Conta-nos a história que Constantino o Grande, em 312 d.C., ao ter uma visão, mudou o signo dos escudos de seu exército, adotou a cruz e venceu uma batalha que, em tese, deveria perder para Maxêncio, inimigo e rival. Por causa disso, converteu-se ao catolicismo romano e mudou o dia sagrado que era o Shabbath (sábado em hebraico) adotado pela Igreja, para domingo, o dia do Sol. Desde então, o domingo é o dia sagrado dos católicos em todo o mundo. E convenhamos que faz sentido, afinal de contas, Jesus ressuscitou num domingo pela manhã.
E porque hoje é domingo, é dia de passear, de ir à praia, principalmente se esse dia especial começar iluminado por uma bela manhã de sol. Mas nem só de praia vive o domingo. Vive também de belos e arborizados parques, vive de passeios no campo, vive de igarapés, dos quais nossa terra é rica; vive de filmes na TV, vive de ternos momentos de carinho, quando se anda de mãos dadas pela beira do rio com a pessoa amada no entardecer de um belo dia; vive também de um pouco de preguiça, enfim, é o dia em que a ordem é relaxar. Mas, tudo isso, se é bom de ser vivido, precisamos lembrar que, porque hoje é domingo, temos o dever de rezar e agradecer a D’us pelas graças e bênçãos recebidas durante a semana, e por causa disso é que as igrejas, os templos e todos os locais de adoração a Ele ficam repletos de fiéis, que só querem receber um olhar de benevolência d’Aquele que tudo pode.
Por tudo isso e muito mais, é que este cronista deseja a todos os amapaenses, a todos os brasileiros e, porque não, a toda a humanidade, um domingo muito feliz, cheio de paz e amor. Shalom.
domingo, 14 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
O INFERNO DE DANTE
Todos já lemos ou ouvimos algo sobre a Comédia, de Dante Alighieri. Ler, mesmo, essa obra magnífica, em poucos o fizeram. Queiramos ou não, só os muito letrados já gozaram das delícias dessa obra monumental. E eu não estou entre eles.
A prudência ensina que a documentação sobre a vida do grande bardo italiano é bastante escassa e pouco se sabe, de verdade, sobre sua educação, família e opiniões.
A causa desse desconhecimento é o fato de que Dante passou boa parte de sua vida como exilado, em condições precárias e quase na indigência. Nossa proposição neste pequeno ensaio, é falar da parte mais importante da Divina Comédia, o Inferno. O qualificativo foi colocado por Boccaccio, a partir de sua biografia, escrita por este outro gênio da literatura italiana.
A Divina Comédia é uma obra construída segundo uma rígida simetria. São três partes: “Inferno”, “Purgatório” e “Paraíso”. Destas duas últimas, falaremos em outra ocasião. Por ora, vamos nos ater ao “Inferno”.
Dante, perdido numa selva escura, encontra o poeta latino Virgílio, cujo espírito foi enviado por Beatriz (Musa do poeta) para buscá-lo. O trajeto de Dante e Virgilio se inicia pelo Inferno, parte primeira de sua obra. A entrada do Inferno é situada em Jerusalém - onde Lúcifer teria batido ao cair do céu. O Inferno, segundo Dante, é composto por diversos círculos, que vão se estreitando até o centro da Terra. Cada círculo corresponde a um tipo de pecado, sendo que o primeiro é o Limbo, onde, na teologia cristã estão as almas dos que não pude-ram escolher Cristo porque nasceram antes de seu advento, ou porque morreram antes do batismo. A partir daí, começa o inferno propriamente dito - os círculos podem estar agrupados ou ter subdivisões.
