Não poucos livros tem sido escritos contendo dados interessantes, curiosidades, estatísticas e, pasmem, até mesmo erros de tradução ou de impressão da Bíblia. A primeira curiosidade é que o nome Bíblia não aparece uma única vez na Bíblia. O nome advém do grego Biblos, por causa da cidade fenícia de Biblos, um importante centro produtor de rolos de papiros, usados para fazer livros. Com o passar do tempo, o termo passou a significar “livro”. Bíblia é a forma plural (“livros”). A Bíblia, na verdade, é uma coleção de livros. Também é conhecida simplesmente como “o Livro” ou “o Livro dos Livros”.
Um outro fato que chama a atenção é que a Bíblia não diz nada a respeito de qual era a fruta da árvore do conhecimento do bem e do mal, que não devia ser comida por Adão (Adam, em hebraico, palavra que deriva de Adamah, a Terra) e Eva. Uma antiga tradição europeia diz que essa fruta seria a maçã. Em latim, a palavra “malum” significa tanto “maçã” como “mal”, o que pode, perfeitamente, ter originado essa tradição.
Surpreendentemente, se bem observarmos, veremos que a palavra “Deus” aparece em todos os livros da Bíblia, exceto em Ester e Cântico dos Cânticos. Por isso, muitos judeus e cristãos argumentavam e, eventualmente ainda podem argumentar que esses livros não fariam parte da Bíblia.
Sabe-se também que o texto mais antigo do Novo Testamento ainda existente, é um pedaço do Evangelho de João. Escrito em torno de 125 d.C., o fragmento contém partes de João, 18:31, incluindo a pergunta feita pelo quinto procurador da Judeia, o romano Pôncio Pilatos: “Você é o rei dos judeus?”
Porém, temos muitos mais fatos bíblicos extremamente curiosos do que podemos apresentar num simples e pequeno texto como este. Por exemplo: a pessoa que é mencionada mais vezes na Bíblia é Davi, cujo nome é citado 1.066 vezes na Nova Tradução da Linguagem de Hoje. O personagem bíblico mais ve-lho é Matusalém, que tinha 969 anos quando morreu, segundo o Gênesis 5:27. E o nome mais comprido da Bíblia é Maer-Salal-Hás-Baz (Isaías, 8:1, que significa “rápido para roubar e ligeiro para saquear”.
O detalhe mais que curioso, é que esse nome foi dado de forma simbólica pelo profeta Isaías a seu filho, para advertir o rei de que se os judeus fizessem um acordo com o Império Assírio, os assírios iriam invadir e tomar tudo o que quisessem.
Finalmente, o livro da Bíblia mais traduzido é o Evangelho de Marcos, talvez porque seja o mais curto dos quatro Evangelhos. Marcos pode ser encontrado em pelo menos 900 línguas.
Muito ainda há para ser conhecido e adequadamente divulgado sobre o que chamamos de fatos e curiosidades bíblicas. Faltam-me, porém, competência, talento e conhecimento para tanto. Mas, se este pequeno texto servir para ajudar pelo menos um leitor a pesquisar sobre esses fascinantes e curiosos episódios, já terá valido este esforço.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
A VISÃO, O OLHO E A CEGUEIRA
Visão, olho e cegueira, são coisas inerentes à vida animal. E à vida celestial também. Convém não esquecer que aquele que tudo pode, tudo vê, também.
Mas tenho lá minhas dúvidas. Se tudo vê, imagino que preferiria não ver. O panorama terrestre visto do Olimpo, não é cenário dos mais agradáveis de ser apreciado. Mas tem que ver. É obrigado a isso pela força do Seu destino. Deuses que nada vêem não costumam ser respeitados pelos mortais comuns, que fazem questão de ver milagres, demonstrações de força, efeitos pirotécnicos e outros que tais.
Lobsang Rampa escreveu A Terceira Visão. Não por querer ver demais, evidentemente. Supunha que o homem tivesse um olho místico ainda a ser desenvolvido.
