A triste verdade, é que ninguém resolve os grandes problemas do Brasil - Amapá no meio - porque isso não interessa a ninguém do mundo da política.
Tomemos como exemplo a educação. Por quê a educação no Brasil é tão deficiente? Pela simples razão de que não interessa aos políticos de terceira classe que nos governam, a educação do povo. Currais eleitorais de analfabetos, independentemente de serem analfabetos puros e simples ou com diplomas de primeiro, segundo ou terceiro graus, são muito mais fáceis de serem manipulados. Não fosse assim e o Go-verno Federal, desde sempre, não faria da educação brasileira, esse monstrengo onde professores fingem que ensinam, alunos fingem que estudam, e o governo finge que paga os professores. Salvo as exceções, que sempre as há.
Outro exemplo: Em que pese as declarações do senhor presidente Lula de que as coisas , nunca antes na história deste país e blá, blá, blá; blá, blá, blá, a verdade é que não interessa a ninguém do andar de cima, a solução para o problema da fome que aflige, tortura e mata milhares de pessoas, Brasil a dentro e Brasil a fora todos os anos. Programas como Fome Zero e outras bolsas esmolas, ainda que eivados das melhores intenções e ótimas como discursos eleitoreiros, não resolvem nada porque são, antes de mais nada, cabides de empregos do chefetes políticos "A" ou "B", sem contar que, mais da metade da verba destinada à execução de tais programas, se perde no meio do caminho, graças à incompetência, à má fé e ao desvio de recursos para o bolso de alguém que tem votos aqui ou ali, e precisa ser adequadamente, digamos, lubrificado para que a máquina eleitoreira possa funcionar. Quanto aos famintos, os desgraçados, os miseráveis, danem-se, morram, levem o "farelo". Desde que votem no cacique de plantão, o resto é irrelevante, porque ao poderoso, só o poder interessa.
E é tão fácil resolver esse problema. Uma refeição básica em qualquer restaurante de terceira classe do país custa R$ 5,00. Alimentar apenas um daqueles famintos, daqueles desvalidos da sorte e abandonados à margem da vida, daqueles que não têm de seu sequer um olhar de misericórdia, daqueles que foram abandonados por Deus, pelo Diabo, pelos homens, pelos Exus e pelos deuses da chuva, custa bem menos.
Todos temos dinheiro para festas, carros importados, investimentos nos bancos da vida, gabinetes de luxo, telefones que fazem tudo e até telefonam, relógios de ouro, brincos, diamantes e outras coisas brilhosas e badulaques os mais diversos. Temos dinheiro para beber champagne Dom Pérignon 54, para almoçar em restaurantes cinco estrelas e nos hospedar em hotéis idem. Temos dinheiro para curtir férias em Paris, Londres ou Moscou. Mas não temos R$ 5,00 para pagar um miserável prato de comida para um menino de rua que implora com o olhar vazio, apenas o resto de comida que terá como destino o cesto de lixo. A nossa piedade é ótima para ser demonstrada nas igrejas. Mas ação que é bom, nem a nossa e muito menos do governo. No que se refere a nós, o pro-blema é dos outros, até porque não temos culpa nenhuma no cartório. Como culpa, se a culpa é sempre dos outros. Ou não?
A Justiça julga, condena e pune com o rigor da lei, todos os dias, pequenos traficantes de drogas, os chamados mulas, aqueles que transportam 5, 10, 15 ou 20 gramas de droga, seja ela qual for. Mas os peixes grandes, os tubarões da droga, aqueles que todos sabem quem são, esses ninguém prende, ninguém julga, ninguém condena e muito menos manda para as penitenciárias da vida. E sabem por que é assim? Porque não é negócio.
Outros problemas como excesso de presos nas penitenciárias, saúde de quinto mundo, ausência total de segurança, corrupção e todas as mazelas que os afligem o Brasil e os brasileiros desde e para sempre, não são e não vão ser resolvidos por uma questão muito simples: NÃO É NEGÓCIO!
segunda-feira, 19 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
DE SOBERBA E BURRICE
A definição clássica, diz que soberba é “a opinião elevada ou presunçosa que se tem das próprias qualidades, realizações ou bens”.