Temos então que: No primeiro círculo ou Limbo, estão os ignaros e os virtuosos anteriores a Cristo, além das crianças não batizadas. No segundo círculo, estão os luxuriosos; no terceiro, os gulosos; no quarto, os avarentos e pródigos; no quinto, os iracundos, soberbos e preguiçosos. Todos esse pecadores estão agrupados no grupo dos Incontinentes. Os hereges têm um círculo exclusivo, o sexto. No sétimo círculo do inferno de Dante, estão os violentos contra o próximo (homicidas, tiranos, predadores), os violentos contra si próprios (suicidas e perdulários), os violentos contra Deus, a natureza e a arte (blasfemos, sodomitas e usurários). No oitavo círculo, estão os sedutores e alcoviteiros, os aduladores, os simoníacos, os adivinhos, astrólogos, bruxas e prevaricadores; os hipócritas e os ladrões (coitados da maioria dos políticos brasileiros), os conselheiros de fraudes, os semeadores de escândalos e cismas, os falsários de metais, de moedas, de pessoas e de palavras. Finalmente, no nono e último círculo do inferno estão os traidores dos parentes, os traidores da pátria, os traidores dos hóspedes e os traidores dos benfeitores.
Convém saber que o nono círculo do inferno, tem quatro zonas concêntricas (Caina, Antenora, Tolomeia e Judeca) no fundo das quais há um rio gelado (Cocito) e Dite, a cidade de gelo na qual está imerso Lucifer.
Não à toa, é Dante quem diz: "Deixai toda esperança, vós que entrais (no Inferno). Em sua odisseia infernal, Dante encontra personagens históricos, figuras da mitologia antiga e do ima-ginário cristão como Virgilio (autor de Eneida), Homero (Ilíada e Odisséia), Ovídio (autor romano das Metamorfoses), Francesca Rimini (cujo ruidoso caso de adultério com Paolo Malatesta é recapitulado na Comédia), Ugolino della Gherardesca (acusado de traição pelo arcebispo de Pisa, foi preso com dois filhos e dois netos, onde teria comido seus cadáveres, numa torre onde todos morreram de fome), o papa Nicolau III, além de Ulisses e Lúcifer, que no último canto dilacera três dos maiores pecadores que o mundo já conheceu, ainda segundo Dante: Judas, o traidor de Cristo; Brutus e Cássio, assassinos de Julio César.
Talvez, quem melhor se manifestou sobre a Divina Comédia tenha sido o escritor Giovanni Papini (1881-1956), autor de obras sobre Deus e o Diabo. Disse ele: “É muito simples. É só pegar a sabedoria oriental, o logos grego, a charitas cristã, a civilita romana, Aristóteles, os árabes, os judeus, o Velho e o Novo Testamento, as tradições muçulmanas, os conhecimentos científicos da Idade Média, ...”.
A prudência ensina que a documentação sobre a vida do grande bardo italiano é bastante escassa e pouco se sabe, de verdade, sobre sua educação, família e opiniões.
A causa desse desconhecimento é o fato de que Dante passou boa parte de sua vida como exilado, em condições precárias e quase na indigência. Nossa proposição neste pequeno ensaio, é falar da parte mais importante da Divina Comédia, o Inferno. O qualificativo foi colocado por Boccaccio, a partir de sua biografia, escrita por este outro gênio da literatura italiana.
A Divina Comédia é uma obra construída segundo uma rígida simetria. São três partes: “Inferno”, “Purgatório” e “Paraíso”. Destas duas últimas, falaremos em outra ocasião. Por ora, vamos nos ater ao “Inferno”.
Dante, perdido numa selva escura, encontra o poeta latino Virgílio, cujo espírito foi enviado por Beatriz (Musa do poeta) para buscá-lo. O trajeto de Dante e Virgilio se inicia pelo Inferno, parte primeira de sua obra. A entrada do Inferno é situada em Jerusalém - onde Lúcifer teria batido ao cair do céu. O Inferno, segundo Dante, é composto por diversos círculos, que vão se estreitando até o centro da Terra. Cada círculo corresponde a um tipo de pecado, sendo que o primeiro é o Limbo, onde, na teologia cristã estão as almas dos que não pude-ram escolher Cristo porque nasceram antes de seu advento, ou porque morreram antes do batismo. A partir daí, começa o inferno propriamente dito - os círculos podem estar agrupados ou ter subdivisões.
