sábado, 4 de setembro de 2010

DESIDERATA


Este texto, evidentemente, não é meu mas, pela beleza e sabedoria que mostra, creio ser meu dever torná-lo um pouco mais conhecido, para que todos possamos compreender que a felicidade reside dentro de nós e implica no reconhecimento de que sempre haverá alguém acima de nós e abaixo, também. Exceto D'us, que não tem nada e nem ninguém acima dele, todos somos iguais. E como é difícil a compreensão desse fato tão simples, por causa da nossa infinita arrogãncia.

DESIDERATA

Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível sem humilhar-se, mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: isso o tornaria superficial e amargo.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja, ele é um verdadeiro tesouro na continua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo.
Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa.
Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber, a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.
Procure, pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der.
No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade".

DESIDERATA - Do Latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração.

Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692.














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PIADA DO ANO

Um dia, Deus, muito insatisfeito com a humanidade e os seus pecados, > decidiu pôr fim a tudo.
Deus reuniu então todos os líderes mundiais para comunicar-lhes pessoalmente sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas.
Deus disse: "Reuni-vos aqui para comunicar que extinguirei a humanidade em 24 horas".
E o povo dizia:"Mas, Senhor..."
Nada de MAS, este é o limite, a humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre!
Portanto, voltem aos SEUS respectivos países e digam ao povo que estejam preparados. Têm 24 horas!
O primeiro a reunir o povo foi OBAMA.
Em Washington, através de uma mensagem à nação, OBAMA disse: "Americanos, tenho uma boa notícia e uma má notícia para dar.
A boa notícia é que Deus existe e que ele falou comigo". Mas, claro, já sabíamos disso.
A má notícia é que esta grande Nação, o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus".
Fidel Castro reuniu todos os cubanos e disse:
"Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias.
A primeira é que Deus existe... sim, eu vi-o, estava mesmo à minha frente!!!
Estive enganado este tempo todo...
A segunda má notícia é que em 24 horas esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir."
Finalmente, no Brasil, Lula dá uma conferência de imprensa:
"Brasileiros, hoje é um dia muito especial para todos nós. Tenho duas boas notícias.
A primeira boa notícia é que eu sou um enviado de Deus, um mensageiro, porque conversei com ele pessoalmente.
A segunda boa notícia é que, conforme constava do Programa do Governo, em apenas em 24 horas, serão erradicados para sempre o desemprego, o analfabetismo, o tráfico de drogas, a corrupção, a pedofilia, os problemas de transporte, água e luz, habitação, de burocracia, e, o mais espectacular de tudo: todos os impostos vão acabar, assim como a miséria e a pobreza neste País!! É o Governo cumprindo tudo o que prometeu!!!"


