terça-feira, 12 de janeiro de 2010

CURIOSIDADES BÍBLICAS

CURIOSIDADES BÍBLICAS


Não poucos livros tem sido escritos contendo dados interessantes, curiosidades, estatísticas e, pasmem, até mesmo erros de tradução ou de impressão da Bíblia. A primeira curiosidade [e que o nome Bíblia não aparece uma única vez na Bíblia. O nome advém do grego Biblos, por causa de uma cidade fenícia de Biblos, um importante centro produtor de rolos de papiros, usados para fazer livros. Com o passar do tempo, o termo passou a significar “livro”. Bíblia é a forma plural (“livros”). A Bíblia, na verdade, é uma coleção de livros. Também é conhecida simplesmente como “o Livro” ou “o Livro dos Livros”.
Um outro fato que chama a atenção é que a Bíblia não diz nada a respeito de qual era a fruta da árvore do conhecimento do bem e do mal, que não devia ser comida por Adão (Adam, em hebraico, palavra que deriva de Adamah, a Terra) e Eva. Uma antiga tradição européia diz que essa fruta seria a maçã. Em latim, a palavra “malum” significa tanto “maçã” como mal”, o que pode, perfeitamente, ter originado essa tradição.
Surpreendentemente, se bem observarmos, veremos que a palavra “Deus” aparece em todos os livros da Bíblia, exceto em Ester e Cântico dos Cânticos. Por isso, muitos judeus e cristãos argumentavam e, eventualmente ainda podem argumentar que esses livros não fariam parte da Bíblia.
Sabe-se, também que o texto mais antigo do Novo Testamento ainda existente, é um pedaço do Evangelho de João. Escrito em torno de 125 d.C., o fragmento contém partes de João, 18:31, incluindo a pergunta feita pelo quinto procurador da Judéia, o romano Pôncio Pilatos: “Você é o rei dos judeus?
Porém, temos muitos mais fatos bíblicos extremamente curiosos do que podemos apresentar num simples e pequeno texto como este. Por exemplo: a pessoa que mencionada mais vezes na Bíblia é Davi, cujo nome é citado 1.066 vezes na Nova Tradução da Linguagem de Hoje. O personagem bíblico mais velho e Matusalém, que tinha 969 anos quando morreu, segundo Gênesis 5:27. E o nome mais comprido da Bíblia é Maer-Salal-Hás-Baz (Isaías, 8:1, que significa “rápido para roubar e ligeiro para saquear”.
O detalhe mais que curioso, é que esse nome foi dado de forma simbólica pelo profeta Isaías a seu filho, para advertir o rei de que se os judeus fizessem um acordo com o Império Assírio, os assírios iriam invadir e tomar tudo o que quisessem.
Finalmente, o livro da Bíblia mais traduzido é o Evangelho de Marcos, talvez porque seja o mais curto dos quatro Evangelhos. Marcos pode ser encontrado em pelo menos 900 línguas.
Muito ainda há para ser conhecido e adequadamente divulgado sobre o que chamamos de fatos e curiosidades bíblicas. Faltam-me, porém, competência, talento e conhecimento para tanto. Mas, se este pequeno texto servir para ajudar pelo menos um leitor a pesquisar sobre esses fascinantes e curiosos episódios, já terá valido este esforço.