Temos então que: No primeiro círculo ou Limbo, estão os ignaros e os virtuosos anteriores a Cristo, além das crianças não batizadas. No segundo círculo, estão os luxuriosos; no terceiro, os gulosos; no quarto, os avarentos e pródigos; no quinto, os iracundos, soberbos e preguiçosos. Todos esse pecadores estão agrupados no grupo dos Incontinentes. Os hereges têm um círculo exclusivo, o sexto. No sétimo círculo do inferno de Dante, estão os violentos contra o próximo (homicidas, tiranos, predadores), os violentos contra si próprios (suicidas e perdulários), os violentos contra Deus, a natureza e a arte (blasfemos, sodomitas e usurários). No oitavo círculo, estão os sedutores e alcoviteiros, os aduladores, os simoníacos, os adivinhos, astrólogos, bruxas e prevaricadores; os hipócritas e os ladrões (coitados da maioria dos políticos brasileiros), os conselheiros de fraudes, os semeadores de escândalos e cismas, os falsários de metais, de moedas, de pessoas e de palavras. Finalmente, no nono e último círculo do inferno estão os traidores dos parentes, os traidores da pátria, os traidores dos hóspedes e os traidores dos benfeitores.
Convém saber que o nono círculo do inferno, tem quatro zonas concêntricas (Caina, Antenora, Tolomeia e Judeca) no fundo das quais há um rio gelado (Cocito) e Dite, a cidade de gelo na qual está imerso Lucifer.
Não à toa, é Dante quem diz: "Deixai toda esperança, vós que entrais (no Inferno). Em sua odisseia infernal, Dante encontra personagens históricos, figuras da mitologia antiga e do ima-ginário cristão como Virgilio (autor de Eneida), Homero (Ilíada e Odisséia), Ovídio (autor romano das Metamorfoses), Francesca Rimini (cujo ruidoso caso de adultério com Paolo Malatesta é recapitulado na Comédia), Ugolino della Gherardesca (acusado de traição pelo arcebispo de Pisa, foi preso com dois filhos e dois netos, onde teria comido seus cadáveres, numa torre onde todos morreram de fome), o papa Nicolau III, além de Ulisses e Lúcifer, que no último canto dilacera três dos maiores pecadores que o mundo já conheceu, ainda segundo Dante: Judas, o traidor de Cristo; Brutus e Cássio, assassinos de Julio César.
Talvez, quem melhor se manifestou sobre a Divina Comédia tenha sido o escritor Giovanni Papini (1881-1956), autor de obras sobre Deus e o Diabo. Disse ele: “É muito simples. É só pegar a sabedoria oriental, o logos grego, a charitas cristã, a civilita romana, Aristóteles, os árabes, os judeus, o Velho e o Novo Testamento, as tradições muçulmanas, os conhecimentos científicos da Idade Média, ...”.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
SOBRE DEMOCRACIA
já se disse que democracia, é a convivência pacífica dos contrários. Hoje, mais que nunca, é preciso que brasileiros no geral e tucujus no particular entendam que, se não primarmos pelo respeito à vontade soberana do povo, leia-se, a maioria, jamais chegaremos a lugar algum. Pelo menos a um lugar em que seja um prazer o simples viver.
Um dos pensadores que mais influenciaram o conceito de democracia nas Américas foi Alexis de Tocville (1805-1859). Dizia ele que “a democracia consiste na igualdade das condições.” Dizia mais: “Democrática é a sociedade em que: 1 - Não subsistem de ordens e de classes; 2 - Em que todos os indivíduos que compõem a coletividade são socialmente iguais (o que não significa que sejam intelectualmente iguais, o que é absurdo e que, para Tocqueville, é impossível).