A questão de ser a soberba um pecado, ou não, é relativa. Para os gregos e romanos, com certeza não, uma vez que não tinham uma palavra para pecado, um conceito judaico-cristão. Para estes, a soberba é pecado. Para mim, que jogo no time romano, não é pecado, mas é extremamente irritante e, na maioria das vezes, uma demonstração da mais absoluta falta de inteligência.
Talvez isso explique o nariz um tanto quanto empinado de pessoas que nada são e pensam tudo ser, esquecidas que nem a roupa que vestem lhes pertence, pois da própria vida não são donos.
Uma das entidades mais presunçosas que existem é o Diabo. Primeiro porque tentou dar um golpe de Estado no Reino dos Céus, quando ainda atendia pelo nome de Lúcifer e era o predileto do Todo-Poderoso. Como o “putsch” acabou em fracasso total, foi transformado em símbolo de todo o mal que há. Adotou, possivelmente por inveja - outro pecado capital -, o título de Príncipe das Trevas, o que, se por um lado lhe confere um certo ar de elegância, por outro, não deixa de ser algo um tanto quanto presunçoso - exatamente uma das características da soberba.
A classe dita intelectual é de uma presunção, e por extensão, uma soberba, inaudita. Poucos, muito poucos, leram o Paraíso Perdido ou Guerra e Paz, até o fim. Mas ainda não encontrei um só que admitisse o fato.
A fogueira das vaidades grassa no mundo televisivo, possivelmente para comprovar o tal óbvio ululante de que falava Nelson Rodrigues: não há vida inteligente na televisão.
Existe algo mais presunçoso do que a mulher excessivamente bela? Desculpem, bela e burra?
Mas, na classe dos servidores públicos, ditos do primeiro escalão, é que se encontra a soberba em seu mais alto grau.
Ora, o servidor público do primeiro escalão, que na maioria das vezes, sequer serve ao público, é apenas um burocrata, colocado em determinada função pela vontade popular ou pela vontade do cacique de plantão. Pago com dinheiro público, não cumpre, na maioria das vezes, a missão que lhe foi confiada como exigem os bons manuais de conduta profissional e, ainda assim, se acha no direito de ser arrogante, como sói acontecer a quem não é absolutamente nada e pensa ser tudo ou, pelo menos, muito.
Mas, fiquem todos tranquilos. Eu também tenho minha parcela de soberba. Não fosse assim, não estaria aqui, mexendo em letrinhas, tirando o tempo e a paciência dos meus minguados leitores, como se pudesse ensinar algo a alguém.
Faço, portanto, de público, o “mea culpa”. Mas que a soberba, tal qual a burrice, é extremamente irritante, disso não tenho a menor dúvida.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
POR AMOR À LIBERDADE
Foi o pensador, político e grande orador romano Marco Túlio Cícero quem disse: "Somos todos escravos da lei, para que possamos ser livres”. Também foi ele quem disse : "Sou escravo do dever por amor à liberdade”. É isto que nós, brasileiros, ainda não aprendemos: ser escravos da lei e do dever, por amor à liberdade.
Filosoficamente falando, liberdade é a ausência de submissão e de servidão. Humanas, naturalmente. Basicamente, podemos dizer que liberdade tem o mesmo significado de independência. Homens, historicamente, preferiram a morte à escravidão, a servir outro homem que pensa ser superior a outro, um erro primário, porque Deus nos criou à Sua imagem e semelhança para sermos livres e, por via de consequência, felizes.
Precisamos entender que liberdade não é um conceito abstrato e que não é algo que se ganhe ou nos seja dado. Liberdade se conquista e é preciso que estejamos eternamente vigilantes, porque quem não luta para conquistá-la, não é digno de tê-la e muito menos de mantê-la.
As eleições se avizinham e, mais que nunca, precisamos estar alertas, porque políticos fichas sujas não gostam da liberdade alheia, para que melhor possam se locupletar do Erário Público que, ultimamente, mais parece privado. Ou privada onde deixam seus dejetos imorais, justamente eles, que deviam ser nossos pastores, nossos condutores a um porvir de paz e prosperidade.
Escravos, já o fomos por um tempo demasiadamente longo da nossa história. Hoje, ainda que um tanto quanto incipiente, quando comparada com regimes de liberdade com responsabilidade como o vigente há séculos em países como a Ingrlaterra, nossa jovem democracia tem que aprender liberdade é tudo.
