nos perdoe, nos alimente, nos livre das tentações e nos defenda do Maligno.
Ao rezar a oração do Senhor, estamos absolutamente confiantes no fato de sermos filhos de Deus, e também de sermos, amados e atendidos por Ele.
De certo, o que temos, é que a partir desta magnífica oração, o crente passa a ter certeza de que:
Primeiro: Que é filho de Deus, ao dizer: Pai Nosso que estás nos Céus;
Segundo: Não há a menor dúvida sobre Sua santidade e o respeito que se deve ter a Ele, ao dizer: Santificado seja o Vosso nome.
Terceiro: Pede (e acredita que será atendido) ao expimir o desejo: Vinde a nós o Vosso Reino, deixando subtendido que, se o Reino de Deus não vier até o pedinte, que este consiga entrar no Reino dos Céus .
Quarto: Mais uma vez, a submissão total: Seja feita a Vossa vontade.
Quinto: Assim na Terra como no Céu. Ou seja, o que prevalece é a vontade de Deus, onde quer que seja.
Sexto: Sem alimento, impossível viver, por isso o crente clama: O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Note-se que o cristão não pede o alimento de ama-nhã. A cada dia o seu próprio mal.
Sétimo: Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Note-se o pedido de perdão por seus pecados, entretanto, condicionado ao perdão que o próprio crente concede aos seus ofensores, o que mostra a total submissão ao Todo-Poderoso.
Oitavo: Aqui, o cristão suplica: e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal.
E como disse antes, Amém, ou seja, Assim seja, como acrescentaram os católicos. Ao refletirmo sobre a magnificência desta oração aparentemente tão simples, mas tão complexa, que na realidade, se resume aos dois maiores mandamentos: Um, da Lei Mosaica. Amai a Deus sobre todas as coisas. Segundo: Este, instituído pelo próprio Yeshuah (Jesus): Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.
Magnífico, pra dizer o mínimo.
Pai Nosso que estais nos Céus,
santificado seja o Vosso Nome,
vinde a nós o Vosso Reino,
seja feita a Vossa vontade
assim na Terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal. Amém.
Os discípulos de Jesus, querendo aprender a rezar bem, pediram e foram atendidos. O Mestre ensinou-lhes o Pai Nosso, uma oração cristã insubstituível e, segundo ensinam os doutores da Igreja, "a síntese de todo o Evangelho".
Uma das principais características do Pai Nosso, haja vista que suas "sete petições a Deus Pai", divididas em duas partes, uma, teologal, que fala de Sua glória e santificação e do amor a Ele, enquanto a segunda, composta por quatro partes, apresenta o Pai da misericórdia, a quem pedimos que nos perdoe, nos alimente, nos livre das tentações e nos defenda do Maligno.
Ao rezar a oração do Senhor, estamos absolutamente confiantes no fato de sermos filhos de Deus, e também de sermos, amados e atendidos por Ele.
De certo, o que temos, é que a partir desta magnífica oração, o crente passa a ter certeza de que:
Primeiro: Que é filho de Deus, ao dizer: Pai Nosso que estás nos Céus;
Segundo: Não há a menor dúvida sobre Sua santidade e o respeito que se deve ter a Ele, ao dizer: Santificado seja o Vosso nome.
Terceiro: Pede (e acredita que será atendido) ao expimir o desejo: Vinde a nós o Vosso Reino, deixando subtendido que, se o Reino de Deus não vier até o pedinte, que este consiga entrar no Reino dos Céus .
Quarto: Mais uma vez, a submissão total: Seja feita a Vossa vontade.
Quinto: Assim na Terra como no Céu. Ou seja, o que prevalece é a vontade de Deus, onde quer que seja.
Sexto: Sem alimento, impossível viver, por isso o crente clama: O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Note-se que o cristão não pede o alimento de ama-nhã. A cada dia o seu próprio mal.
Sétimo: Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Note-se o pedido de perdão por seus pecados, entretanto, condicionado ao perdão que o próprio crente concede aos seus ofensores, o que mostra a total submissão ao Todo-Poderoso.