Olhos, os temos de vários tipos. Olho de porco é olho de quem não encara ninguém. Olha sempre de soslaio. Diziam os antigos, não é olho de gente confiável. Olho de boi é um bom olho. Vale uma fortuna. Para quem entende de filatelia, claro. Olho do Céu é olho bom para se olhar. É montanha situada na Província de Hanngchow, na China. Um prazer para o olhar.
Visão é diferente. Na maioria das vezes, é apenas a capacidade de ver. Mas é algo mais também. É ver além do que existe para ser visto. Visões especiais são as visões celestiais, como as visões de Santa Tereza, as visões de São Bernardo, as visões da gruta da Iria, as visões dos profetas, as visões do Paraíso, as visões de D’us. Mas, junto com o olho e a visão, vem a cegueira da morte. A morte nos cega para a vida, assim como a miséria nos cega para a vida com qualidade. A cegueira nos impede de ver as cores, as coisas, os animais da terra, da água e dos céus. Impede-nos de ver o rosto dos amigos queridos, aqueles de verdade e o da mulher amada, que todos as temos.
Mas, como tudo na vida, a cegueira tem o seu lado bom, porque nos impede a visão do lado sujo da vida. Impede-nos de ver lixo nas ruas, nos bares, nos lares e nas repartições públicas. Nesses lugares costuma reproduzir-se sem cessar, o pior de todos os lixos, aquele que não se biodegrada, mas degrada a nós que estamos do lado de cá do balcão: o lixo humano, que este, é preferível não vê-lo. O lixo humano está presente nos seres destituídos de compaixão para com o próximo; está junto dos que têm ódio no coração; faz parte dos que falam a língua bifurcada da serpente, dos mentirosos, dos mistificadores, dos aduladores, dos falsificadores. O lixo humano está presente na estrutura mental de todo aquele que acha que roubar é normal, que vilipendiar é correto, que desrespeitar a vida faz de cada um, um ser mais forte que o outro.
No mundo da política, pelo visto, temos feito a opção preferencial por não ver nada, daí os espécimes que elegemos a cada quatro anos.
Dizem que em terra de cego, quem tem um olho é rei. Errado. Em terra de cego, quem tem um olho, é caolho, mesmo.
Mas tenho lá minhas dúvidas. Se tudo vê, imagino que preferiria não ver. O panorama terrestre visto do Olimpo, não é cenário dos mais agradáveis de ser apreciado. Mas tem que ver. É obrigado a isso pela força do Seu destino. Deuses que nada vêem não costumam ser respeitados pelos mortais comuns, que fazem questão de ver milagres, demonstrações de força, efeitos pirotécnicos e outros que tais.
Lobsang Rampa escreveu A Terceira Visão. Não por querer ver demais, evidentemente. Supunha que o homem tivesse um olho místico ainda a ser desenvolvido.
Olhos, os temos de vários tipos. Olho de porco é olho de quem não encara ninguém. Olha sempre de soslaio. Diziam os antigos, não é olho de gente confiável. Olho de boi é um bom olho. Vale uma fortuna. Para quem entende de filatelia, claro. Olho do Céu é olho bom para se olhar. É montanha situada na Província de Hanngchow, na China. Um prazer para o olhar.
Visão é diferente. Na maioria das vezes, é apenas a capacidade de ver. Mas é algo mais também. É ver além do que existe para ser visto. Visões especiais são as visões celestiais, como as visões de Santa Tereza, as visões de São Bernardo, as visões da gruta da Iria, as visões dos profetas, as visões do Paraíso, as visões de D’us. Mas, junto com o olho e a visão, vem a cegueira da morte. A morte nos cega para a vida, assim como a miséria nos cega para a vida com qualidade. A cegueira nos impede de ver as cores, as coisas, os animais da terra, da água e dos céus. Impede-nos de ver o rosto dos amigos queridos, aqueles de verdade e o da mulher amada, que todos as temos.