Na verdade, igualdade social é a inexistência de diferenças hereditárias de condições, o que quer dizer que todas as ocupações, todas as profissões, dignidades e honrarias são acessíveis a todos.
De tal modo, a participação de todos na escolha dos governantes e no exercício da autoridade é a expressão lógica de uma sociedade democrática, isto é, de uma sociedade igualitária. É uma sociedade que não tem por objetivo o poder ou a glória, mas sim a prosperidade e a tranquilidade de um povo. Para isso, é necessária a preservação da liberdade, que é a moderação na arte de bem governar.
Tem-se, pois, que as sociedades democráticas são pouco propensas à guerra, pois a guerra faz com que a liberdade seja suprimida e com isso, a concentração cada vez maior de poder nas mãos de uma pessoa, família ou grupo. E poucas coisas são tão maléficas à democracia, logo, à liberdade, que as oligarquias. Oligarquias, sabe-se, não se originaram e muito menos são provenientes da Terra Brasilis. Mas é preciso que reconheçamos que aqui, as oligarquias fincaram raízes e prosperaram, porque encontraram campo fértil para que assim fosse.
O Brasil ainda atravessa um período em que a democracia plena ainda não criou raízes profundas. Apenas para que se tenha um ideia do fenômeno, Dilma Rousseff é a terceira presidente eleita consecutivamente no Brasil (Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e, agora ela, Dilma Rousseff). Entre todos os anteriores houve problemas de naturezas diversas.
Conscientizemo-nos pois, de que não é pequena a vitória conseguida contra as forças centralizadoras. E para que assim seja “ad infinitum”, façamos, cada um, a nossa parte. Inclusive divergindo, quando necessário.
Um dos pensadores que mais influenciaram o conceito de democracia nas Américas foi Alexis de Tocville (1805-1859). Dizia ele que “a democracia consiste na igualdade das condições.” Dizia mais: “Democrática é a sociedade em que: 1 - Não subsistem de ordens e de classes; 2 - Em que todos os indivíduos que compõem a coletividade são socialmente iguais (o que não significa que sejam intelectualmente iguais, o que é absurdo e que, para Tocqueville, é impossível).
Na verdade, igualdade social é a inexistência de diferenças hereditárias de condições, o que quer dizer que todas as ocupações, todas as profissões, dignidades e honrarias são acessíveis a todos.
De tal modo, a participação de todos na escolha dos governantes e no exercício da autoridade é a expressão lógica de uma sociedade democrática, isto é, de uma sociedade igualitária. É uma sociedade que não tem por objetivo o poder ou a glória, mas sim a prosperidade e a tranquilidade de um povo. Para isso, é necessária a preservação da liberdade, que é a moderação na arte de bem governar.
Tem-se, pois, que as sociedades democráticas são pouco propensas à guerra, pois a guerra faz com que a liberdade seja suprimida e com isso, a concentração cada vez maior de poder nas mãos de uma pessoa, família ou grupo. E poucas coisas são tão maléficas à democracia, logo, à liberdade, que as oligarquias. Oligarquias, sabe-se, não se originaram e muito menos são provenientes da Terra Brasilis. Mas é preciso que reconheçamos que aqui, as oligarquias fincaram raízes e prosperaram, porque encontraram campo fértil para que assim fosse.
O Brasil ainda atravessa um período em que a democracia plena ainda não criou raízes profundas. Apenas para que se tenha um ideia do fenômeno, Dilma Rousseff é a terceira presidente eleita consecutivamente no Brasil (Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e, agora ela, Dilma Rousseff). Entre todos os anteriores houve problemas de naturezas diversas.
Conscientizemo-nos pois, de que não é pequena a vitória conseguida contra as forças centralizadoras. E para que assim seja “ad infinitum”, façamos, cada um, a nossa parte. Inclusive divergindo, quando necessário.