GRAVE AMEAÇA

GRAVE AMEAÇA


O açaí nosso de cada dia pode se transformar num grande problema para todos os habitantes da Amazônia, particularmente para os amapaenses. A razão é que ele, o açaí, pode estar sendo o veículo transmissor da doença de Chagas, uma doença terrível que, até há pouco era restrita a algumas regiões do Sudeste, mais precisamente no Vale do Jequitinhonha.
Segundo as últimas informações, a cada quatro dias, em média, uma pessoa é infectada com doença de Chagas ao beber suco de açaí na Amazônia. Tem sido assim nos últimos 15 meses, quando 15 surtos da doença foram registrados no Pará, no Amazonas e no Amapá. Já em março de 2005, laudos expedidos pelo Instituto Evandro Chagas, de Belém do Pará, confirmavam casos de doença de Chagas no Amapá. À época, 26 pessoas estavam contaminadas. A informação afirmava, também que tais pessoas rresidiriam na localidade de Igarapé da Fortaleza. A comunidade fica entre Macapá e o município de Santana, às margens da rodovia Salvador Diniz. Entretanto, a Secretaria Estadual de Saúde, através da Divisão de Epidemiologia declarou, então, que o surto não se caracterizava porque o foco estava centrado em dois locais, Igarapé da Fortaleza e Marabaixo, bairro da periferia de Macapá. onde três pessoas da mesma família estariam infectadas.
De certo, o que temos, é que no Amapá, felizmente, os poucos casos registrados até agora, mostram que os casos registrados são eventuais e acidentais. Isso, porém, não significa que deixemos de tomar as devidas medidas acautelatórias para evitar que em futuro breve possamos sofrer uma epidemia de doença que ainda não tem cura e nem sequer vacina. E essas medidas preventivas passam, naturalmente, pela questão da higienização do açaí, que deve ser lavado e enxaguado diversas vezes, desde o local onde é apanhado e, especialmente, nos locais em que o fruto é transformado em vinho.
A Divisão Estadual de Epidemiologia do Amapá já começa a alertar todos aqueles envolvidos na produção e venda de açaí a tomarem as mais severas medidas de higiene, pois a contaminação no ser humano não ocorre diretamente pela picada do inseto, que se infecta com o parasita quando suga o sangue de um animal contaminado (gambás ou pequenos roedores). A transmissão ocorre quando a pessoa coça o local da picada e as fezes eliminadas pelo barbeiro, penetram pelo orifício que ali deixou.
A transmissão pode também ocorrer por transfusão de sangue contaminado e durante a gravidez, da mãe para filho. No Brasil, foram registrados casos da infecção transmitida por via oral nas pessoas que tomaram caldo-de-cana ou tomaram açaí não adequadamente higienizado. Embora não se imaginasse que isso pudesse acontecer, o provável é que haja uma invasão ativa do parasita diretamente através do aparelho digestivo nesse tipo de transmissão.
A doença de Chagas é causada pelo protozoário parasita Trypanosoma cruzi que é transmitido pelas fezes de um inseto (triatoma) conhecido como barbeiro. O nome do parasita foi dado por seu descobridor, o cientista Carlos Chagas. Segundo os dados levantados por instituições de pesquisa desse grave problema patológico, esse inseto de hábitos noturnos vive nas frestas das casas de pau-a-pique, ninhos de pássaros, tocas de animais, casca de troncos de árvores e embaixo de pedras.
Normalmente, os sintomas são: febre, mal-estar, inflamação e dor nos gânglios, vermelhidão, inchaço nos olhos, aumento do fígado e do baço. Com freqüência, a febre desaparece depois de alguns dias e a pessoa não se dá conta do que lhe aconteceu, embora o parasita já esteja alojado em alguns órgãos. Como nem sempre os sintomas são perceptíveis, o indivíduo pode saber que tem a doença, 20, 30 anos depois de ter sido infectado, ao fazer um exame de sangue de rotina, o que significa que toda pessoa deve fazer, ao menos uma vez por ano, exame de sangue específico para detectar eventual contaminação. Meningite e encefalite são complicações graves da doença de Chagas na fase aguda, mas são raros os casos de morte.
No quesito tratamento, a medicação é dada sob acompanhamento médico nos hospitais devido aos efeitos colaterais que provoca, e deve ser mantida, no mínimo, por um mês. O efeito do medicamento costuma ser satisfatório na fase aguda da doença, enquanto o parasita está circulando no sangue. Na fase crônica, não compensa utilizá-lo mais e o tratamento é direcionado às manifestações da doença a fim de controlar os sintomas e evitar as complicações.
Como não existe vacina para a doença de Chagas, os cuidados devem ser redobrados. Como ainda não existe vacina para esse mal, convém eliminar o inseto transmissor da doença ou mantê-lo afastado do convívio humano. Essa é a única forma de erradicar a doença de Chagas.
Juntamente com a Divisão de Epidemiologia, a Vigilância Sanitária do Estado também está se empenhando em prevenir o problema, alertando, ela também, sobre a necessidade da mais perfeita igienização, tanto do açaí quando do caldo de cana, ele, também, um possível agente transmissor, caso não seja feita no produto a limpeza adequada.
Com essas medidas, com certeza, afastaremos uma eventual epidemia e poderemos viver mais e melhor, mas, para isso, é necessário que todos, instituições e povo caminhem de mãos dadas. Unidos, somos fortes e nada nos deterá em direção ao brilhante e breve futuro que aguarda, de braços abertos, o Amapá e os amapaenses.