Mas, como tudo na vida, a cegueira tem o seu lado bom, porque nos impede a visão do lado sujo da vida. Impede-nos de ver lixo nas ruas, nos bares, nos lares e nas repartições públicas. Nesses lugares costuma reproduzir-se sem cessar, o pior de todos os lixos, aquele que não se biodegrada, mas degrada a nós que estamos do lado de cá do balcão: o lixo humano, que este, é preferível não vê-lo. O lixo humano está presente nos seres destituídos de compaixão para com o próximo; está junto dos que têm ódio no coração; faz parte dos que falam a língua bifurcada da serpente, dos mentirosos, dos mistificadores, dos aduladores, dos falsificadores. O lixo humano está presente na estrutura mental de todo aquele que acha que roubar é normal, que vilipendiar é correto, que desrespeitar a vida faz de cada um, um ser mais forte que o outro.
No mundo da política, pelo visto, temos feito a opção preferencial por não ver nada, daí os espécimes que elegemos a cada quatro anos.
Dizem que em terra de cego, quem tem um olho é rei. Errado. Em terra de cego, quem tem um olho, é caolho, mesmo.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
OS MENINOS DO BRASIL
As crianças do Brasil estão de luto. Cobrem-se de negro e choram a falta de seus irmãos, que foram para lugares distantes em busca do que seus pais e seu país não lhes deram.
As crianças do Brasil estão com os olhos úmidos. Sentem a falta dos meninos do Brasil, que foram ser meninos de outras terras, de onde jamais retornarão. Pelo menos não retornarão por inteiro.
Chorem crianças, do Brasil. Esvaiam-se em lágrimas e gritem a sua dor, para que governantes surdos possam ouvir o clamor que parte de seus corações partidos de tanto sofrer, de tanto gemer, de tanto sentir fome, sede e saudade.
Pobres meninos do Brasil que se foram para só retornar, quando ianques selvagens os despirem de toda a sua condição humana, e os devolverem como mercadoria inservível, por apresentar defeito de fabricação.
Chorem e se desesperem mães dos meninos do Brasil, tão sós, tão sofridos, tão brasileiros em terras anglo-saxãs. Voltem à mãe-pátria que não os quis e não os quer. Venham expor as feridas de suas almas, dilaceradas pela perda da própria nacionalidade, para que possam servir, pelo menos, para evitar que outras crianças do Brasil deixem de ser brasileiras, deixem de ter pátria, deixem de ser alguém para se tornarem ninguém.
Retornem, crianças do Brasil. Vagueiem seus corpos zumbis nos aeroportos modernos dos ricos do Brasil. Durmam nos bancos das praças. Sintam n'alma o frio da desgraça e chorem por nós. Nós que sequer tivemos ou temos, a capacidade de chorar por vocês que eram o nosso amanhã. Talvez ainda sejam o nosso amanhã. Mas será um amanhã bem triste. Eu prometo. Nós Prometemos. Eles prometem.
As crianças do Brasil estão com os olhos úmidos. Sentem a falta dos meninos do Brasil, que foram ser meninos de outras terras, de onde jamais retornarão. Pelo menos não retornarão por inteiro.
Chorem crianças, do Brasil. Esvaiam-se em lágrimas e gritem a sua dor, para que governantes surdos possam ouvir o clamor que parte de seus corações partidos de tanto sofrer, de tanto gemer, de tanto sentir fome, sede e saudade.
Pobres meninos do Brasil que se foram para só retornar, quando ianques selvagens os despirem de toda a sua condição humana, e os devolverem como mercadoria inservível, por apresentar defeito de fabricação.
Chorem e se desesperem mães dos meninos do Brasil, tão sós, tão sofridos, tão brasileiros em terras anglo-saxãs. Voltem à mãe-pátria que não os quis e não os quer. Venham expor as feridas de suas almas, dilaceradas pela perda da própria nacionalidade, para que possam servir, pelo menos, para evitar que outras crianças do Brasil deixem de ser brasileiras, deixem de ter pátria, deixem de ser alguém para se tornarem ninguém.