Oitavo: Aqui, o cristão suplica: e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal.
E como disse antes, Amém, ou seja, Assim seja, como acrescentaram os católicos. Ao refletirmo sobre a magnificência desta oração aparentemente tão simples, mas tão complexa, que na realidade, se resume aos dois maiores mandamentos: Um, da Lei Mosaica. Amai a Deus sobre todas as coisas. Segundo: Este, instituído pelo próprio Yeshuah (Jesus): Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.
Magnífico, pra dizer o mínimo.
terça-feira, 15 de junho de 2010
O TEMPORA! O MORES!
Há mais de 2000 anos, foi o cônsul e também pensador romano, Marcus Tullius Cicero, tido como o maior orador de todos os tempos, quem disse a frase “O tempora! O! mores!” (Ó tempos! Ó costumes!), bradando no Senado contra o ge-neral conjurador Lucius Sergius Catilina, que ameaçava Roma, o coração do Império, com suas legiões. E na esteira da frase imortal completava: “Quousque tandem, abutere, Catilina, patientia nostra...?”, ou seja, “Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência...?
Essa é a pergunta que fazemos nós, por causa desses estranhos tempos e costumes que vivemos. Até quando os fichas sujas da política abusarão da nossa paciência? Até quando, nós, o povo brasileiro, venderemos a nossa dignidade por causa de meia dúzia de telhas, uma carrada de terra, uma receita atendida ou um prato de comida, dados como esmola, a cidadãos que só querem trabalhar com dignidade? Convém não esquecer que, como dizia o cantor e compositor nordestino Luiz Gonzaga, “mas doutor uma esmola, para um homem que é são, ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadão...”
Até quando, receberemos por favor, aquilo que nos é de direito? Até quando, a ignomínia prevalecerá em nosso meio, permitindo que o Erário continue sendo saqueado desde sempre?
Por isso, é mais que boa, é excelente a notícia de que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), enfim, colocou rédeas curtas nos canditados a cargos eletivos que possuem fichas sujas. Esperamos, do fundo do coração, que essa Lei da Ficha Limpa valha, realmente, para as eleições deste ano. Enquanto vivermos só de promessas de que, no futuro, de preferência o mais longínquo possível, as coisas mudarão para melhor, jamais chegaremos a lugar algum. A moralidade pública exige que a ética na política seja restaurada, já, e para sempre, para que nossos filhos e os filhos de nossos filhos jamais precisem baixar a cabeça, envergonhados, porque elegeram, e o que é pior, reelegeram, aqueles cujo destino mais adequado seria o cesto de lixo da história.
Essa é a pergunta que fazemos nós, por causa desses estranhos tempos e costumes que vivemos. Até quando os fichas sujas da política abusarão da nossa paciência? Até quando, nós, o povo brasileiro, venderemos a nossa dignidade por causa de meia dúzia de telhas, uma carrada de terra, uma receita atendida ou um prato de comida, dados como esmola, a cidadãos que só querem trabalhar com dignidade? Convém não esquecer que, como dizia o cantor e compositor nordestino Luiz Gonzaga, “mas doutor uma esmola, para um homem que é são, ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadão...”
Até quando, receberemos por favor, aquilo que nos é de direito? Até quando, a ignomínia prevalecerá em nosso meio, permitindo que o Erário continue sendo saqueado desde sempre?
Por isso, é mais que boa, é excelente a notícia de que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), enfim, colocou rédeas curtas nos canditados a cargos eletivos que possuem fichas sujas. Esperamos, do fundo do coração, que essa Lei da Ficha Limpa valha, realmente, para as eleições deste ano. Enquanto vivermos só de promessas de que, no futuro, de preferência o mais longínquo possível, as coisas mudarão para melhor, jamais chegaremos a lugar algum. A moralidade pública exige que a ética na política seja restaurada, já, e para sempre, para que nossos filhos e os filhos de nossos filhos jamais precisem baixar a cabeça, envergonhados, porque elegeram, e o que é pior, reelegeram, aqueles cujo destino mais adequado seria o cesto de lixo da história.
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