sábado, 9 de janeiro de 2010

EVANGELHOS APÓCRIFOS

EVANGELHOS APÓCRIFOS


É comum que cristãos católicos usem o termo apócrifo para designar os escritos de assuntos sagrados que não foram incluídos pela Igreja no Cânon das Escrituras autênticas e divinamente inspiradas. A doutora em assuntos bíblicos, Maria Helena de Oliveira Tricca, compiladora da obra “Apócrifos”, cita “Os Proscritos da Bíblia” que afirmam: “Muitos dos textos apócrifos já fizeram parte da Bíblia, mas ao longo de sucessivos concílios acabaram sendo eliminados. Houve os que depois foram reíncluídos e, durante algum tempo tornariam a partilhar a Bíblia.”
Como exemplo, podemos citar: “O Livro da Sabedoria”, atribuído a Salomão, o Eclesiástico ou Sirac, “As Odes de Salomão”, o “Tobit” ou “Livro de Tobias”, o Livro dos Macabeus, e muitos outros. A maioria ficou definitivamente excluída do Livro dos Livros, como o famoso “Livro de Enoch”, o “Livro da Ascensão de Isaías” e os “Livros III e IV dos Macabeus”.
Mas, a pergunta que ninguém responde é: Quais foram os reais motivos para excluir esses livros das chamadas Santas Escrituras? Há quem questione que os “santos padres” da época se achavam superiores aos Apóstolos e mártires que vivenciaram de perto os acontecimentos relacionados a Cristo e ao judaísmo. E realmente, cabe a pergunta: De que poder se revestiam esses padres, para afirmarem que alguns Textos Evangélicos não representavam os ensinamentos da “Palavra de Deus”? Ou será que contrariavam esses textos, os interesse da Igreja de então? Quem nos há de responder? O certo, é que temos hoje, como consequência, uma Bíblia menor, incompleta, aleijada, porque alguns, na sua arrogância suprema, determinaram que tal coisa podia ou não, ser conhecida pelos que adviriam. Esta, sim, é a lamentável verdade. Pelo menos para mim. Não me cabe culpa alguma se, aqueles que se dizem extremamente religiosos e que, ao meu ver, padecem da obtusidade córnea de que nos falava Eça de Queiroz, limitam-se à aceitação literal dos textos ditos sagrados. Que a Bíblia é um livro absolutamente fantásticos pelas lições de sabedoria que dá a quem a manuseia, nenhuma dúvida. Não à toa é o livro mais editado e lido em todos os tempos e por todos os habitantes deste planeta, simples grão de areia diante da imensidão do Universo que nos cerca.
Mas, voltando aos textos ditos apócrifos, sabemos que existem mais de 60 evangelhos apócrifos como os de Tomé, de Pedro, de Felipe, de Tiago, dos Hebreus, dos Nazarenos, dos Doze, dos Setenta (ver Septuaginta), etc.
Apenas para que se tenha ideia melhor do que foi retirado da Bíblia, basta que se saiba que no início do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo reduzidos a apenas quatro no Concílio de Nicéia, realizado no século I da era cristã.
Há quem acredite que, em relação ao Velho Testamento, a questão só foi resolvida por ocasião do Concílio de Trento. Determinou-se então, que os livros I e II de Esdras e a Oração de Manassés sairiam da Bíblia. Na contrapartida, alguns textos apócrifos foram reincorporados nos livros canônicos como “O Livro de Judite” (acrescido em Ester), “Os Livros do Dragão” e o Livros dos Três Santos Filhos” (acrescidos em Daniel), e o Livro de Baruch (que traz a Epístola de Jeremias”.
Consta, ainda, que os católicos não teriam sido unânimes quanto à inspiração desses livros. No Concílio de Trento, chegou-se ao cúmulo da luta corporal entre adversários, quando esse assunto foi tratado.
Lorraine Boerner (in Catolicismo Romano), afirma que o Papa Gregório, o Grande, declarou que primeiro Macabeus é um livro apócrifo, não sendo, portanto, um livro canônico. Sabe-se também que o cardeal Ximenes, em sua Bíblia poliglota, exatamente antes do Concílio de Trento, exclui os apócrifos e sua obra foi aprovada pelo Papa Leão X.
A propósito, o termo “apócrifo”, significa em grego, “ocultado” e não, necessariamente “falso”, como pensam alguns.
De certo, o que temos hoje, é uma Bíblia que, se de um lado é o maior de todos os livros, poderia ser, também, um livro muito maior nos seus ensinamentos, que basicamente tratam da vida, da morte e de todas as ciências humanas, além de nos contar histórias de homens que foram grandes, enormes na sua humildade, generosidade e na sua sabedoria, além de mostrar, em toda a sua glória, esse homem divino, podemos afirmá-lo, que se chamava Yeshuah na sua língua natal.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