Retornem, crianças do Brasil. Vagueiem seus corpos zumbis nos aeroportos modernos dos ricos do Brasil. Durmam nos bancos das praças. Sintam n'alma o frio da desgraça e chorem por nós. Nós que sequer tivemos ou temos, a capacidade de chorar por vocês que eram o nosso amanhã. Talvez ainda sejam o nosso amanhã. Mas será um amanhã bem triste. Eu prometo. Nós Prometemos. Eles prometem.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
CONTRADIÇÕES
O ser humano, antes de mais nada, é um ser extremamente contraditório. Vejamos por exemplo, o que fez Adamat, o primeiro homem segundo a Bíblia. Vivendo e morando no Jardim do Éden e tendo a possibilidade da vida eterna, insatisfeito, decidiu optar pela finitude própria*, pelo castigo de trabalhar todos os dias para poder comer o pão que o diabo amassou, muito embora não esteja escrito em lugar algum, que o diabo tenha sido padeiro algum dia.**
Outro homem, este muito importante mas extremamente contraditório, foi o rei hebreu Salomão, cognominado o mais sábio dos homens. Até onde vai o meu analfabetismo explícito, não me consta que sábios matem ou ordenem a morte de irmãos ou demais parentes que possam de algum modo, atrapalhar seu caminho em direção a um eventual trono. E foi exatamente o que fez ou mandou fazer Salomão, até que não mais restasse ninguém que se interpusesse em seu desejo de ser rei de Israel.
Caim, filho de Adão, é outro exemplo de contradição. Irmão de Abel, permitiu que a inveja dominasse seu coração e por isso matou seu frater. Nessa época, tempo em que os homens falavam com D’us ao vivo e em cores, Caim perdeu esse privilégio, foi amaldiçoado pelo próprio Senhor dos Exércitos, escorraçado do lugar em que vivia, e condenado a perambular pela planeta dos homens, sem ter um amigo, sem ter um lugar onde pudesse a fronte pousar, exposto ao tempo e ao vento, padecendo os maiores tormentos, fugitivo dos homens na paz, e também da morte na guerra, como bem poderia ter dito Gonçalves Dias em seu I-Juca-Pirama. E tudo isso apenas por ser um homem pleno de contradições.
Moisés é outro exemplo de como os homens podem pagar um preço alto demais por serem contraditórios em seu modo de ser. Após receber das mãos do próprio Senhor de tudo o que há, as Tábuas da Lei, também conhecidas como Os Dez Mandamentos, foi o primeiro a contrariar o artigo que diz: “Não matarás”. A ordem é simples e direta, sem subterfúgios ou tergiversações. Diz apenas, não matarás. E foi isso, exatamente que fez o próprio Moisés ao descer do alto do Monte Sinai, lugar de seu encontro com D’us, ao mandar passar a fio de espada algo em torno de 3.000 homens que fize-ram e adoraram o Bezerro de Ouro, durante sua ausência, descrentes de D’us e dos homens. Por causa disso, Moisés pagou o preço de não pisar na Terra Prometida, passando a Josué seu cajado e avistando a terra de Israel apenas de longe. Além disso, seu povo foi condenado a vagar durante 40 anos pelo deserto, até que toda aquela geração fosse extinta. Um preço alto demais apenas por causa do espírito contraditório de um homem da mais alta importância para toda a história do homem ocidental.
A lista é interminável. Hitler, que deu o pontapé inicial na Segunda Guerra Mundial, mandou que fossem exterminados em fornos crematórios e outras formas de execução em massa, pelo menos seis milhões de judeus. O problema é que, além da monstruosidade do crime praticado em nome da raça ariana ou germânica, Hitler não era alemão, era austríaco. E, segundo afirmam diversos historiadores, tinha remota ascendência judaica.
Finalmente, para não cansar muito meus eventuais leitores, muitas pessoas, tendo a possibilidade de serem livres, tornam-se prisioneiras de si mesmas ou de outrens por vontade própria porque, como dizia Nietsche, “chegam à convicção fundamental de que têm de ser comandadas, e por causa disso, tornam-se “crentes”. “Inversamente, pode-se imaginar um prazer e força na autodeterminação, uma liberdade da vontade, em que um espírito se despede de toda crença, todo desejo de certeza, treinado que é em se equilibrar sobre tênues cordas e possibilidades e em dançar até mesmo à beira de abismos. Um tal espírito seria o espírito livre por excelência.”