RASTROS NO MAR
É claro que o texto abaixo não é meu. É de Antonio Machado, mais precisamente Antonio Cipriano José María y Francisco de Santa Ana Machado Ruiz, conhecido como Antonio Machado, nascido em Sevilha em 26 de julho de 1875 e falecido em Collioure, França, 22 de fevereiro de 1939, tendo sido um poeta espanhol, pertencente à Escola Modernista.
Dito isso, é necessário que mergulhemos na profundidade das linhas mais famosas do autor, os dois versos de Proverbios y cantares XXIX em Campos de Castilla:
“CAMINHANTE, NÃO HÁ CAMINHO,
O CAMINHO É FEITO AO ANDAR.
AO ANDAR SE FAZ O CAMINHO
E AO OLHAR PARA TRAZ,
SE VÊ A SENDA QUE NUNCA
SE VAI VOLTAR A TRILHAR.
CAMINHANTE NÃO HÁ CAMINHO,
SOMENTE RASTROS NO MAR.”
Quando se chega à idade da senectude, é que começamos a perceber o quanto somos tolos no longo percurso que é a vida, mais especificamente a vida de um caboclo tipicamente amazônida, que um dia decidiu conhecer o mundo exterior sem saber que o mundo inteiro cabe dentro de ti, cabe dentro da tua aldeia, como dizia Immanuel Kant.
Realmente, não há caminho. O caminho é feito ao andar. Tão simples, tão óbvio, e no entanto passamos por ele acreditando que já existia antes de ser trilhado. E se um dia pararmos e olharmos para trás, perceberemos que o que se vê é a senda que não voltaremos a trilhar nunca mais. E o que é a vida passada, perguntamos perplexos? Antonio Machado nos responde de modo bem simples: “Somente rastros no mar.”
E nesses momentos, lembro de Roberto Campos e seu Lanterna na Popa, cuja inspiração vem de um texto de Samuel Taylor Coleridge (1772-1834): “Mas a paixão cega nossos olhos, / e a luz que a experiência nos dá é a / de uma lanterna na popa, que ilumina / apenas as ondas que deixamos para trás.”
Dito isso, é necessário que mergulhemos na profundidade das linhas mais famosas do autor, os dois versos de Proverbios y cantares XXIX em Campos de Castilla:
“CAMINHANTE, NÃO HÁ CAMINHO,
O CAMINHO É FEITO AO ANDAR.
AO ANDAR SE FAZ O CAMINHO
E AO OLHAR PARA TRAZ,
SE VÊ A SENDA QUE NUNCA
SE VAI VOLTAR A TRILHAR.
CAMINHANTE NÃO HÁ CAMINHO,
SOMENTE RASTROS NO MAR.”
Quando se chega à idade da senectude, é que começamos a perceber o quanto somos tolos no longo percurso que é a vida, mais especificamente a vida de um caboclo tipicamente amazônida, que um dia decidiu conhecer o mundo exterior sem saber que o mundo inteiro cabe dentro de ti, cabe dentro da tua aldeia, como dizia Immanuel Kant.
Realmente, não há caminho. O caminho é feito ao andar. Tão simples, tão óbvio, e no entanto passamos por ele acreditando que já existia antes de ser trilhado. E se um dia pararmos e olharmos para trás, perceberemos que o que se vê é a senda que não voltaremos a trilhar nunca mais. E o que é a vida passada, perguntamos perplexos? Antonio Machado nos responde de modo bem simples: “Somente rastros no mar.”
E nesses momentos, lembro de Roberto Campos e seu Lanterna na Popa, cuja inspiração vem de um texto de Samuel Taylor Coleridge (1772-1834): “Mas a paixão cega nossos olhos, / e a luz que a experiência nos dá é a / de uma lanterna na popa, que ilumina / apenas as ondas que deixamos para trás.”
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