Mas só nos asseguraremos de que ela, a liberdade, abriu suas asas sobre nós, para nunca mais permitir que as sombras da ditadura enodoem o azul do céu que cobre todos os brasileiros, quando aprendermos a ser escravos da lei, por amor à liberdade.
Precisamos entender que liberdade não é um conceito abstrato e que não é algo que se ganhe ou nos seja dado. Liberdade se conquista e é preciso que estejamos eternamente vigilantes, porque quem não luta para conquistá-la, não é digno de tê-la e muito menos de mantê-la.
As eleições se avizinham e, mais que nunca, precisamos estar alertas, porque políticos fichas sujas não gostam da liberdade alheia, para que melhor possam se locupletar do Erário Público que, ultimamente, mais parece privado. Ou privada onde deixam seus dejetos imorais, justamente eles, que deviam ser nossos pastores, nossos condutores a um porvir de paz e prosperidade.
Escravos, já o fomos por um tempo demasiadamente longo da nossa história. Hoje, ainda que um tanto quanto incipiente, quando comparada com regimes de liberdade com responsabilidade como o vigente há séculos em países como a Ingrlaterra, nossa jovem democracia tem que aprender liberdade é tudo.
Mas só nos asseguraremos de que ela, a liberdade, abriu suas asas sobre nós, para nunca mais permitir que as sombras da ditadura enodoem o azul do céu que cobre todos os brasileiros, quando aprendermos a ser escravos da lei, por amor à liberdade.
FALANDO DE HOMENS
| |
Diz a Bíblia que Deus, após ter criado todas as coisas, deixou o homem para o final. Criou-o no sexto dia, à sua imagem e seme-lhança, após o que, descansou. Minhas divergências históricas com o Criador advêm daí. Não acredito que o homem possa ter sido feito à imagem e semelhança de Deus, por uma simples razão: Deus não pode ser tão feio assim. Mesmo sendo homem, não acho que nós e a estética tenhamos muito a ver um com o outro. Eu, principalmente. Muito embora se ache o supra sumo da criação, o homem não é lá tão inteligente como pensa, porque vivendo no Paraíso, deixou-se envolver pelos encantos femininos, o que é bom, mas não é sensato. O preço pago pela bobagem, foi tornar-se mortal e agricultor, o que, historicamente, nunca foi um grande negócio. No Brasil, principalmente. Em caso de dúvida, perguntem à turma do MST. Não satisfeito, o homem recusa-se desde o primeiro momento de sua existência a cumprir os regulamentos divinos, o que é outro erro. Por isso, mata, rouba e comete todos os pecados possíveis e imagináveis. Resultado: tem cadeira garantida no reino do Inferno. O homem é de uma burrice tão atroz, que não satisfeito com as próprias limitações que o próprio corpo lhe impõe, criou três instituições especia-lizadas em torturá-lo e interferir indebitamente na sua vida, aprisionando-o definitivamente no cárcere dos regulamentos. Essas três instituições pavorosas, não necessariamente nessa ordem, atendem pelo nome de Família, Governo e Religião. A sociedade, no geral, cobra do homem, um papel que ele não está preparado para exercer, como o de ser um animal civilizado. De modo que, como dizia George Bernard Shaw, “um homem sem endereço é um vagabundo; um homem com dois endereços é um libertino”. O mesmo Shaw dizia também que “todo homem é um patife depois dos quarenta anos”. E não venham os quarentões dar-se ares de muita importância porque são, sim. Nelson Rodrigues diz o mesmo. Só que prefere o termo canalha, ao invés de patife. Alguns homens, desde sempre, gostam de dormir com outros homens. Nenhum e nem outro são tão homens assim. A respeito do homossexua-lismo masculino, Ben Bagley, produtor musical ame-ricano, disse, quando perguntado se já tinha ido para a cama com algum homem: “Não. Nenhum deles era homem”. A expansão dos costumes homosse-xuais masculinos fez com que a escritora americana Anita Loos, dissesse que mudaria o título de seu livro “Os homens preferem as louras, se o escrevesse hoje, para “Os homens preferem os louros”. Mas foi Samuel Johnson quem pôs a pá de cal na arrogância tipicamente masculina ao dizer: “nada é pequeno demais para uma criatura tão pequena quanto o homem”. |
Assinar:
Postagens (Atom)