PS. * Adão, ao optar pela própria finitude, condenou todos os seus descendentes a serem finitos “ad infinitum”, assim como condenou à morte, toda e qualquer forma de vida.
** A parte boa dessa história é que Adão, ao comer do fruto proibido, cometeu o mais doce dos pecados.
Outro homem, este muito importante mas extremamente contraditório, foi o rei hebreu Salomão, cognominado o mais sábio dos homens. Até onde vai o meu analfabetismo explícito, não me consta que sábios matem ou ordenem a morte de irmãos ou demais parentes que possam de algum modo, atrapalhar seu caminho em direção a um eventual trono. E foi exatamente o que fez ou mandou fazer Salomão, até que não mais restasse ninguém que se interpusesse em seu desejo de ser rei de Israel.
Caim, filho de Adão, é outro exemplo de contradição. Irmão de Abel, permitiu que a inveja dominasse seu coração e por isso matou seu frater. Nessa época, tempo em que os homens falavam com D’us ao vivo e em cores, Caim perdeu esse privilégio, foi amaldiçoado pelo próprio Senhor dos Exércitos, escorraçado do lugar em que vivia, e condenado a perambular pela planeta dos homens, sem ter um amigo, sem ter um lugar onde pudesse a fronte pousar, exposto ao tempo e ao vento, padecendo os maiores tormentos, fugitivo dos homens na paz, e também da morte na guerra, como bem poderia ter dito Gonçalves Dias em seu I-Juca-Pirama. E tudo isso apenas por ser um homem pleno de contradições.
Moisés é outro exemplo de como os homens podem pagar um preço alto demais por serem contraditórios em seu modo de ser. Após receber das mãos do próprio Senhor de tudo o que há, as Tábuas da Lei, também conhecidas como Os Dez Mandamentos, foi o primeiro a contrariar o artigo que diz: “Não matarás”. A ordem é simples e direta, sem subterfúgios ou tergiversações. Diz apenas, não matarás. E foi isso, exatamente que fez o próprio Moisés ao descer do alto do Monte Sinai, lugar de seu encontro com D’us, ao mandar passar a fio de espada algo em torno de 3.000 homens que fize-ram e adoraram o Bezerro de Ouro, durante sua ausência, descrentes de D’us e dos homens. Por causa disso, Moisés pagou o preço de não pisar na Terra Prometida, passando a Josué seu cajado e avistando a terra de Israel apenas de longe. Além disso, seu povo foi condenado a vagar durante 40 anos pelo deserto, até que toda aquela geração fosse extinta. Um preço alto demais apenas por causa do espírito contraditório de um homem da mais alta importância para toda a história do homem ocidental.
A lista é interminável. Hitler, que deu o pontapé inicial na Segunda Guerra Mundial, mandou que fossem exterminados em fornos crematórios e outras formas de execução em massa, pelo menos seis milhões de judeus. O problema é que, além da monstruosidade do crime praticado em nome da raça ariana ou germânica, Hitler não era alemão, era austríaco. E, segundo afirmam diversos historiadores, tinha remota ascendência judaica.
Finalmente, para não cansar muito meus eventuais leitores, muitas pessoas, tendo a possibilidade de serem livres, tornam-se prisioneiras de si mesmas ou de outrens por vontade própria porque, como dizia Nietsche, “chegam à convicção fundamental de que têm de ser comandadas, e por causa disso, tornam-se “crentes”. “Inversamente, pode-se imaginar um prazer e força na autodeterminação, uma liberdade da vontade, em que um espírito se despede de toda crença, todo desejo de certeza, treinado que é em se equilibrar sobre tênues cordas e possibilidades e em dançar até mesmo à beira de abismos. Um tal espírito seria o espírito livre por excelência.”
PS. * Adão, ao optar pela própria finitude, condenou todos os seus descendentes a serem finitos “ad infinitum”, assim como condenou à morte, toda e qualquer forma de vida.
** A parte boa dessa história é que Adão, ao comer do fruto proibido, cometeu o mais doce dos pecados.
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