SOBRE A CORRUPÇÃO

SOBRE A CORRUPÇÃO


A corrupção é um fardo pesado demais que os homens de bem e a sociedade carregarão para todo o sempre. Adão (Adam, em hebraico), nome que deriva da palavra Terra (adamah), simboliza Humanidade, é representado na cultura hebreia pela primeira letra do alfabeto hebraico (א). Temos então a letra Yud (י) que, em seu formato, é a única que não toca na linha inferior, pois ela significa o Sagrado. Com ela se escreve o nome dO Altíssimo. Se bem observarmos a letra Alef (א), veremos que ela possui dois yud's, ou seja, o homem é imagem de Deus. Ora, se Deus é absolutamente incorruptível, sua imagem, o homem, também deveria sê-lo.
Mas porque ser humano deixou de ser uma honra para se tornar uma desculpa, eis que Adão desejou o que nao era seu, ou seja, Eva, e tendo comido do fruto da árvore proibida, tornou-se carne e como tal corruptível. É o que nos ensina o Livro dos Livros no Gênesis. Milhares de anos depois, para onde quer que olhemos veremos a chaga da corrupção enlameando tudo e todos, até mesmo homens que, em princípio, não nasceram para ser desonestos. A corrupção destrói, mata, conspurca, fere de morte a moral, a ética, o corpo e a alma.
O pior é que, por paradoxal que seja, a corrupção só existe onde não deve existir. Se não há poibição legal ou ética ela não existe E isso por uma simples razão: ela só tem sentido em países onde há clara separação entre o público e o privado, e o governante não tem o direitode se apossar do bem comum como se fosse sua propriedade pessoal. Apenas como exemplo único entre milhares, vejamos o caso do senhor Roberto Arruda, governador de Brasília apanhado com a boca na botija, digo, com a mão no saco de dinheiro oriundo do achaque a que foram submetidos não poucos empresários do Distrito Federal, teve a petulância de dizer que perdoava os que o chamaram de ladrão, como se ele fosse o mais virtuoso dos homens. Descaramento acintoso é o mínimo que se pode dizer de tal patife. E o que é pior, o senhor Lula da Silva, o nosso nada amado deficiente cultural, teve a audácia de dizer que as imagens dele e acólitos enfiando em sacos de papel, meia e cuecas o produto do saque, gravadas por câmeras de televisão, não provava nada. É estranho, curioso mesmo, que o novo deus nascido no Brasil e que nos governa sempre saia em defesa de homens "probos" como os Arrudas, Dantas, Dirceus, Genoínos, Valérios, Palloccis, Collors e outros, digamos, assim, amigos do peito.
A confusão, a mistura do público e do privado já era malvista desde Roma e Atenas antigas, e conheceu o repúdio cada vez maior no Ocidente, desde a Idade Média. O que mais dói ver, é que a culpa de tudo isso é exclusivamente nossa, o povo, pois somos nós que a cada ano eleitoral os elegemos e o que é pior, os reelegemos. Tem-se então como consequência a miséria física e moral e a certeza de que nos países islâmicos, a função do carrasco é hereditária. No Brasil, eletiva.