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

DO JUSTO E DO INJUSTO

Quem nos deu o sentimento do justo e do injusto? Os crentes afirmam que foi D’us, que nos deu um cérebro e, digamos assim, um coração. Mas, - e essas são as perguntas que mais afligem o pensador - quando a sua razão lhe ensina que há vício e virtude? O conhecimento inato não existe, pela mesma razão que não há árvore que produza folha e frutos ao sair da terra. Dizia Voltaire que, “o que se chama inato não é nada, isto é, não nasceu desenvolvido e que D’us nos faz nascer com órgãos que, à medida que crescem, nos fazem sentir tudo o que nossa espécie deve sentir para a conservação dessa mesma espécie.”
A outra pergunta que se faz absolutamente necessária é: De que modo se opera esse estranho mistério? Quem de responder há? Os africanos, os americanos do norte, os asiáticos, Cícero, Platão, Epicteto, o homem simples e rude, a cortesã, a mulher índia, o bravo guerreiro, o covarde assumido, quem, quem, quem? Responda quem souber a tão intrigante questão. A verdade é que todos sentimos que é melhor ajudar os necessitados que cegá-los ou tomar o pouco que têm, principalmente quando se tem muito. Acreditamos todos que isso é justo. É essa a noção que temos do justo. Sabemos, também, que um benefício é mais honesto e honroso que um ultraje, que a brandura é preferível à exaltação. Disso sabemos como que instintivamente.
O mesmo Voltaire dizia que, “basta nos servirmos da razão para discernir os matizes do honesto e do desonesto.” O mal e o bem, muitas vezes são vizinhos; nossas paixões os confundem. Quem nos há de esclarecer? A resposta é simples: nós mesmos. Isso, evidentemente se nossa estrutura interna, mental, espiritual e emocional for do bem. Quem, em qualquer momento e em qualquer parte do mundo escreveu sobre nossos deveres, escreveu com sua razão, com bom senso. Sócrates, Epicuro, Confúcio, Lao-Tsé, Marco Antonino ou Amurat II tiveram a mesma moral. Na verdade, precisamos nos convencer, e a Igreja que me perdoe, a moral é uma coisa que vem de D’us; os dogmas, diferentemente, vêm de nós.
Apenas como exemplo, e esse não poderia ser melhor, “Jesus não ensinou nenhum dogma metafísico; não escreveu cadernos teológicos; não disse: “Sou consubstancial; tenho duas vontades e duas naturezas numa só pessoa.” Séculos depois, coube aos franciscanos e aos dominicanos que chegariam 1.200 anos depois dele, a tarefa de argumentar para saber se sua mãe foi concebida sem o pecado original. Jesus nunca disse que o casamento é o sinal visível de uma coisa invisível; não instituiu monges nem inquisidores, nada ordenou do que vemos hoje”, ensina François-Marie Arouet, também conhecido como Voltaire.
D’us nos deu noção e mais que isso, perfeita compreensão do que é justo e injusto. D’us não mudou e não pode mudar. De nada adianta usar distinções de qualquer natureza, mesmo as teológicas, para perseguições fundamentadas em dogmas. A natureza se revolta contra essas coisas e clama, tal qual a sabedoria, “Sejam justos e não sofistas perseguidores.”
No compêndio das Leis de Zoroastro, também chamado Zaratustra, pode-se ler esta sábia máxima: “Quando estás em dúvida se uma ação que te é proposta é justa ou injusta, abstém-te.”
E aos “donos da vida”, os poderosos, os arrogantes, os que se embriagam de álcool e de poder que não esqueçam: “Não matarás”; “Não adulterarás”; “Não furtarás”; “Não dirás falso testemunho contra o teu proximo”, porque assim é que deve ser e porque assim está escrito. E assim será feito, porque a mão de D’us Todo Poderoso não perdoará os que usam a límgua bifurcada da serpente e nem os que praticam atos que contrariam a justiça. A verdadeira.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

QUANDO A JUSTIÇA BEBE

Havia outrora, provavelmente situado muito além das brumas de Avalon, um país que atendia pelo pitoresco nome de Mamolândia. Era um país abençoado pelos deuses e bonito por natureza, conforme cantavam os menestréis e trovadores da época.

Seus vales verdejantes, suas florestas riquíssima, suas montanhas fartas de minérios, seus rios piscosos e seu povo pacífico, mostravam bem do agrado e de quanto os deuses olhavam com bons olhos, essa terra onde o leite e o mel jorravam com abundância.
Mamolândia tinha dois ícones sagrados: um, a Justiça, que era representada por u’a mulher negra, com os olhos abertos e as mãos estendidas. Uma distribuía a justiça tão necessária na terra dos homens. A outra distribuía bênçãos ao seu povo querido.
O outro ícone adorado pelos felizes habitantes de Mamolândia, era a Grande Vaca Sagrada. Possuía saúde de vaca holandesa premiada em exposição. Tetas opulentas esguichavam leite tipo “A”, distribuído a cântaros aos “mamolandenses”. A Grande Vaca Sagrada, que dera origem ao interessante nome daquele país distante, tal qual a loba que alimentara Rômulo e Remo, alimentava seu povo com o leite sagrado, fazendo-o forte, varonil e justo.
Eis porém que um dia, a serpente - sempre ela -, cheia de inveja, travestida de Baco, visitou a Justiça. E tanto falou das virtudes do vinho que esta, seduzida, bebeu. E em bebendo, embriagou-se. Embriagou-se de álcool, de arrogância, de vaidade, de empáfia, de poder pôr e dispor ao seu bel prazer.
E em mudando a Justiça, mudou também a Grande Vaca Sagrada, que passou a selecionar os que podiam ou não mamar-lhe as generosas tetas. A consequência, previsível, foi que os fracos, foram ficando cada vez mais fracos e os fortes cada vez mais fortes.
Foram criadas então, as duas grandes castas que ainda subsistem naquela hoje indigente terra: os grandes mamadores e os ou-tros. Estes atendem pelo nome de povo, que, como vingança, a última que lhe restava, passou a chamar o outrora ícone sagrado, pelo depreciativo nome de governo.
A Justiça ainda existe, também. Só que mudou de cor - tornou-se branca. Possivelmente de vergonha. Pobre Mamolândia, a que era feliz e não sabia.
Soube-se muito tempo depois da tragédia consumada que a serpente era também co-nhecida no seu mais íntimo círculo de amigos, pelo curioso nome de política.
Estas são as trágicas consequências que ocorrem, quando a Justiça bebe.